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  2. Análises
  3. Ticket to Ride: Europa
  4. Análise - Ticket to Ride: Europa

Análise - Ticket to Ride: Europa

Ticket to Ride: Europa
  • avatar
    RaphaelGuri08/01/22 13:00
    avatar
    RaphaelGuri
    08/01/22 13:00
    1393 mensagens MD

    ...antes de continuar: Feliz 2022! Sucesso, paz, saúde e dinheiro (ainda mais com os preços atuais dos lançamentos! O.o)

    (Análise) Ticket to Ride: Europa

    Título: Ticket to Ride: Europa (2005)
    Designer: Alan R. Moon
    Arte: Julien Delval
    Nº de jogadores: 2 a 5

    Importante: O ‘EUROPA’ NÃO É UMA EXPANSÃO (erro comum de ouvir por ai), mas um jogo base!

    Enfrente seus adversários em um jogo familiar, com belos componentes e uma mecânica direta e simples que encanta pessoas pelo mundo inteiro, sendo inclusive referência de jogo de entrada do hobby!

     
    https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/ad5f7_29y86n.jpg https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/0f05f_29y86n.jpg

      

    Resumo de Como o Jogo Funciona 

    A partida transcorre em um número indefinido de rodadas e o jogador, em seu turno, pode optar por fazer uma ação, entre três opções possíveis: Comprar cartas de vagão (abertas na mesa ou fechadas do baralho) e adicioná-las a sua mão; Baixar cartas da sua mão, respeitando critérios como as cores das cartas e, assim, colocar trens no mapa em rotas de cor correspondente; Comprar Bilhetes de Destinos, que são objetivos secretos relacionados a pontos do mapa, no qual o jogador precisa fazer uma rota que os conecte (Bilhetes não completos no final da partida valem pontos negativos!); ou Construir Estações de Trem, pagando cartas, para conectar trens utilizando peças do adversário.
    Os jogadores vão alternando seus turnos (em sentido horário na mesa), até que algum dos jogadores restar com apenas dois (ou menos) trenzinhos em sua reserva. Então são verificados os pontos dos Bilhetes de Destino (que podem ser negativos, caso não concluídos) e vence o jogador com a maior pontuação!

    Mecânicas Principais: Coleção de Componentes; Gestão de Mão; Colocação de Peças.

     

    Critérios

    Ø  Qualidade dos Componentes

    PRÓS: Manual com papel de boa qualidade; Cartas com boa gramatura e bordas brancas (é algo positivo, já que tem jogo não se preocupa com isso); Componentes plásticos de boa qualidade, com bons detalhes e um acabamento bem feito; Tabuleiro de excelente gramatura; Organizador plástico bem funcional.

    CONTRAS: A caixa é um pouco mole, tendo uma gramatura fina, aliado a isso a tampa é milimetricamente maior do que deveria, de forma que quando é armazenada na vertical costuma criar um abaloamento de suas laterais (principalmente se é colocado algum peso, como outra caixa de jogo, em cima); O manual não é tão bem escrito como poderia, com parágrafos longos e que deixam algumas dúvidas, principalmente se lido por pessoas que não tem intimidade com o hobby ainda; Cartas grandes são até legais, mas não tem real necessidade do tamanho, uma vez que não possuem texto e nem uma ilustração diferenciada, de forma que se fossem menores seriam mais confortáveis, uma vez que é comum o jogador juntar várias em sua posse.


    https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/e4a2c_29y86n.jpg
    (Todos componentes (saquinhos plásticos não inclusos))

    Ø  Arte
    PRÓS: Miniaturas bonitas e, para o que se destinam, até bem detalhadas; Arte em geral bem feita e com cores vibrantes e chamativas.

