Uma das mais antigas cidades da Inglaterra, com mais de 2 mil anos de história, fundada por romanos, invadida por saxões e cristianizada por Agostino da Cantuária. Sede do bispado primaz da Igreja Anglicana e uma das grandes joias da cultura inglesa, Canterbury Tá na Mesa!
Canterbury é um jogo lançado em 2013 por Andrews Parks. De dois a quatro jogadores, com duração média de 90 minutos, em Canterbury os jogadores são nobres saxões buscando transformar a pequena cidade na capital do reino de Kent.
- E onde entram os fantasmas?
Você está confundindo com Canterville. Canterbury é um jogo de criação de cidades, como The Capitals e Suburbia (Nota do Sr. Slovic: The Capitals >>>> Suburbia), mas diferente deles, aqui todos criam a mesma cidade. O tabuleiro é dividido em 25 distritos e a partida começa só com uma pequena construção no distrito central, um poço de água da época dos romanos.
No seu turno, o jogador pode fazer uma de três ações, que são basicamente coletar impostos ou construir (Nota da Sra. Slovic: A terceira é coletar e construir. Estranho, não? Mas no jogo faz sentido). Todos os distritos têm demandas por seis tipos de serviços: Água, Comida, Religião, Proteção, Comércio e Cultura. E precisam ser construídos nesta ordem, então o primeiro prédio de cada local estará relacionado ao fornecimento de água (Nota do Sr. Slovic: Conforme o jogo avança, isso pode mudar).
- Ei, não se pode alterar as regras durante o jogo.
E quem disse isso? Está tudo lá no manual. Por que não vai ler em vez de reclamar? Para cada necessidade, há três tipos de construções: pequena, média e grande. A diferença é seu alcance de suprir a necessidade dos distritos. Enquanto um poço pequeno atende somente o local em que foi construído, um médio supri todos os distritos adjacentes. Por isso que durante o decorrer do jogo, as vezes o poço não é a primeira construção do bairro, pois como a demanda foi saciada, não se pode construir um prédio do mesmo serviço no local (Nota da Sra. Slovic: Se está parecendo complicado, não se assuste. Na partida é bem mais simples e fácil do que se imagina). Construções médias e grandes devem ser erguidas sobre uma pequena do mesmo tipo.

Sempre que um prédio é erguido, tando o jogador quanto a cidade ganham pontos (Nota do Sr. Slovic: Vitória e Prosperidade, respectivamente). Quando a prosperidade passar dos 100 pontos, ocorre uma fase de bonificação, onde os jogadores que mais contribuíram com o crescimento de cada distrito, ganham Pvs. Essa fase ocorre novamente com 200 e 300 pontos de Prosperidade. O jogo termina ao final da terceira fase de bônus, onde também acontece a Pontuação Real (Nota da Sra. Slovic: Ganha Pvs quem fez mais construções de cada tipo).

No geral, Canterbury é um bom jogo. O sistema de construção é bem simples e não há criação de combos ou nada do gênero, como em outros jogos do tema. Não precisa se preocupar com emprego, lixo, felicidade da população, poluição (Nota do Sr. Slovic: E que governante do século IV se preocupava com isso?). Muitos podem considerar o jogo um tanto cru, mas ele foi um dos pioneiros e para a época estava bom. Muitos se inspiraram em suas ideias, alterando o que achava necessário, aprimorando o sistema de gerenciamento, acrescentando a evolução da cidade por diferentes eras, até criar um The Capitals (Nota do Sr. Slovic: E outros por aí). Construa a Cantuária como você sempre quis.
E é isso, Shishô!