Gostaria de expressar meus sinceros parabéns pelo episódio. Todavia, fui surpreendido logo na abertura ao ouvir uma referência à Garganta Profunda em um programa com a "participação" de infante. Graças aos deuses que ninguém pegou a referência (e o próprio infante ainda não tem muita consciência de si).
Bravo pela introdução ao tema! Aliás, quanto à discussão sobre o retorno à Lua, importa destacar que a nova corrida à Selene vai muito além do simbolismo: a instalação de radiotelescópios em seu lado oculto permitiria a observação do espaço profundo livre da cacofonia radioelétrica emitida pelos nossos sistemas terrestres e satelitais; e os lançamentos a partir do nosso satélite natural não enfrentariam o mesmo obstáculo gravitacional a ser vencido. Some-se a isso, a corrida é estimulada pela perspectiva de exploração dos recursos naturais que vocês tão bem pontuaram (Hélio-3 e água congelada). Temos assim um cenário de exploração que é tanto científico quanto estrategicamente irresistível.
A temática espacial exerce um fascínio profundo sobre mim, em especial porque dialoga com a ficção científica - uma das melhores artimanhas para se falar das questões sociais do presente sem atingir o brio de ninguém. Devo confessar, contudo, que possuo um exemplar de Skymines repousando em minha estante da vergonha. O motivo é simples: seu manual apresenta uma leitura árida, para não dizer consideravelmente desestimulante para uma primeira incursão.
Aproveito a oportunidade para fazer uma menção honrosa a Tortuga 2199. Trata-se de uma obra fantástica que mescla deck-building e controle de área com maestria, mas que, lamentavelmente, não recebeu o devido reconhecimento no mercado brasileiro. O mesmo pode ser dito de Pulsar 2849, outra verdadeira joia que passou despercebida por aqui, cuja citação por vocês foi de extremo bom tom.
Entretanto, o ápice do programa, a verdadeira cereja do bolo, foi ouvir distintos convidados colocarem Terraforming Mars no lugar mais alto do pódio. É, indiscutivelmente, um dos meus títulos favoritos. E com a adição da expansão Prelúdio, o ritmo da partida adquire uma cadência ideal. Mesmo que se estenda por duas horas, a imersão é tamanha que o tempo escorrega sem que eu perceba; é uma experiência de excelência em todos os aspectos.
Infelizmente, ainda não tive o privilégio de conhecer os lançamentos mais recentes, como o Galactic Cruise, Êxodo e o Chicletão (perdão, tive que sair do personagem para não soar ainda mais pedante). De todo modo, como um jogador mais veterano, reconheço que minhas preferências estão em perfeita consonância com a minha própria persona na boardsfera.
Parabéns novamente aos envolvidos. Bem-vindo, Rafinha! Sinceramente, gostei demais de suas contribuições no programa!
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