    CONTRAS: As cores podem atrapalhar um pouco quem é daltônico (já tive relatos próximos sobre isso), então tendo isso em mente, os ícones dos tipos de trens poderiam ser maiores e mais evidentes no tabuleiro (mas entendo o motivo de não colocarem, afinal o tabuleiro já é um pouco apertado e poluído). 

    https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/306d3_29y86n.jpg

    (cartas em detalhe) 

    Ø  Curva de Aprendizagem

    Baixa. Ticket To Ride: Europa possui regras fáceis de serem assimiladas, sendo explicado em não muito mais do que 10 minutos, mesmo para quem não conhece nenhum outro jogo de tabuleiro moderno, apesar de ainda serem um pouco mais complexas do que seu irmão mais velho Ticket to Ride (no final do texto tem uma comparação detalhada). Não se iluda, porém, que regras fáceis são sinônimo de jogo descompromissado, pois para se jogar com excelência é preciso ter uma boa leitura da mesa, pretensões de adversários e conhecer de antemão os objetivos que existem dentro das possibilidades do jogo ajuda bastante (voltaremos a este ponto ao tratar do Fator Estratégia).

     

    https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/0579d_29y86n.jpg

    (Componentes dos jogadores em detalhe) 

    Ø  Presença de Tema

    Baixa. É um jogo com tema de trem, com trem desenhado nas cartas e miniaturinhas de trens. Se não fosse por isso, a presença nem Baixa seria, mas totalmente Nula. Sequer o manual, em seu parágrafo de introdução sabe explicar exatamente o que acontece, fora que ‘você’ (isso mesmo, você, não um Grande Empresário, um Bravo Aventureiro ou um Curioso Turista, é ‘você’ mesmo) irá atravessar locais espalhados pela Europa e irá se tornar o “Maior Magnata Ferroviário da Europa”. Confuso? Pois é, isso que nos é apresentado, esse resumo que não apresenta nada fora o cenário europeu no início do século passado e de forma bem superficial, a ponto de o jogador viajar e só isso ser responsável por o transformar no maior dos magnatas. História mais incrível que de Jack Dawson em Titanic, convenhamos. Mecanicamente também não temos muito apelo temático, salvo os já mencionados relacionados aos componentes, pois não existe qualquer regra lógica de adjacência dos trens alocados (que seriam a ‘rota que passamos’) ou mesmo uso de componentes que simbolizem recursos financeiros ou mecânicas que levem em conta qualquer situação ou simulação, por mais abstrata que seja, econômica. 

     https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/bcacc_29y86n.jpg

    (Tabuleiro central, cartas e reservas dos jogadores durante uma partida (perdão aos que tem T.O.C.!))

     

    Ø  Rejogabilidade

    Alta. Apesar da simplicidade mecânica, que se resume em juntar cartas de cores iguais e depois escolher um lugar correspondente para colocar nossos trenzinhos no tabuleiro, temos elementos que trazem um belo fator Rejogabilidade, como a ordem variável das cartas abertas (reforçado pelo Force sua Sorte de comprar cartas fechadas), as cartas de Rotas que geram pontos (ou penalidades se não cumpridas) no final da partida e a própria liberdade dos jogadores de colocarem os trens onde quiserem, sem obedecer regras de adjacência. Além disso, em Ticket to Ride: Europa temos algumas mecânicas que alteram um pouco a colocação dos trens, como as Balsas e Túneis, mudando um pouquinho a dinâmica da colocação. Existe ainda o fator humano, onde vemos uma competição feroz entre os jogadores pelo controle de certos locais, fomentando uma corrida angustiante e cheia de bloqueios, intencionais ou não.

     

