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  4. Descent Cancelado – A Soberba Que Antecede a Queda

Descent Cancelado – A Soberba Que Antecede a Queda

Descent: Lendas da Escuridão
  • avatar
    iuribuscacio11/04/26 01:26
    avatar
    iuribuscacio
    11/04/26 01:26
    3710 mensagens MD

    Descent Cancelado – A Soberba Que Antecede a Queda



    https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/ace1d_8g6scl.jpg

     

    Segundo a mitologia judaico-cristã havia um Criador, onipotente, onipresente e onisciente, que em dado momento criou um ser excepcional e quase perfeito. Esse ser era incomensuravelmente poderoso, a ponto de se aproximar de certo modo, do seu próprio Criador, embora o quase seja sempre “o quase”. O problema é que, excluída a hipótese da perfeição, no caso o Criador, o poder corrompe e quanto maior o poder, maior a corrução que ele gera. A questão é que essa corrupção ou, melhor dizendo, esse desvirtuamento, não são imediatos.
     
    Em muitos casos o desvio nasce originalmente da vontade de se fazer o bem, de se fazer o melhor, mas principalmente da crença genuína de que se consegue esse melhor, porém de forma diferente. Isso demonstra que algo que eventualmente dá errado, lá na frente, às vezes nasce lá atrás, da vontade honesta de verdadeiramente acertar e de fazer o melhor. Não é à toa que se diz que o caminho para a perdição é asfaltado de boas intenções.
     
    Acresce ainda, que quando se tem poder suficiente e sabedoria suficiente, fica difícil resistir à tentação de convencer, a si mesmo, que o seu modo é o certo e o melhor caminho. Isso rapidamente pode virar a soberba, e cegar o indivíduo à validade de qualquer outra possibilidade, especialmente quando oriunda de outro alguém, que não ele. Dessa divergência nasce o embate entre essas duas alternativas, normalmente a mais forte vence, e a perdedora é precipitada no abismo. Uma das melhores alegorias, desse mito da criação, está no início do Silmarillion de Tolkien, um autor praticamente obrigatório para os interessados em fantasia medieval. É por essas e outras que o sujeito entende, porque Tolkien é Tolkien.
     
     https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/96e1e_8g6scl.png

    Imagem do Google: O Silmarillion de Tolkien

     
    Ultimamente a comunidade boardgamer tem visto um exemplo desse adágio, “a soberba antecede a queda”, em relação a algumas editoras e linhas de jogos. Talvez o caso mais emblemático seja o da CMON, que alguns anos atrás era uma “toda poderosa”, com financiamentos coletivos milionários, e hoje está lutando para fugir da bancarrota. Mas não é só ela.
     
    Alguns anos atrás a Fantasy Flight, outra toda poderosa, anunciou com toda a pompa e circunstância o Star Wars Destiny. Esse card game surgiu para ser o “card game Star Wars definitivo”. Isso fez com que milhares de pessoas embarcassem nessa proposta, tão ousada e tão grandiosa, gastando rios de dinheiro no processo. Em apenas três anos, aquele que seria um card game para bater de frente com o Magic: The Gathering, foi descontinuado. Isso literalmente deixou na mão, milhares de compradores que deram muito apoio ao jogo e muito dinheiro à editora.
     
    Recentemente, a história se repetiu e a mesma Fantasy Flight anunciou a descontinuação do Descent: Lendas da Escuridão, que prometia revolucionar os dungeons crawlers. A justificativa para esse cancelamento foram aos altos custos de produção, e as incertezas globais geradas pela desastrosa administração Trump. Novamente, a editora abandonou milhares de pessoas que compraram a ideia e investiram no Descent Lendas da Escuridão. Lamentavelmente, o tão aguardado Ato III, nunca virá, pelo menos até onde se sabe, e com base no anúncio da Fantasy Flight. E nesse caso nem dá para colocar a culpa em uma questão de falta de dinheiro, como ocorreu com a CMON. Não se pode ignorar, que a Fantasy Flight, diferentemente da CMON, pertence ao bilionário Grupo Asmodée, que domina o mercado de board games global. Então dinheiro não é problema.
     
     https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/e2abc_8g6scl.jpg

    Imagem do BGG: Star Wars Destiny

     
    Evidentemente, também não se pode ignorar que as editoras de jogos são empresas, e o lucro é o oxigênio das empresas, que vivem disso. Ninguém é ingênuo de, honesta e realmente, acreditar que a empresa continuará insistindo naquele produto que dá prejuízo, só por amor aos seus clientes. O que move o mundo é o dinheiro, e o amor, só que o amor ao dinheiro (Gene Hackman em Heist – O Assalto de 2001).
     
