É. Por mais que eu sou muito fã de jogos que funcionam com mecânicas/regras simples, um jogo que vem de outra plataforma, no caso o video game, trás consigo muita expectativa, ainda mais um jogo de luta que é altamente dinâmico.
Por um lado, o cenário competitivo de jogo de luta é puramente baseado em "leitura" de jogador, e a parte de adivinhar o próximo movimento do adversário é fundamental. No competitivo é muito difícil escapar de um combo quando o jogador consegue encaixá-lo, por isso evitar isso ao máximo é fundamental - e nesse quesito o jogo acompanha essa linha de raciocínio: Decore o que o outro faz/está fazendo e ganhe vantagem usando essa informação; Por outro lado, no video game você não tem número limitados de socos fortes ou fracos, então não tem como decorar exatamente o que o oponente vai fazer e então saber a posição e as sequencias do adversário de antemão (ou seja, meio que decorar o meta daquele personagem) é a chave, entre outras coisas como quadro chave de animação, colisão e etc. - É muito mais complexo e aí é uma junção de raciocínio e reflexos muito rápidos juntos com o conhecimento de move sets do oponente.
Eu gostava e até já tive deck do, no passado chamado UFS (Universal Fight System), UniVerse. Essa empresa desenvolveu uma mecânica de cartas para trazer jogos de lutas virtuais para o mundo físico, e era muito recompensador. Eu tive um deck de SoulCalibur, do Nightmare, mas o sistema era o mesmo para varias franquias. Você tinha um "Q" de adivinhação para poder quebrar o combo do oponente, mas a questão é que quanto mais cartas o jogador atacante baixava, mais difícil ficava para ele jogar a próxima (e consequentemente mais fácil para o oponente quebrar o combo e virar a vantagem), e pelo relato da matéria, senti que faltou essa emoção tática, não só de mind games, mas de realmente ter uma estratégia por trás do "cara ou coroa".
Agora é esperar para ver; Li a matéria tão cético quanto o autor, e o relato só me deixou ainda mais cético quanto a boardgames de videogames de luta.
Não é fácil trazer jogos digitais para o analógico. Vide tantos jogos que temos, e quais realmente são elogiados? Amo Dark Souls (e SoulsBorne like) e Monster Hunter - Mas o DS boardgame ficou muito burocrático - chato, o cardgame sem alma (haha), o Bloodborne foi um grande acerto (3º jogo pra acertar), e o Bloodborne cardgame que devemos trancar num armário e esquecer que ele existe pelo bem da franquia (se ele tivesse outro tema, seria até um bom jogo). Monster Hunter boardgame caiu no mesmo pé do Dark Souls, muito burocrático, perdeu toda a adrenalina do jogo virtual - mas acertaram nas miniaturas... se não fosse caro havia comprado só por causa delas). Eu até tive um cardgame de Monster Hunter, que importei do Japão, e jogava com alguns amigos que fizeram o mesmo, mas no final a mecânica não era legal e agora as cartas são só recordações de uma época e colecionáveis da franquia hahah jogo totalmente esquecível.
Me prolonguei, mas é isso. Hahah
Parabéns pela tradução da matéria!