    Ø  Interação

    Alta. Apesar de não existir nenhum tipo de mecânica que realmente crie vínculos interativos entre os jogadores, como Toma Essa (o ato de intencionalmente atrapalhar ou influenciar um adversário), durante a partida é extremamente necessário ficar ligado em todas ações dos adversários, desde uma contagem mais simples das cartas já descartadas e a probabilidade de aparecimento de uma cor que queremos até uma leitura de quais trens ele já desceu, tentando imaginar de onde ele veio e para onde quer ir. Uma coisa que certamente os jogadores de Ticket To Ride aprendem logo cedo (algumas vezes da pior forma) é que NÃO se deve deixar meio na cara quais rotas ele quer fazer, caso contrário alguém vai lá e desce um conjunto de trens apenas e exclusivamente para o atrapalhar! Esses tipos de interação como pegar cartas, contar cartas, ler a mesa, ficar de olho nas rotas dos adversários e até mesmo pensar quando um Túnel malsucedido deve ser bloqueado é a alma da saga Ticket to Ride (mesmo a versão cardgame, apesar de funcionar de forma bem diferente). É possível que cada jogador fique no seu cantinho, sem atrapalhar o outro e olhando apenas sua mão de cartas? Até é, mas mesmo assim, a sombra do rival estará sempre sobre estes jogadores, seja na compra de cartas ou no ar de corrida por quem baixa trens em rotas mais valiosas antes do final da partida, por ser este o gatilho de final de jogo, de tal forma que mesmo jogando de forma nada agressiva, temos uma interação indireta muito presente e uma sensação de constante urgência.

      

    https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/148e4_29y86n.jpg
    (Zoom no tabuleiro durante a partida)

     

    Ø  Fator Sorte

    Relevância na partida: Baixa, mas depende de como você joga. Existe um impacto da sorte em diferentes momentos da partida, porém alguns mais leves do que outros. São eles: Na aquisição de Cartas de Vagão, porém como ficam sempre cinco cartas abertas na mesa e quando uma é retirada, antes de escolher a segunda, uma nova é aberta, essa sorte é mitigável. Além disso, o jogador pode ou não optar por escolher cartas fechadas, aumentando o Force sua Sorte por sua escolha pessoal; Na aquisição de Cartas de Rota, que podem vir a calhar ou não com rotas que os jogadores já estão trabalhando, sendo fisicamente mais fáceis de cumprir ou não; e os Túneis (ponto este talvez mais controverso dessa versão de Ticket to Ride), locais onde os jogadores além de pagarem pelo custo de carta para alocar os trens devem abrir cartas fechadas do topo do baralho e descobrir se devem pagar cartas a mais ou não para conseguir tomar controle daquele trecho, porém todo lugar é acessível sem uso de algum túnel.
    Admito que tudo que escrevi no parágrafo acima contribui para dizermos que a Relevância da Sorte é, no mínimo, Média, porém aqui entra a parte do “Depende como você joga”: Depois de jogar algumas partidas, vezes o suficiente para decorar as possibilidades das Cartas de Rotas, entender a forma de jogar dos adversários e perceber o quão importante é o timing (julgamento de quando algo deve ser feito) das ações, o impacto da sorte cai consideravelmente. Alie a isso as Estações de Trem que ao custo de alguns pontinhos contornam bloqueios de adversários (de novo, se usadas no timing correto) e temos um jogo que apesar de apresentar alguns elementos que trazem aleatoriedade, conseguem de forma bem sutil jogar a responsabilidade de toda sorte que existe no colo dos próprios jogadores.

     
    Ø  Fator Estratégia

    Relevância na partida: Alta. Se chegou até aqui, ainda mais depois do parágrafo acima, é possível ver que Ticket to Ride: Europa é um jogo com alto teor Estratégico e também Tático. A Estratégia se refere ao plano de longo prazo, a coordenação necessária para chegar no objetivo final, logo aplicado ao jogo, qual carta de Rota Longa irá pegar, se irá buscar fazer mais cartas de Rotas Normais mesmo que distantes entre si, se irá em busca de maior pontuação durante a partida pela colocação de trens em sequências maiores e assim por diante. Tática em relação a quais escolhas fará a curto prazo, quais cartas serão pegas e como, quais rotas serão escolhidas para ligar ponto A ao ponto B, se vale a pena bloquear um adversário que deixou evidente suas intenções e etc. A união destas duas frentes é imprescindível ao longo do jogo e mesmo um jogador displicente precisa parar um instante e pensar em como irá agir, mesmo que esteja muito atrás do placar e não enxergue muitas chances de vencer mais.
    O placar é outro ponto muito interessante de se considerar no fator Estratégia e merece destaque neste texto. Os jogadores pontuam basicamente de duas formas: Imediata, na colocação dos trens e no final, na conferência das cartas de Rotas. Por mais que algumas colocações de trens pontuem tanto quanto ou mais do que as cartas de Rotas, o fato de uma carta de Rota não concluída dar aquela pontuação de forma negativa para o jogador pode mudar completamente o resultado de uma partida! Em Ticket to Ride (qualquer edição) é possível ver boas reviravoltas na pontuação ao final da partida, onde um jogador que tinha disparado na frente do placar, devido as cartas de Rotas, simplesmente fica em posições bem ruins no placar final. Este é um ponto importante para se levar em consideração e que reforça a ideia de que os jogadores nunca podem desistir durante uma partida ao ver um rival disparando no placar, pois somente saberemos realmente a verdade, depois das cartas serem abertas.