    Nesse aspecto se verifica uma desigualdade curiosa entre empresas e consumidores. Na relação com seus consumidores, a única coisa que importa, para a empresa, é se aquela pessoa compra o seu produto, ou não. Qualquer coisa fora disso é secundária. Assim sendo, a empresa não mede esforços para alcançar esse objetivo precípuo que é vender seu produto, e para isso vale absolutamente tudo.
     
    As empresas prometem mundos e fundos, e investem muito dinheiro para convencer as pessoas, de que seu produto vale a pena. E isso mesmo que se precise pagar mais caro por ele. Nada, absolutamente nada é suficientemente baixo ou imoral, se for para garantir a lealdade do consumidor. E isso normalmente funciona e as pessoas se tornam fanboys da marca. Infelizmente a recíproca não é verdadeira, e as empresas abandonam seus fiéis clientes no exato momento que isso se torna mais vantajoso.
     
    Isso é especialmente forte no caso dos board games por conta dos financiamentos coletivos, amplamente utilizados pela CMON, pela Fantasy Flight e tantas outras editoras. Assim, os financiamentos coletivos são hoje uma das principais formas com que as grandes editoras, gringas ou brazucas, financiam seus projetos de board games. Muito já se escreveu sobre a deturpação desse tipo de ferramenta criada para viabilizar economicamente pequenos projetos de artistas independentes.
     
     https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/911dd_8g6scl.png

    Imagem do IMDB: Heist (2001)

     
    Quando o financiamento coletivo entra na equação, ele modifica, em certa medida, a relação entre editora e apoiador. Na maioria esmagadora dos demais segmentos econômicos, uma empresa lança um produto e promove esse produto, para conseguir vende-lo aos compradores.  Nessa lógica de consumo, a relação entre vendedor e comprador é diferente do que ocorre com os financiamentos coletivos. Claro que também há essa questão da promoção da fidelidade do comprador, nos demais setores econômicos, mas não com a mesma intensidade como ocorre com os board games.
                     
    É natural que o participante do financiamento coletivo, se sinta mais um parceiro da editora, que um comprador, que só aparece com o projeto pronto. Essa parceria implica naturalmente em um compromisso mútuo, ou ao menos a ilusão disso, no sentido de que haverá novas expansões, material inédito, atualizações, etc. Mas não se pode esquecer que, o comprador também é um apoiador, mesmo que posteriormente, porque o financiamento coletivo não é um compra por encomenda. O objetivo do financiamento coletivo é viabilizar economicamente uma produção direcionada para o mercado em geral, e não apenas para apoiadores do financiamento.
     
    Desse modo, se não houver comprador, ou expectativa de absorção pelo mercado, provavelmente a editora nem lança o financiamento coletivo. No mesmo sentido, se o financiamento coletivo sair, mas o jogo não vender, as expansões, material extra e atualizações também não saem do papel. Por conta disso, tanto para o apoiador, quanto para o comprador, é igualmente legítima a expectativa envolvendo a longevidade do board game apoiado ou comprado.
     
    Da mesma maneira, obviamente nenhuma editora tem obrigação alguma de lançar expansões ou material extra. Isso inclusive serve de base para o entendimento de que se o jogo precisar de uma expansão para ficar bom, é porque ele já não era suficiente bom, em primeiro lugar.
     
     https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/3476e_8g6scl.jpg

    Imagem do BGG: Família Ticket to Ride - novos mapas, mais rejogabilidade

     
    Por outro lado, ao longo das décadas, a lógica de consumo dos board games, de certo modo, sempre pressupôs o lançamento de material extra. Isso para não falar que o consumo desse material extra sempre foi amplamente incentivado e promovido pelas editoras, que obviamente querem vender esse material.
     
    Assim sendo, mesmo que isso não seja uma regra, e que nem todos adotem essa prática, o board gamer comum compra expansões, nem que seja para aumentar a longevidade do jogo. Isso é ainda mais fortemente presente em alguns jogos, do que em outros. Uma pessoa que gosta de jogar Lords of Waterdeep ou Splendor, provavelmente vai sentir menos necessidade de expansões, do que quem joga Ticket to Ride. Não é à toa que, apesar de todos serem jogos de grande sucesso comercial, embora em níveis diferentes, o Ticket to Ride tem muito mais expansões do que os demais. Os card games, independente do modelo de comercialização, são outros exemplos emblemáticos de jogos com expectativa de longevidade implicitamente atrelada, através de material extra futuro.
     
