Sensorial: Canopy
Texto: Rapha Albertos
Imagens: boardgamegeek.com/
Instagram: @coffee.board
Lançado no Brasil: NÃO
Boardgamers amantes da natureza, preparem-se para entrar em um mundo exuberante de estratégia e diversão com Canopy, o jogo para dois jogadores (regras variantes para 3-4 e Solo inclusas na caixa) de Tim Eisner, lançado pela Weird City Games. Com um tema que ecoa a natureza e uma arte que é um verdadeiro espetáculo visual, Canopy depois deste Sensorial se tornará um item obrigatório em qualquer coleção.
O setup é bem objetivo e o jogo se desenrola em três rodadas. Basicamente você divide o baralho em três decks iguais, cada um destinado a uma estação. Com uma, duas e três cartas, você cria três pilhas de cartas viradas para baixo do mesmo jeito que a natureza cria paisagens encantadoras. E inicia-se a partida, ou diríamos a aventura.
:strip_icc()/pic6632711.jpg)
A mecânica do jogo é um misto de estratégia e tensão principalmente pelo "press your luck". Ao pegar uma pilha de cartas, você decide se quer pegar para a sua floresta ou passar, acrescentando uma carta à pilha passada e segue para a próxima pilha de cartas (detalhe, as pilhas estão com a face virada pra baixo). Se você ousar não pegar as cartas na última pilha, a recompensa é uma única carta (do topo do deck), o que nos faz lembrar que até mesmo na natureza, riscos e recompensas caminham de mãos dadas, como o leão e a gazela... bem, talvez não exatamente assim. Cedo ou tarde, você e seu oponente conhecerão as pilhas e suas cartas. Às vezes, olhar para uma pilha é como olhar para o clima - você sabe que vai ser imprevisível, mas há beleza em se preparar para o desconhecido.
:strip_icc()/pic6852486.jpg)
:strip_icc()/pic6632721.jpg)
O baralho é uma selva de cartas únicas, tão variadas quanto a fauna e flora da Amazônia. Troncos, dosséis, chuva, sol, sementes e plantas. E claro, a vida selvagem, que inclui animais com poderes especiais. A Jibóia-verde, por exemplo, permite que você adicione uma carta a cada pilha uma vez por rodada. Se você tiver o par correspondente, eles fazem um duo sensacional e garante uma boa pontuação no final do jogo.
O jogo é uma dança entre recompensas e ameaças. As cartas de ameaça adicionam aquele tempero emocionante, assimilando a mecânica de descartar cartas. O tema do jogo é muito presente em cada ação das cartas, fazendo total sentido, é como se a própria natureza estivesse te contando uma história.
A cada estação (rodadas), você colhe os "frutos do seu trabalho". As árvores completas recebem a merecida atenção, com pontos extras para as mais altas em cada rodada. As cartas de plantas, clima e ameaças pontuam e são descartadas a cada rodada/estação (a natureza se renova constantemente, olha o tema ai presente), as cartas de vida selvagem permanecem para pontuar no grande final.
A arte é um espetáculo visual, graças ao talento de Vincent Dutrait. O manual de regras é dividido em dois, com bastante exemplos. A inclusão de um desafio solo e regras para grupos maiores torna o jogo flexível como um galho ao vento.
Em resumo, Canopy é uma perfeição de jogo. Rápido, envolvente e com uma dose saudável de sorte, ele te dá aquela pitada de controle com a tensão da mecânica do press your luck. O jogo é uma aventura onde suas decisões se entrelaçam com a imprevisibilidade da natureza, formando uma teia emocionante de estratégias e risadas. Um verdadeiro tesouro para a sua coleção e um convite para escapar do tradicional dos jogos de tabuleiro.