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Hora de reunir suas armas e vestir sua armadura; há um General Sombrio no horizonte que precisa ser derrotado.
Karak II, da Albi, é um jogo independente projetado por Petr Miksa, com arte de Roman Hladik. Ele dá continuidade ao seu antecessor Karak, que levava aventureiros corajosos para dentro das ruínas do Castelo Karak para explorar e saquear suas profundezas. Desta vez, a aventura acontece nas áreas ao redor do castelo — e há um vilão maligno a ser derrotado...
De 2 a 5 jogadores precisarão explorar, coletar recursos e construir suas cidades e exércitos para derrotar os monstros que habitam a terra sob o domínio dos Generais Sombrios. O objetivo do jogo é derrotar o grande vilão, mas o vencedor é o jogador que acumular mais Pedras da Alma.
Karak foi concebido como um jogo amigável para famílias, e Karak II busca o mesmo, mas com um nível um pouco maior de complexidade. As regras ainda são simples: a cada turno, os jogadores realizam ações como explorar ou coletar recursos da área onde seu herói está. Ao explorar, você retira um monstro de um saco e precisa rolar os dados para resolver o combate. No início do jogo, normalmente você terá apenas o dado do seu herói, mas, à medida que constrói e desenvolve sua cidade, poderá recrutar soldados para seu exército, ganhando mais dados para rolar — o que permite derrotar monstros mais difíceis e obter recompensas melhores.
O jogo é rápido de aprender e jogar, mas também possui um bom sistema de “engine building” (construção de motor), permitindo que você realize mais ações ao longo da partida. Você pode coletar itens e feitiços para aumentar sua força, além de amuletos muito poderosos que concedem habilidades únicas. No entanto, é aqui que surge uma das principais críticas: esses itens são obtidos ao derrotar monstros, mas os monstros são retirados aleatoriamente de um saco.

Você pode ter azar e enfrentar repetidamente monstros fortes, perdendo combates seguidos, enquanto outros jogadores podem ter mais sorte e enfrentar monstros fracos, derrotando-os com facilidade. Isso faz com que o progresso deles seja mais rápido. Em uma partida, por exemplo, um jogador conseguiu derrotar um monstro que concedia um amuleto, e o item obtido permitia gerar mais recursos constantemente — dando uma vantagem enorme sobre outro jogador que passou seus seis primeiros turnos perdendo todas as batalhas. Uma solução simples seria retirar os monstros de alto nível do saco até certo ponto do jogo, permitindo que todos avancem sem depender tanto da sorte — uma regra caseira recomendada.

No geral, Karak II é um bom jogo, com mecânicas simples e divertidas. É rápido de jogar, fácil de aprender e ensinar, e as decisões a cada rodada são claras e impactantes. Pode ser facilmente apresentado a crianças, que provavelmente vão gostar bastante da experiência. É, sem dúvida, uma ótima opção para famílias e para quem aprecia aventuras no estilo espada e feitiçaria.
(Análise por David Breaker)
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Traduzido*** por
Marcelo Gama
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