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  4. [Puerto Rico] Mecanicamente falando

[Puerto Rico] Mecanicamente falando

Puerto Rico
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    LuisPerdomo05/05/26 12:30
    avatar
    LuisPerdomo
    05/05/26 12:30
    993 mensagens MD

    Olá, jovens.

    Sabemos que Puerto Rico, tematicamente falando, é no mínimo controverso, sendo bem gentil com as palavras aqui. Já discutimos bastante seu tema no passado, desta vez o foco é nas mecânicas.

    Hoje eu fico verdadeiramente feliz que estejam revisando a temática de jogos como esse. Não é uma questão de apagar a história, fingir que nada aconteceu, todos darmos as mãos e sermos felizes. Não. A história serve, antes de mais nada, para que não repitamos os erros do passado. Trata-se de uma abordagem minimamente mais respeitosa com esses povos que sofreram tanto nas mãos dos colonizadores escravocratas.

    A minha edição do Puerto Rico é aquela mais antiga, a que não tem nem imagens nas peças de construção. Infelizmente, essas novas edições estão um tanto acima do meu orçamento pessoal. Puerto Rico é um excelente jogo, mas pessoalmente eu não acho que valha isso tudo (e tudo bem se você discorda, numa boa). E, para falar a verdade, acho que mesmo com dinheiro em mãos para adquirir uma cópia deluxe das mais recentes, não sou fã de miniaturas, tabuleiros em camadas, recursos realistas, ou qualquer outra coisa que possam inventar para justificar inflar o preço de um jogo que, de minha parte, só quero ver as mecânicas.

    Eu não sou parâmetro. Se eu pudesse, teria uma estante cheia de jogos feios e beges, cheios de cubos, peças de madeira genéricas, e desprovidos de alma. Eu gosto especialmente da primeira edição do Puerto Rico, praticamente sem imagens, para reforçar para mim mesmo que estou jogando esse jogo pela mecânica dele.

    Também não vamos falar de preço, se vale ou não a pena. O dinheiro é seu, e tá cheio de tópicos aí reclamando de preços, é só escolher um da sua preferência e destilar o ódio.

    Feitas essas considerações iniciais, vamos enfim às mecânicas, e por que esse jogo está ainda está na minha coleção.

    A mecânica de seleção de ações de Puerto Rico é reaproveitada até hoje em outros jogos consagrados, como Twilight Imperium, Race for the Galaxy (que se inspirou diretamente nele), Glory to Rome (de certa forma, no sentido de todos seguirem a ação escolhida) etc. Eu escolho uma ação, todos realizamos essa ação, mas o meu efeito é ligeiramente mais forte que o de vocês.

    E por que essa forma de seleção de ações ainda é tão atual, mesmo décadas depois? Porque você fica engajado na partida o tempo inteiro. Você sempre ganha, ou pode ganhar, alguma coisa, mesmo que o jogador da vez tenha mais vantagem. A graça, na verdade, é criar uma situação na qual, não importa o que os outros escolham, você vai se dar bem; ou o oposto: só você vai se beneficiar, e os demais ficarão apenas na vontade.

    Construir um cenário desses em uma partida de Puerto Rico não é trivial. Não se engane, este jogo é punitivo e com baixíssima aleatoriedade (o único elemento randômico após a preparação são as plantações que surgem ao longo das rodadas), e um jogador experiente vai vencer 10 de 10 partidas contra um novato. Por outro lado, em uma partida com 3 ou mais jogadores, um jogador inexperiente pode levantar a bola para o outro cortar, selecionando a ação errada para ele mesmo, mas ideal para o jogador seguinte. Puerto Rico é um jogo muito marcado, se jogado competitivamente, beirando ao estressante, mas tá na medida certa de adrenalina para mim.

    E as ações que não foram selecionadas na rodada? Elas valorizam! Isso é absolute board game design, é simplesmente genial. Uma maneira simples e eficaz de manter o jogo dinâmico, sem inventar muita firula. Tem momentos em que você nem quer tanto assim selecionar aquela ação, mas ela tem 3 moedas, e dinheiro nesse jogo costuma ser escasso, então é o que tem pra hoje.