     

    https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/9fcf7_29y86n.jpg

    (Organizador do jogo, muito funcional!) 

     

    Ø  BÔNUS: Algumas dúvidas corriqueiras:

    - Dá para jogar com crianças? Sim, porém a malícia de possíveis bloqueios e a leitura de mesa ficam prejudicados, porém se isso não for impeditivo, não serão as regras que irão atrapalhar o desenvolvimento da partida e diversão.

    - Funciona bem em qualquer número de jogadores? Com mais gente certamente é mais divertido, pois são mais pessoas para jogar entre os turnos do mesmo jogador, logo rolam mais bloqueios, intencionais ou não, contudo com menos jogadores, mesmo dois ou três o jogo ainda é bem divertido, pois existem pequenas diferenças nas regras para essas contagens (como rotas duplas só poderem ser utilizadas uma vez). Então, sim, funciona com qualquer número de jogadores e o jogo é tão bom que vale a pena experimentar com todas contagens!

    - Comparação Ticket to Ride (2004) x Ticket to Ride: Europa (2005). Um tópico bônus longo, mas necessário. Uma questão que divide muito quem está pensando em adquirir Ticket to Ride é: “Por onde começo?”. Não existe uma resposta fácil e, bem na verdade, nem resposta errada. Cada jogo tem suas características, seja ele qual for, tendo sido publicado em terras nacionais ou não. Com o passar do tempo e as novas edições, o jogo foi sempre crescendo em novidades, logo complexidade também, então para facilitar, vou comparar as duas versões que além de serem as mais comuns (e baratas) de serem encontradas no Brasil, logo as que geram mais comparações diretas, que são as primeiras: Ticket to Ride, de 2004, e Ticket to Ride: Europa, de 2005.

    Podemos dizer que Ticket to Ride 2004 é o jogo em sua mais pura essência. Não existem mecânicas adicionais em relação à aquisição de cartas de Vagão, Rotas, colocações de trens e nem o bônus final para o maior conjunto contínuo de trens. Ticket to Ride: Europa (2005), por sua vez, traz algumas novidades como Balsas (rotas que passam por onde existe água no mapa e obrigam o jogador a utilizar Locomotivas (que são os Vagões coringas), Túneis (rotas que o jogador precisa abrir 3 cartas do topo do baralho fechado de Vagões para ver se é preciso jogar cartas adicionais de sua mão), Estações de Trem (um componente que deixa um jogador utilizar uma rota de um adversário como se fosse sua). Além dessas adições, temos algumas diferenças entre ambos jogos como: Diferenças do comprimento de rotas possíveis (o jogo de 2004 existem de 1 a 6 e no de 2005 de 1 a 8, mas sem nenhuma de 5 vagões) e as Rotas na versão Europa (2005) estão subdivididas em 2 tipos: Longas (maior pontuação, usadas como iniciais) e Normais (menor pontuação, aparecem durante o decorrer da partida). De componentes, a única diferença relevante (fora o tabuleiro central e artes no geral, claro) é o formato das cartas, que na versão de 2004 são pequenas (mini) e na Europa (2005) são maiores (padrão).
    Tendo em vista as principais diferenças em teoria, qual a melhor escolha, vocês podem perguntar. Da forma mais sincera possível, respondo: Depende! Lembram que escrevi no começo do tópico que não existe resposta errada? Pois é. Não existe. Ambos jogos são muito bons, o jogador só precisa saber das premissas e conhecer o público que irá jogar. Temos em Ticket to Ride (2004) um jogo mais direto, sem firulas, sem muitas mecânicas embutidas, logo mais fácil para quem está acostumando-se ainda com o hobby, enquanto em Ticket to Ride: Europa (2005) existem mais mecânicas, mesmo que pequenas, que fazem com que os jogadores tenham mais coisas para se preocupar e prestar atenção.

