Alocação de trabalhadores e deck building (construção de baralho), duas das mais clássicas mecânicas do board game moderno. Por que, então, elas só se juntaram há pouco tempo? Mais que isso, por que temos ainda poucos exemplares que misturam essas duas belezinhas?
A alocação teria surgido em 1998, com Keydom, de Richard Breese, mas a mecânica só foi popularizada com o jogo Caylus, de William Attia, sete anos depois. Já a construção de baralho veio em 2008, com Dominion (Donald X. Vaccarino). De qualquer forma, lá se vão mais de 15 anos desde a criação das duas e, como nosso hobby se trata de junção de mecânicas, sempre me encafifou o fato dessa mistura quase não existir.
Talvez por isso, uns quatro ou cinco anos atrás, eu tenha criado um jogo justamente de alocação de trabalhadores com construção de trabalho (Mestre das Poções, um dia faço um post falando só dele). À época, só tinha no horizonte Lewis & Clark: A Expedição: a Expedição (2013) e As Tabernas do Vale Profundo (2019).

Pouco tempo depois vi essa junção finalmente dando as caras (alguém descobrindo uma demanda óbvia?), com
As Ruínas Perdidas de Arnak e
Duna: Imperium, ambos de 2020. Mas tinha ficado por aí. Lewis e Tabernas me animaram, porque realmente tratam as duas mecânicas como se deve, mas Arnak me decepcionou (o jogo é ótimo, mas um deck building curto, que não gira o baralho, em apenas cinco rodadas, não é uma construção de baralho).
Atualmente temos ainda
Bitoku (2021),
Endless Winter: Paleoamericans (2022) e
Expeditions (2023), mas, veja, bem, é muito pouco para um número gigantesco de lançamentos. São duas mecânicas brilhantes que, na minha visão, ganham ainda mais vida quando juntas. Quando será que teremos mais exemplares assim?
Se você lembra de mais algum título, por favor comente abaixo. Deixe também seu comentário sobre a união dessas duas mecânicas (e que outras fusões de mecânicas vê pouco no hobby e gostaria que existisse mais).
Luciano Marques