Post original: https://www.boardseyeview.net/post/how-to-save-a-world
Projetado por Yuval Grinspun e publicado pela Burnt Island Games,
How to Save a World (HTSAW) é menos um jogo instrucional e mais uma declaração de leve pânico que você, o jogador, é obrigado a resolver.
A arte deslumbrante de Fahed Alrajil e Tithi Luadthong na frente da caixa e em todos os componentes torna a premissa de HTSAW muito clara: um enorme asteroide está em rota de colisão com o planeta Alarria, e o mundo reuniu as mentes mais brilhantes conhecidas (esses são vocês!) para tentar evitar a catástrofe iminente.
O tabuleiro de cores vibrantes retrata três projetos nos quais focar em suas tentativas de salvar Alarria: um laser para destruir o asteroide, um escudo para proteger do planeta e — se esses falharem — o último recurso de uma evacuação planetária. Como que para enfatizar o ponto, um grande e chamativo marcador de asteroide surge sobre o tabuleiro em uma bola flamejante de amarelo neon e rosa, avançando cada vez mais perto de sua colisão apocalíptica iminente.
Um pequeno baralho de cartas iniciais pode direcionar os jogadores a focarem em um projeto específico de fim de jogo, mas, na verdade, os jogadores se verão reagindo mais uns aos outros do que a qualquer outra coisa. "Devo correr à frente deles na trilha do projeto e ajudar a garantir seu sucesso ou devo investir em outro lugar e tentar anular completamente seus esforços?" é uma pergunta que surge frequentemente na mente de alguém ao longo de 4 a 6 rodadas imprevisíveis.
O aspecto de alocação de trabalhadores do jogo ficará imediatamente óbvio, pois cada jogador tem três "módulos de pouso" (landers) — dois no planeta e um na lua — com os quais podem coletar recursos, avançar em suas trilhas de recursos, desenvolver seus poderes tecnológicos, dar manutenção aos seus projetos e obter cartas do mercado. Dependendo de onde você colocar seu módulo de pouso, ele pode bloquear os outros, e pode ou não acabar voando para a lua (ou vice-versa), dependendo do local escolhido.

As cartas formam a segunda mecânica fundamental de HTSAW, já que os jogadores podem tentar construir seu baralho com cartas que lhes dão uma ação extra ou que potencializam uma ação realizada por seu módulo de pouso. As cartas não são baratas e aumentam de custo de acordo com a quantidade que você possui, mas elas se renovam generosamente a cada rodada e frequentemente possuem símbolos (tags) de dupla utilidade para suplementar os tão necessários recursos do jogo. Por fim, as cartas de "espécies" atuam como pontuadoras de fim de jogo para tentar obter uma vantagem sobre a concorrência.

Com tanta informação aberta disponível nos locais e nas cartas, a terceira e (literalmente) final mecânica de "construção de sacola" (bag-building) explode toda essa previsibilidade em pedacinhos — muito parecido com o asteroide que rasteja cada vez mais perto! Para cada progressão em uma trilha de projeto, um cubo da cor correspondente será adicionado à sacola. No final de cada rodada, um número crescente de cubos é retirado da sacola e adicionado ao tabuleiro de progresso final (bom para a sua estratégia) ou aumenta a velocidade do asteroide, diminuindo o número de rodadas restantes. Essa mecânica imprevisível deixa todo mundo um pouco nervoso sobre quantas jogadas ainda restam e quão bem-sucedidos serão seus projetos escolhidos; levando a uma tensão palpável sobre exatamente a que você deve direcionar sua atenção a seguir.

A sacola, além disso, encerra todo o jogo pois, bem no final, 10 cubos são retirados para cada projeto para determinar seu respectivo sucesso ou fracasso. Tematicamente, isso passa uma sensação cinematográfica, já que todos os seus planos mais bem traçados podem dar em nada diante de uma ameaça existencial. Outros, menos encantados com o tema, foram rápidos em expressar como a probabilidade gerenciada do bag-building parecia muito com sorte!
Com isso em mente, este pode ser um jogo estilo "ame ou odeie" — o tema é forte, a jogabilidade é forte, a presença de mesa é forte, a jornada do jogo é forte —, você só precisa aceitar que tudo pode acabar em fracasso no final! Se você está bem com isso, então deveria dedicar um tempo para aprender How to Save a World.
(Análise de Michael Harrowing)
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Traduzido*** por
Marcelo Gama
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