    Para facilitar para vocês, leitores, essa confusão aparente, vou tentar fazer um resumo objetivo na comparação:
     

    TICKET TO RIDE (2004)
    Prós: Mais acessível em relação às regras; Mapa com menos informações, sendo mais fácil localizar as cidades; Cartas menores, sendo mais ergonômicas.
    Contra:  As cartas de Rotas têm valores mais aleatórios durante a partida; Para quem quer algo com mais complexidade, é um pouco raso; Tende a ter bloqueios mais punitivos.

    TICKET TO RIDE: EUROPA (2005)

    Prós: Mais regras, porém mais profundidade para quem gostar disso; Cartas de Rotas longas serem exclusivas para início de partida deixam estes objetivos de rotas mais balanceados; Estações servem como uma forma de evitar bloqueios punitivos e por gerarem pontos extras no final de partida pela não utilização, adicionam uma camada estratégica a mais; Túneis apresentam uma sensação de risco e blefe adicional.
    Contra:  Cartas de Vagão desnecessariamente maiores; Mapa com mais informação, ficando um pouco poluído.

    É isso. Qual é melhor vai depender da mesa e do grau de complexidade que os jogadores buscam, uma vez que o sentimento geral, entre os dois, é muito similar. Eu, particularmente, preferi o Ticket to Ride: Europa (2005) (motivo esse dele ser o foco dessa análise, claro! Heheh).


    - O que tem a dizer sobre todas demais versões e expansões? Não cheguei a jogar todas versões e expansões, porém no geral, elas não mudam a sensação geral e genialidade mecânica (podemos chamar de Ticket To Ride System, como acontece com Pandemic (Leacock. 2008)? Acho que sim...). O que acontece é que cada nova expansão ou versão traz suas particularidades e novidades, assim como foi visto no tópico acima, onde vimos que o Ticket to Ride: Europa trouxe novos elementos em relação a seu predecessor. Vale lembram ainda que existem versões comemorativas, como a Ticket To Ride: Europa 15 Anos, que agrega componentes de luxo e até expansões já existentes direto na caixa base (mas ter uma dessas vai do seu gosto, e do seu bolso).

     

     https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/49a79_29y86n.jpg

    Opinião Pessoal


    “Um dos maiores clássicos modernos para mim, Ticket To Ride consegue unir uma jogabilidade fluída e fácil de ensinar com uma competição apertada que deixa o jogador sempre engajado e ansioso por sua próxima ação, devido a uma boa quantidade de dilemas apresentado aos jogadores, mas sem muita complicação. Um jogo que, além de uma experiência divertida para iniciantes e bem competitiva entre jogadores experientes, entrega componentes que ficam lindos na mesa, chamando atenção de qualquer um. É o título que, para mim, deveria conter em toda coleção, seja qual for a versão.” (Raphael Gurian, O maquinista de macacão amarelo)