    Falando em dinheiro, a principal forma de gerar dinheiro no jogo, vendendo produtos, é outro aspecto de design simples, porém sofisticado, e com requintes de crueldade. São 4 espaços destinados aos 5 produtos possíveis. Não pode haver 2 produtos do mesmo tipo nesses espaços... e os produtos só saem quando os 4 espaços são ocupados. Acontece que dos 5 produtos possíveis, 2 deles são iniciais (milho e índigo na versão original), 1 deles é relativamente fácil de conseguir no começo da partida (açúcar), os outros 2 restantes um pouco mais difíceis logo de cara (café e tabaco). Ou seja, você escolhe essa ação, 1, 2 ou até 3 dos espaços disponíveis ficam ocupados... e o último? Enquanto alguém não vender o quarto tipo de produto ali, o mercado vai ficar estagnado, gerando um gargalo na economia dos jovens despreparados.

    Outra coisa que podemos fazer com esses produtos é exportar. Aqui é o contrário: há alguns barcos com espaços, e cada barco só recebe um tipo de produto apenas, até que seja totalmente preenchido e liberado novamente. E aqui temos o mesmo sentimento do mercado: simples, sofisticado, e absolutamente cruel. Porque você quer os melhores barcos, os que têm mais espaços. Exportar rende pontos, e pontos são o que você precisa para vencer a partida no fim das contas. Mas se só você produz aquele produto, jovem, o barco é seu. Os outros vão desperdiçar uma série de produtos enquanto você preenche o seu barco tranquilamente até alguém enfim passar a produzir o mesmo que você.

    E como esses produtos são produzidos afinal? Tirando o milho, que cresce sozinho no campo, você precisa de uma plantação e uma construção relacionada a ela para seu beneficiamento. Cada um desses espaços precisa de pelo menos 1 trabalhador alocado nele para que ele funcione. Em outras palavras, se você quer produzir açúcar, você precisa de uma plantação de açúcar, um trabalhador nela, uma usina de açúcar, um trabalhador nela, e na ação de produção enfim gerar seu precioso barril de açúcar. Parece burocrático, mas na prática é bem simples e intuitivo, ainda que angustiante, porque para jogar bem Puerto Rico, você tem que ser muito eficiente, então cada movimento tem que ser milimetricamente pensado, ou você vai perder tempo, ocorre um efeito bola de neve... já falei que esse jogo é punitivo?

    Puerto Rico não é punitivo como Agricola que vai te garfar pontos se você não alimentar sua família. Quem vai te punir é o jovem que tem 500 partidas desse jogo nas costas e joga como um algoritmo otimizado.

    Ah, mas aí não é legal. Já não curti, não estou a fim de jogar esse jogo.

    De fato, além do tema sensível e controverso, Puerto Rico não é para todos em termos mecânicos. Tem muitas coisas para fazer logo de cara, ele é até um tanto scriptado em ambientes mais competitivos, quase um xadrez moderno, e tudo isso intimida.

    Eu gosto tanto desse jogo, que mesmo perdendo para um profissional, eu me dou por satisfeito só de ter levantado minhas construções no meu tabuleiro individual. Existe algo muito satisfatório no senso de progressão de Puerto Rico.

    Este é o meu review favorito de Puerto Rico, e um dos meus reviews favoritos da vida. Sem querer me aprofundar na nostalgia, naquele papo de "ah, no começo do hobby que era bom", mas pense numa época embrionária da internet, em que as pessoas postavam as coisas porque elas gostavam do que estavam fazendo, não para vender algo ou para obter seguidores e influência. Infelizmente o conteúdo está apenas em inglês, mas se você dominar o idioma e tiver um tempinho livre, esse jovem fala com uma paixão admirável. 

    Caso não assista ao vídeo, o jovem enfatiza esse aspecto da construção e da modularização de Puerto Rico. É aí que entra o tal dinheiro que mencionei anteriormente, a economia. Dinheiro não é requisito para vencer a partida, mas ele certamente acelera as coisas. Com dinheiro, você adquire novas construções, produz mais, melhor, gera mais dinheiro, burla regras.