    Seguindo essa lógica, quando a editora bota o marketing para funcionar (principalmente através da mídia especializada), convencendo as pessoas que vale a pena comprar o jogo, está implícita a ideia de longevidade. Isso se faz basicamente através de reprints, mas principalmente através de lançamentos regulares de material extra. Assim, mesmo que o jogo não saia através de financiamento coletivo, ainda assim há uma expectativa válida dessa longevidade. Assim, a pessoa compra aquele jogo de 10 kg de componentes, esperando que dali a um ano, saia mais uma expansão, com mais 10 kg de componentes. Em relação a isso, nunca se pode esquecer que foram as próprias editoras que moldaram o mercado de jogos, para que as pessoas quisessem sempre mais, e se dispusessem a pagar por “esse mais”.
     
     https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/b7cf7_8g6scl.jpg

    Imagem do BGG: Descent - cenários  3D.

     
    Então mesmo nos lançamentos diretos (sem financiamento coletivo), a promessa de longevidade também está presente, principalmente na forma como se vende o jogo. Quando essa promessa implícita não se realiza, como ocorreu com o Star Wars Destiny e agora o Descent, a sensação de abandono é inevitável. Essa sensação de abandono é potencializada e ainda mais fortemente percebida quando se pagou muito caro pelo jogo. Em algum momento isso faz as pessoas começarem a pensar duas vezes antes de embarcarem nos financiamentos coletivos megalomaníacos, ou comprarem esses jogos caríssimos.
     
    Evidentemente, alguém mais cínico talvez argumente que a empresa não promete explicitamente, em lugar algum, continuar lançando material extra para o jogo, e que a pessoa compra o jogo por sua própria conta e risco. É por isso que a promessa de longevidade, através do lançamento de material extra, está implícita. Se a Fantasy Flight só tivesse lançado os dois baralhos base do Star Wars Destiny e absolutamente nada mais, porque ela nunca prometeu isso, obviamente o jogo não teria vendido o que vendeu. Além disso, dificilmente as pessoas teriam aderido ao Star Wars The Deckbuilding Game como aderiram (apesar do abandono do Star Wars Destiny pela editora).
     
    Retornando à questão do eventual esgotamento dos “mega jogos”, a situação atual do mercado permite dois tipos de leitura que reforçam ou contestam esse entendimento. De um lado, os grandes financiamentos coletivos, de projetos nababescos, continuam saindo anualmente, e muitos deles suplantam centenas de vezes as metas mínimas. Do outro lado há a inacreditável derrocada da CMON, ontem mesmo uma líder de mercado nos projetos milionários, e hoje em um estado quase falimentar.
     
     https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/d1c56_8g6scl.jpg

    Imagem do BGG: Star Wars The Deckbuilding Game

     
    Aliado a isso, há esse caso mais recente do cancelamento do Descent: Lendas da Escuridão pela Fantasy Flight. Obviamente o aumento elevado dos custos de produção é uma justificativa válida. Porém, todo mundo sabe que se o Descent vendesse hoje, como os “mega jogos” vendiam, em um passado recente, a Fantasy Flight continuaria produzindo. E isso apesar do aumento dos custos de produção e da instabilidade global.
     
    O que não se pode negar é que de pouco mais de uma década para cá, as editoras foram dobrando a aposta a cada ano. O financiamento coletivo seguinte era sempre de um board game maior, com mais componentes e com preços mais elevados, obviamente. Apesar desse aumento constante dos preços, os projetos arrecadavam cifras cada vez mais estratosféricas.
     
    É aí que entra a “húbris” das grandes editoras que sempre acreditaram que haveria mais gente disposta a apoiar (comprando ou apoiando no financiamento) projetos cada vez mais faraônicos. Só que isso aparentemente deixou de funcionar para a CMON, que hoje passa por grandes dificuldades econômicas. Do mesmo modo, talvez isto também esteja começando a ocorrer com a Fantasy Flight, pelo menos em relação ao Descent.
     
     https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/4a094_8g6scl.jpg

    Imagem do BGG: Path of Destiny

     
    Possivelmente uma parte mais do que considerável da comunidade boardgamer talvez tenha começado a entender que é realmente muito bom jogar com as Iron Clays do Brass, com os cenários 3D do Descent, ou com as miniaturas extraordinárias do Path of Destiny. Porém, por mais agradáveis que seja jogar com esses recursos realmente sensacionais, talvez isso não valha o tanto de dinheiro que se paga por eles.
     