    “Ticket To Ride: Europa (e também a versão anterior) é um dos melhores jogos para se jogar em grupo, ainda que funcione muito bem em dupla. Com uma temática simples e ainda assim, divertida, sua mecânica o torna bastante atrativo e difícil de enjoar. É possível jogar várias partidas seguidamente, a fim de testar novas estratégias e tentar ser o primeiro colocado na trilha de pontos. Possui um nível de dificuldade de fácil a médio, porém é possível jogar com crianças devido às suas regras serem simples. A sua versão Europa agrega elementos e altera o mapa e também, poucas regras, proporcionando uma maior jogabilidade e mantendo a essência do jogo. Este é um ótimo jogo para iniciar o hobby e não deverá sair da coleção tão cedo.”  (Heloisa Fernandes, @lola_Fernandes, A passageira de chapéu vermelho)




     Um texto de
    Raphael Gurian

     


    A ideia deste formato de análise não é explicar um jogo, para isso existem muitos outros textos, vídeos e etc. A finalidade do texto é fazer uma análise crítica acerca de critérios que acho importante e que muitas vezes acabam não sendo explorados em análises de uma forma mais detalhada. Os jogos analisados não seguem qualquer critério comercial, incentivo ou pagamento, sendo escolhidos com base em fontes de vozes da minha cabeça, aliado ao fato de ter já jogado o jogo em questão muitas vezes, a ponto de me sentir confortável em opinar sobre o mesmo.

      

    Confira também redes:
    Instagram: https://www.instagram.com/sociedade_dos_boards/
    Facebook: https://www.facebook.com/groups/1219416214780289/
    Blog: https://sociedadedosboardsbr.home.blog/
     

     
     
     
     
     

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    Comentários:

  • adrianonegrao
    133 mensagens MD
    avatar
    adrianonegrao08/01/22 13:14
    adrianonegrao » 08/01/22 13:14

    Ótimo Review! Sobre o daltonismos existe um simbolo nas cartas para cada cor e nos trilhos seguem os mesmos símbolos. Acredito que isso tenha sido para ajudar a quem tem este problema.

    4
  • RaphaelGuri
    1393 mensagens MD
    avatar
    RaphaelGuri08/01/22 13:45
    RaphaelGuri » 08/01/22 13:45

    adrianonegrao::Ótimo Review! Sobre o daltonismos existe um simbolo nas cartas para cada cor e nos trilhos seguem os mesmos símbolos. Acredito que isso tenha sido para ajudar a quem tem este problema.

    Obrigado pelo elogio ao texto! :)

    Sim, possiem símbolos mesmo, porém de acordo com um amigo daltônico que joguei e consultei opinião, na carta é ótimo, porém no tabuleiro é pequeno e relativamente pouco visível, de forma que meio que "entrega sem querer onde está olhando com interesse", já que precisa dar uma aproximada no tabuleiro. Talvez se tivessem feito os simbolos ao lado de cada cidade, umpouco maiores, onde as rotas saem, teria ajudado (ou qualquer outra solução diferente da usada).

    Abraços! 

    2
  • carlosrocca
    525 mensagens MD
    avatar
    carlosrocca08/01/22 21:56
    carlosrocca » 08/01/22 21:56

     RaphaelGuri::Sim, possiem símbolos mesmo, porém de acordo com um amigo daltônico que joguei e consultei opinião, na carta é ótimo, porém no tabuleiro é pequeno e relativamente pouco visível, de forma que meio que "entrega sem querer onde está olhando com interesse", já que precisa dar uma aproximada no tabuleiro. Talvez se tivessem feito os simbolos ao lado de cada cidade, umpouco maiores, onde as rotas saem, teria ajudado (ou qualquer outra solução diferente da usada).

    Abraços! 

    Perfeita a tua colocação, Raphael. Joguei Países Nórdicos com o meu pai (que é daltônico), e ele teve dificuldade com trens de cores próximas (diferenciar o vermelho e o verde é o pior problema para ele). Os símbolos são muito pequenos, e não são tão claros nem nas cartas nem nos espaços para os vagões. Excelente review sobre o jogo.

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  • acarpinelli
    835 mensagens MD
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    acarpinelli09/01/22 11:53
    acarpinelli » 09/01/22 11:53



    Mestre dos reviews .... Parabéns Rapha!!!!