    Sim, um dos aspectos mais interessantes de Puerto Rico é que muitas de suas construções dão mais do que benefícios, elas permitem que você faça o que os outros normalmente não poderiam fazer. Quer vender o mesmo produto no mercado? Pode! Quer ter um barco só pra você? Pode! Quer estocar mercadorias quando todos os outros têm que jogar fora o excedente? PODE! 

    E dizem que dinheiro não compra felicidade. Pode até ser, mas ele certamente compra as construções mais caras, e elas dão pontos de vitória extras. E se isso não é felicidade, jovem, eu não sei o que é.

    Jamey Stegmeir costuma dizer que ele gosta de colocar nos designs dele poderes individuais que burlam as regras para reforçar o entendimento dessas regras em seus jogos. "Ah, um mecha normalmente não pode fazer isso, mas esse aqui pode." Isso ajuda a lembrar a regra original, de fato. E Puerto Rico já fazia isso desde 2002.

    Como isso tudo já não fosse o suficiente, o jogo tem duas ótimas expansões, do tempo em que as expansões eram realmente boas, não apenas um caça-níquel com cobertura de FOMO. É o meu tipo favorito de expansão, aquela "mais do mesmo", no bom sentido, que não descaracteriza o jogo, preservando sua essência. E não precisa se preocupar em correr atrás delas, porque a versão mais básica da Grow já vem com elas.

    A maioria das vezes que joguei Puerto Rico foi só com o base. Sim, esse jogo é bom nesse nível, ele já vem completo, e as expansões são... bem, expansões, com o perdão da redundância. Elas não estão ali para "consertar" o jogo. Já falei, a única coisa que precisa de conserto ali é o tema. Mecanicamente ele é impecável.

    Agora falando sério, estando no hype do momento ou não, tá tudo bem se esse jogo não for pra você. Muita gente detesta esse jogo justamente por todos os pontos que eu levantei ao longo deste texto. "É chato, burocrático, punitivo, scriptado, angustiante...". E eu consigo entender todas essas críticas.

    Independentemente de você gostar ou não desse jogo (falando das mecânicas apenas), muitos outros expoentes do nosso hobby, direta ou indiretamente, beberam na fonte de Puerto Rico, por isso é um design de respeito.

    E sobre a história, valorize-a, lembre-se das nossas origens, do que aconteceu aqui séculos atrás, das consequências estruturais que perduram até hoje.
    Nunca se esqueça, para que o futuro fique cada vez mais distante do passado, e que o passado nunca volte para o presente.

    Forte abraço.
    Até o próximo jogo,
    Luis Perdomo

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    Comentários:

  • Mauricio Sergent
    1136 mensagens MD
    avatar
    Mauricio Sergent05/05/26 13:22
    Mauricio Sergent » 05/05/26 13:22

    Excelente texto.
    Gosto muito de Puerto Rico, tenho o meu até hoje.

    Só para acrescentar, outro que bebe da fonte de ações dele é o RISING SUN.

    2
  • LuisPerdomo
    993 mensagens MD
    avatar
    LuisPerdomo05/05/26 13:29
    LuisPerdomo » 05/05/26 13:29

    Mauricio Sergent::Excelente texto.
    Gosto muito de Puerto Rico, tenho o meu até hoje.

    Só para acrescentar, outro que bebe da fonte de ações dele é o RISING SUN.

    Obrigado, jovem. Sim, se for escavar, vai achar vários que pegaram algo emprestado do Puerto Rico.

    0
  • lucas_ferra
    231 mensagens MD
    avatar
    lucas_ferra05/05/26 13:33
    lucas_ferra » 05/05/26 13:33

    Belo texto, eu joguei pela primeira vez esse fim de semana, três partidas com a amada e gostei muito! (nunca tinha jogado).
    O que eu achei estranho é que vi muita gente criticando o modo de 2p, apesar de ainda não ter jogado em outra quantidade de jogadores, gostei muito desse modo!