    Há que se considerar também que os preços estratosféricos dos “mega jogos”, por si só já estabelecem um obstáculo econômico para os compradores. Isso não seria necessariamente um problema, porque também há público para esses “mega jogos” consequentemente “mega caros”.
     
    Entretanto, o problema surge quando os “mega jogos” passam a ser o foco principal da editora, enquanto os jogos mais modestos são praticamente abandonados. Uma base menor de compradores, mais privilegiados socioeconomicamente, deixa a editora mais vulnerável a eventuais fracassos, ou quando os “super projetos” rendem abaixo do esperado. Esse é o preço da soberba que antecede a queda, e que talvez explique o cancelamento do Descent e a situação atual da CMON.
     
    Um forte abraço e boas jogatinas!
     
    Iuri Buscácio

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    Comentários:

  • Raio
    2586 mensagens MD
    avatar
    Raio11/04/26 06:17
    Raio » 11/04/26 06:17

    Legal! Obrigado por compartilhar seus pensamentos.

    1
  • Hiei
    505 mensagens MD
    avatar
    Hiei11/04/26 06:29
    Hiei » 11/04/26 06:29

    Eu sinceramente fujo completamente de jogos "incompletos" que demandam expansões, e mais expansões etc ... isso é caça níquel puro .

    Hoje em dia se o Jogo base não me oferece a experiência completa que eu preciso ter do jogo , eu prefiro nem ter ...

    Gloonhavem é um bom exemplo disso apesar de eu nunca ter tido coragem de jogar as versões gigantes , mas vc tem toda a experiência ali e pronto , se vc quiser o Frosthavem , ou começar diretamente só por ele , é um jogo totalmente novo sem dependencia alguma com o anterior ...

    Eu fui de Presas de Leão porque é mais tranquilo de jogar haha, é é maravilhoso e vc tem tudo ali, sem precisar comprar ato 2 , 3 , 4 etc ... como a maioria dos DC fazem fazendo inúmeras de expansões pra lucrar mais em cima da franquia .

    Isso é muito chato esse planejamento de criação do jogo e de vender-lo em partes ... 

    8
  • dheyrdre
    1106 mensagens MD
    avatar
    dheyrdre11/04/26 08:06
    dheyrdre » 11/04/26 08:06

    Um jogo que tenho e considero grandioso e exuberante é o Mechs vs. Minions, mas em contrapartida é um jogo único e completo. Uma caixona recheada de conteúdo de altíssima qualidade e com preço justo 75 dólares.
    São mais de 100 minis, tabuleiros, cartas e insert que acomoda todos os componentes perfeitamente.

    Como o Hiei falou, jogos "eternos" também me desanimam, Masmorra: Dungeons of Arcadia é o jogo que eu acho exemplo de na medida tem poucas expansões e o jogo teve fim sem ter sido cancelado/abandonado.

    Tenho encontrado grandiosidade em jogos menores e únicos, FlipToons uma caixinha e cartinhas que me diverte por horas. 
    (Aqui eu peco nas minhas palavras e peço por expansões e modos de jogo.)





    2
  • dharrebola
    1293 mensagens MD
    avatar
    dharrebola11/04/26 08:24
    dharrebola » 11/04/26 08:24

    Isso é que é análise!

    1
  • sscavalheiro
    223 mensagens MD
    avatar
    sscavalheiro11/04/26 11:40
    sscavalheiro » 11/04/26 11:40

    Em breve seremos comunicados "com pesar sobre a difícil decisão" de que a linha de card game de O Senhor dos Anéis será descontinuidade e não teremos o lançamento de O Retorno do Rei.

    Simplesmente estou reconsiderando muito meu relacionamento com o hobby e decidi que muitos tipos de jogos não deverão mais adentrar minha coleção. Em primeiro lugar, aqueles que não se sustentam por si só.

    Dungeon Crawlers? Não mais! Tenho tantas miniaturas que prefiro usar para jogar RPG ou eu mesmo crio ou uso regras já existentes para um combate tático.

    LCG? Tô fora! Vou terminar minhas campanhas de Arkham Horror que já tenho e depois vender tudo.