    1
  • fnhara
    36 mensagens MD
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    fnhara09/01/22 12:00
    fnhara » 09/01/22 12:00

    Ótimo review! Eu prefiro bem mais as cartas maiores do europa, acho que fica mais facil de segurar e visualizar. Gosto mais do original (USA) exatamente porque tem mais bloqueio e é mais simples de regras. Mas ambos são realmente ótimos jogos de entrada.

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  • RaphaelGuri
    1393 mensagens MD
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    RaphaelGuri09/01/22 12:07
    RaphaelGuri » 09/01/22 12:07

    acarpinelli::

    Mestre dos reviews .... Parabéns Rapha!!!!

    Valeu, Alê! :D 

    0
  • Swrain
    219 mensagens MD
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    Swrain09/01/22 15:16
    Swrain » 09/01/22 15:16

    Bem legal a análise. Discordo do "contra" das cartas do TtR Europa... pra mim, estão no tamanho ideal, permitindo seu manuseio nas mãos como cartas de um baralho normal. Qt a qual o melhor TtR, a comparação foi boa, mas eu sairia um pouco de cima do muro e ousaria indicar que o Europa tem uma jogabilidade mais legal por conta das melhorias nas regras, sendo que permite-se jogar com uma variante adaptada de regras do jogo-mãe, sem as estações e tratando túneis como rotas "normais". Qt às cores, joguel com um daltônico e realmente fica meio confuso, mas com o passar das rodadas ele foi se acostumando.

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  • RaphaelGuri
    1393 mensagens MD
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    RaphaelGuri09/01/22 20:52
    RaphaelGuri » 09/01/22 20:52

    Swrain::Bem legal a análise. Discordo do "contra" das cartas do TtR Europa... pra mim, estão no tamanho ideal, permitindo seu manuseio nas mãos como cartas de um baralho normal. Qt a qual o melhor TtR, a comparação foi boa, mas eu sairia um pouco de cima do muro e ousaria indicar que o Europa tem uma jogabilidade mais legal por conta das melhorias nas regras, sendo que permite-se jogar com uma variante adaptada de regras do jogo-mãe, sem as estações e tratando túneis como rotas "normais". Qt às cores, joguel com um daltônico e realmente fica meio confuso, mas com o passar das rodadas ele foi se acostumando.

    Obrigado pelo elogio ao texto! :)

    Sobre as cartas, como elas não possuem textos nem nada do tipo que necessite leitura e/ou identificação precisa fora as cores, o tamanho grande não é realmente necessário, apesar de realmente quem está acostumado a jogos com cartas padrão sentir-se mais adaptado.

    Quanto a comparação, não fiquei em cima do muro, tanto que disse: "Eu, particularmente, preferi o Ticket to Ride: Europa" hahaha


    Abraços!

    1
  • carlosrocca
    525 mensagens MD
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    carlosrocca10/01/22 00:09
    carlosrocca » 10/01/22 00:09

    Swrain::Bem legal a análise. Discordo do "contra" das cartas do TtR Europa... pra mim, estão no tamanho ideal, permitindo seu manuseio nas mãos como cartas de um baralho normal. Qt a qual o melhor TtR, a comparação foi boa, mas eu sairia um pouco de cima do muro e ousaria indicar que o Europa tem uma jogabilidade mais legal por conta das melhorias nas regras, sendo que permite-se jogar com uma variante adaptada de regras do jogo-mãe, sem as estações e tratando túneis como rotas "normais". Qt às cores, joguel com um daltônico e realmente fica meio confuso, mas com o passar das rodadas ele foi se acostumando.

    Eu não sei se o balanceamento do jogo é mantido tratando túneis como rotas normais. Zurique é uma cidade central que é rodeada por túneis com 2 espaços de comprimento. Talvez removendo a regra dos túneis fique mais "fácil" controlar esta cidade. No TTR Países Nórdicos tem uma rota dupla de túneis ligando Bergen a Oslo, acho que entra na mesma regra.

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