Olá, pessoal!
Vamos dar cotinuidade aqui ao debate e à lista aberta na postagem Uso de Jogos e de Tabuleiro em Contextos Psicoeducativos e Outros Contextos. Já indico, a quem interessar, para dar uma conferida nessa primeira parte e curtir aqui e lá pra dar uma moral.
Como na postagem anterior, vou compartilhar aqui algums formas de usar os jogos dos nosso hobby em contextos psicoeducativos ou formativos de uma forma geral. Mais uma vez por aqui adaptações de jogos que tenho usado com sucesso principalmente em um grupo de adolescente (11 a 15 anos) da Comunidade do Gereba (uma favela da periferia de Fortaleza-CE) e em algumas experiências no meu trabalho como professor universitário.
Para compreender melhor o uso desses jogos, vale aqui apresentar um pouco como estruturo esse grupo (que é uma estrutura comum de muitos grupos psicoeducativos). Assim, é possível perceber que há objetivos diferentes em cada momento, permitindo jogos e adaptações específicas em cada um desses momentos:
- 1. Acolhimento e Aquecimento. Nesse momento busca-se conectar as pessoas, o famoso "guebrar o gelo". Uso técnicas corporais geralmente, mas alguns jogos mais simples podem ser interessantes aqui abordando já o tema do encontro de forma mais leve;
- 2. Aprofundamento no tema. O ideal é que o tema do grupo seja abordado não só como informação, mas, incluir o máximo posível a expressão da experiência dos participantes com o tema. Geralemnte uso nesse momento jogos que permitem compartilhamento de ideias e afetos em um modelo de "Roda de Conversa". Jogos que têm uma pegada projetiva são os mais clássicos nesse momento (jogos do universo Dixit, por exemplo);
- 3. Consolidação e Fechamento: Aqui o objetivo é que as pessoas produzam algo ou façam uma revisão do que foi conversado. jogos mais simples que permitem revisar os pontos conversados são bem-vindos;
- 4. Atividade Lúdica. Com adultos raramente há essa etapa, talvez mais um café ou algo do tipo, mas num grupo com crianças e adoelscentes esse momento é bem importante para dar liberdade, proporcionando mais vínculo dos participantes com o grupo e deles entre si. No caso do grupo que facilito, fazemos um lanche e em seguioda disponibilizamos jogos e brincadeiras.
Vamos, então, aos novos jogos para somar à lista. Lembrando que aqui foco mais em escrever a adaptação, para ser melhor compreensão é interessante saber minimamente como funciona o jogo. Como são jogos simples, só a introdução de um vídeo, uma olhada no manual e nos dados da página do jogo (disdponíveis pelos links aqui) pode ser suficiente.
1. ito

Com esse jogo se comprova uma classe de jogos facilmente adaptados nesse texto, os jogos de dedução social com base em linguagem, como muitos outros da primeira lista.
Nesse jogo, os participantes têm que por dicas de um tema em uma escala de 0 a 100. Aqui a adaptação é bem simples. Basta sugerir um tema a ser trabalhado no lugar dos temas propostos no manual do jogo, uma adaptação até sugerida no manual.
A caixa indica o jogo para 8 pessoas, mas utileizei ele com sucesso com um grupo de 18 adolescente, fazendo duplas ou trios com cada cor.
Criei uma tensãozinha falando não que o jogo era cooperativo, mas deles todos contra mim. Eles se empolgaram bastante.
Iniciei com uma rodada teste para apresentar as regras com algo simples: comida ruim/comida boa. Depois fui para o tema, que no caso, era altruísmo com o foco nas festividades de São Francisco na comunidade. Daí pedi que dessem dicas de coisas que indispensáveis na vida/não consegue viver sem. Daí puxei uma discussão sobre projeto de vida, trabalho para a comunidade e realização pessoal e comunitária.
Fui muito bom mesmo!
2. Entre Linhas
Usei no mesmo sentido do Ito. Senti que não é tão eficiente quanto no sentido de promover uma consciência sobre um assunto, uma vez que aqui não se mede a sua relação com o tema tão claramente promovida pela gradação, mas só uma associação entre dois conceitos.
Enfim. Nesse jogo, precisei criar cartinhas com palavras relacioandas à um tema que iria trabalhar. Em outro caso, pedi para os próprios participantes do grupo criarem palavras sobre um tema (fica mais interessante para eles,mas acrescenta mais um tanto de tempo na atividade). Daí é só usar as cardas de letras, números e coordenadas para relaciona-las e se inicia uma discussão sobre o tema. Vai bem como fechamento de uma roda de conversa usando palavras-chave da conversa no jogo como forma de consolidação de um tema.
3. Time's Up!
Esse é bem intuitivo de usar em grupos. Já o usava bem antes dele chegar no mercado brasileiro, conhecia como Jogo do Chapéu. Assim, nem precisa do jogo para usar em contextos formativos, até porque ele é basicamente um mtemporizador (coisa que qualquer celular tem hoje em dia) e as cartas que os participantes vão ter que adivinhar nas três fases: dicas, uma palavra e mímica. Uso ele mais como um leve momento lúdico e como fixação de um tema debatido no grupo. Peço as pessoas escreverem palavras que resumiram o tema, ou resumem o que foi o grupo de tgrabalho no ano, etc.; coloca tudo num pote, pega o cronômetro do celular e está tudo pronto para a atividade.
4. Telestrations
Assim como o Time's Up, já usava esse nesses contextos antes mesmo de ser lançado no Brasil, especialmente usando os celulares dos participantes com o site com a versão digital do jogo, o
Gartic Phone (sim, é mesmo jogo, não sei como é a questão dos direitos autorais aí, com certeza alguém está copiando alguém).
Como os dois últimos jogos desta lista, ele não aprofunda tanto o tema, mas pode ser um bom quebra-gela inicial sobre um tema ou uma ótima consolidação após um debate. Para adaptar basta pedir para os participantes darem um tema ao desenho ou palavra inicial.
Atente que facilmente a atividade com esse jogo pode fugir do tema e levar mais tempo do que o esperado, por isso não indico para o momento principal de abordagem de um tema.
5. Telma (2ª Edição)

Se você quer gargalhadas e caos, esse é o jogo ideal! Gosto demais! É um excelente quebra-gelo, ou uma grande forma de terminar um grupo em alto astral. Já usei como dispositivo principal para abordar o tema bullying, com o cuidado de ter uma fala antes sobre o quão ruim é isso e pedindo que os próprios participantes dêem nome para si mesmos. Também usei como forma de consolidar um tema ou ainda como avaliação do trabalho de uma equipe de trabalho durante o ano em uma confreternização. Basta usar disparadores, como: "Que nome resumiria a atividade de Fulano no grupo esse ano?", etc.