    2
  • LuisPerdomo
    993 mensagens MD
    avatar
    LuisPerdomo05/05/26 13:36
    LuisPerdomo » 05/05/26 13:36

    lucas_ferra::Belo texto, eu joguei pela primeira vez esse fim de semana, três partidas com a amada e gostei muito! (nunca tinha jogado).
    O que eu achei estranho é que vi muita gente criticando o modo de 2p, apesar de ainda não ter jogado em outra quantidade de jogadores, gostei muito desse modo!

    Obrigado, jovem.
    Então, eu não cheguei a mencionar, porque Puerto Rico é um dos raros jogos que eu gosto em qualquer quantidade de jogadores, mas minha contagem favorita é 2~3. Acho ele muito bom em 2.

    0
  • rafapaz
    672 mensagens MD
    avatar
    rafapaz05/05/26 14:51
    rafapaz » 05/05/26 14:51

    Excelente texto!

    Com relação à mecânica, é perfeita como foi implementada/criada no Puerto Rico.
    Acho que alguns jogos não conseguiram implementar direito a mecânica, como TFM Expedição Ares, em que nunca (ou quase nunca) uma ação que você escolhe irá prejudicar o outro. Na verdade todos jogam e todos ganham alguma coisa o tempo todo, o que faz do jogo um multiplayer solitário disfarçado de interativo.
    Já o Carnegie acho que implementou muito bem, com a malícia na medida certa.
    O Race For The Galaxy eu não gostei muito (joguei pouco, entretanto), acho que tem o mesmo problema que citei no Expedição Ares, além daquela iconografia horrorosa.

    E por falar em iconografia, um problema que TODAS as versões de Puerto Rico tem é justamente o maldito texto das construções. Sâo textos inúteis que poderiam ser substituidos por uma iconografia imagética.
    Qual a dificuldade de substituir isso: "Ganhe 1 moeda a mais na ação do Mercado" por uma imagem de uma moedinha com um +1 e um ícone associando à ação do mercado no fundo??? (Klemen Franz teria feito isso).
    Por isso acho essa versão pimpadona uma grande bosta, pois não focaram em um experiência mais fluida e imagética no design gráfico.

    Diferente de você, eu valorizo sim a arte do jogo, mas arte de jogo não é arte de quadro pra pendurar na parede. São artes diferentes, com objetivos diferentes. Nesta nova versão do Puerto Rico fizeram arte de quadro no jogo... linda, mas inútil.

    E até hoje não comprei Brass porque torço o nariz para aquele maldito tabuleiro sem contraste... mas é um jogão, sem dúvida (um dia vou acabar comprando, não tem jeito).

    1
  • iuribuscacio
    3661 mensagens MD
    avatar
    iuribuscacio05/05/26 15:08
    iuribuscacio » 05/05/26 15:08

    LuisPerdomo::Olá, jovens.

    Sabemos que Puerto Rico, tematicamente falando, é no mínimo controverso, sendo bem gentil com as palavras aqui. Já discutimos bastante seu tema no passado, desta vez o foco é nas mecânicas.

    Caro LuisPerdomo

    Meu amigo, eu concordo em número, gênero e grau, que diferente do que muita gente ainda acredita, também concorda, só não é obrigatório como os dois primeiros (dizer "a menininha é baixinha" é tão correto quanto dizer "a menina é baixinha").

    O Puerto Rico é um jogo que literalmente dispensa apresentações. Da mesma forma que o Catan iniciou a Era dos Jogos Modernos, e o Carcassone nos mostrou o quanto se consegue fazer estrategicamente com uma simplicidade franciscana, o Puerto Rico por sua vez nos mostrou a que ponto de excelência, em termos de jogos, se consegue chegar com um complexidade na medida, sem ser burocrático, e uma elegância de design poucas vezes vistas no universo dos board games.