    3
  • Ciro
    82 mensagens MD
    avatar
    Ciro11/04/26 11:42
    Ciro » 11/04/26 11:42

    Quem disse que noticia ruim nao vende e atrai pessoas para falar sobre e ganhar atenção?

    Dica do dia: joguem mais

    Viva o hobby

    Abraços

    1
  • iuribuscacio
    3710 mensagens MD
    avatar
    iuribuscacio11/04/26 12:15
    iuribuscacio » 11/04/26 12:15

    Raio::Legal! Obrigado por compartilhar seus pensamentos.

    Caro Raio

    Meu camarada, não sei se eu fico mais feliz com o seu comentário, ou porque, talvez você já não se sinta mais tão distante, a ponto de me tratar sempre por "Sr. Iuri" :D :D:D

    Tudo bem que eu já sou um "jovem senhor", mas tambem não é para tanto! :)

    No mais, em um fórum em que cada vez mais se vê gente tratando sua opinião pessoal como se fosse a verdade absoluta divina e revelada, eu tenho optado por fazer justamente o contrário, ou seja dar a minha opinião, mostrar os meus argumentos, baseados no pouco que eu sei do mercado nacional de jogos e convidar qualquer um que e interesse, a refletir debater, e dar a sua própria opinião, sempre com respeito à divergência cortês e urbana.  
     
    Um forte abraço e boas jogatinas!

    Iuri Buscácio

    0
  • iuribuscacio
    3710 mensagens MD
    avatar
    iuribuscacio11/04/26 12:29
    iuribuscacio » 11/04/26 12:29

    Ciro::Quem disse que noticia ruim nao vende e atrai pessoas para falar sobre e ganhar atenção?

    Dica do dia: joguem mais

    Viva o hobby

    Abraços

    Caro Ciro

    Pôxa camarada, aí você quebra as minhas pernas, porque eu tentei fazer exatamente isso, de que você está me acusando. 

    Eu me aproveitei do cancelamento do Descent, para escrever um monte de abobrinha, atrair as pessoas, e ganhar atenção. Imagina se eu estivesse concorrendo ao Prêmio Ludopedia, o que eu não seria capaz de fazer?!?! :):):)

    Um forte abraço e boas jogatinas!

    Iuri Buscácio    

    5
  • Raio
    2586 mensagens MD
    avatar
    Raio11/04/26 12:52
    Raio » 11/04/26 12:52

    iuribuscacio::
    Raio::Legal! Obrigado por compartilhar seus pensamentos.

    Caro Raio

    Meu camarada, não sei se eu fico mais feliz com o seu comentário, ou porque, talvez você já não se sinta mais tão distante, a ponto de me tratar sempre por "Sr. Iuri" :D :D:D

    Tudo bem que eu já sou um "jovem senhor", mas tambem não é para tanto! :)

    No mais, em um fórum em que cada vez mais se vê gente tratando sua opinião pessoal como se fosse a verdade absoluta divina e revelada, eu tenho optado por fazer justamente o contrário, ou seja dar a minha opinião, mostrar os meus argumentos, baseados no pouco que eu sei do mercado nacional de jogos e convidar qualquer um que e interesse, a refletir debater, e dar a sua própria opinião, sempre com respeito à divergência cortês e urbana.  
     
    Um forte abraço e boas jogatinas!

    Iuri Buscácio

    O senhor me perdoe, sei que não é desculpa mas eu sofro de insônia e além disso geralmente eu comento no celular. Eu tenho dificuldades com o celular, não gosto de usar ele mas é o que tem haha.
    E não é distância ou falta de respeito, eu li todo o texto duas vezes, mas acredito que o senhor não concluiu ele.
    Eu entendi que a arrogância, a ganância, a prepotência precede a queda, eu entendi muito a referência do Tolkien pois amo Tolkien e sei exatamente até do trecho comentado.
    Mas e o desfecho? O que eles deveriam fazer diferente?
    Será que se a comunidade norte americana/europeia não fosse tão acostumada com tudo nas mãos (diferente de nós), eles talvez não teriam pulado de cara nessas ideias malucas de TCG de Star Wars ou coisas do tipo?
    E sobre o Descent, se o jogo for bom é como eu disse no outro tópico, a comunidade abraça, continua e deixa até melhor.
    Olha o que fizeram comunidades do Memoir44, Gloomhaven, Heat?
    Eu não achei nada ruim não, mas talvez tenha sido mal entendido. Me desculpe.

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Descent: Lendas da Escuridão - Descent Cancelado – A Soberba Que Antecede a Queda
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