    Além disso, quando eu penso no Puerto Rico eu lembro sempre da Meryl Streep. A pessoa pode desprezar totalmente os rankings e achar que eles não valem nada, e talvez realmente não valham, só que apenas no nível individual, porque levando em consideração o entendimento geral, pelo menos para mim, os rankings valem muito. Nesse sentido, um jogo ficar cinco anos como o TOP1 do ranking geral do BGG, um feito que será quase impossível igualar, se não é um prova inequívoca da sua genialidade, então eu não sei o seria capaz de provar o valor de um board game. Isso é mais ou menos igual ao que ocorre com o Oscar. A pessoa pode até desprezar essa premiação, dizer que ela não significa mais nada atualmente, que os tempos são outros, e que o mundo mudou e ficou mais plural, etc. Agora, não dá para discutir a excelência de uma atriz indicada 21 vezes para o Oscar (17 vezes como atriz e 4 vezes como atriz coadjuvante). Na verdade, Meryl Streep (três Oscars) tem quase o dobro de indicações dos segundos colocados em indicações Katharine Hepburn (a recordista com quatro Oscars) e Jack Nicholson (três Oscars, empatado com Daniel Day-Lewis e Walter Brennan). O Puerto Rico é a Meryl Streep dos board games, ou seja, acima de qualquer suspeita.

    Para terminar, desconsiderando evidentemente o cenário polêmico que já deu o que falar tanto aqui quanto no mercado internacional, o Puerto Rico não "O" Puerto Rico à toa.

    Um forte abraço e boas jogatinas!

    Iuri Buscácio      

    P.S. Da mesma forma que o Oscar, o Spiel des Jahres, o Oscar dos board games, também tem suas injustiças, porque, por incrível que pareça, o Puerto Rico perdeu para a premiação de 2002 para o Villa Palleti, um jogo completamente desconhecido, hoje em dia, que seria mais adequado para o Kinderspiel des Jahres.

    3
  • LuisPerdomo
    993 mensagens MD
    avatar
    LuisPerdomo05/05/26 15:15
    LuisPerdomo » 05/05/26 15:15

    rafapaz::...

    Obrigado, jovem.

    Eu tenho uma implicância gratuita com o Klemens Franz :D, mas respeito que ele tem personalidade, e ele certamente sabe fazer iconografia.

    Eu tenho um viés absurdo com Puerto Rico, então toda a parte "feia" dele, texto nas peças, essas coisas, eu abstraio totalmente, mas realisticamente concordo contigo.

    Isso que você falou sobre outros jogos tentando emular o que o Puerto Rico faz, mas fracassando porque não têm essa maldade de permitir que só um realmente tire proveito da situação, é bem verdade. Por isso que Puerto Rico é diferenciado.

    Sobre Race for the Galaxy, sou suspeito pra falar também. Vou escrever sobre ele eventualmente, mas tenho umas centenas de partidas desse jogo. É outro feio bonito pra mim.

    2
  • LuisPerdomo
    993 mensagens MD
    avatar
    LuisPerdomo05/05/26 15:21
    LuisPerdomo » 05/05/26 15:21

    iuribuscacio::...

    Obrigado, jovem.

    Concordo com tudo que você falou também. 

    Só uma coisa para acrescentar sobre essa questão dos rankings: acho que tão impressionante quanto ele ter sido top 1 por alguns anos seguidos é ele, em pleno 2026, ainda estar ali em torno do top 50 (top 57 hoje), brigando com um monte de jogo com hype inflado artificialmente. Tudo bem que a média do BGG considera um peso, e Puerto Rico recebeu notas por duas décadas, mas mesmo assim, em tempos que uma novidade hypada pipoca nos rankings como um foguete, o velho Puerto Rico se manter firme e forte depois desse tempo não é nada trivial.

    Forte abraço,
    Luis Perdomo

    2
  • adolfocaetano
    542 mensagens MD
    avatar
    adolfocaetano05/05/26 18:42
    adolfocaetano » 05/05/26 18:42

    Era um jogo querido no grupo. Aí o "recém-chegado" (na verdade, recém-voltado, pois tinha sumido) nunca tinha jogado mas pegou um jeitinho de dominar, e agora não tem como jogar mais esse troço. Simplesmente ficou chato. Gosto muito do jogo, mas sempre desconfiei que é daqueles que tem fórmulazinha pra jogar. Nunca consegui desenvolver nenhum, pois sou um imbecil, e na verdade, nunca me preocupo com esse tipo de coisa, mas quando a coisa fica desigual demais, cansa!

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