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A Libellud pode ter dado ao jogo o nome
Take Time, mas este é um jogo cooperativo de “comunicação limitada” para 2 a 4 jogadores que leva pouquíssimo tempo para ser jogado. Pelo menos, isso vale para cada rodada individual: os designers Alexi Piovesan e Julien Prothiere criaram um jogo que oferece nada menos que 40 desafios ligeiramente diferentes, cada um deles com enorme possibilidade de repetição.
A mecânica básica é extremamente simples. Os jogadores têm cartas na mão — 6 no modo para dois jogadores, 4 no modo para três jogadores e 3 no modo para quatro jogadores — vindas de um baralho composto por 12 cartas solares (com verso claro) e 12 cartas lunares (com verso escuro), numeradas de 1 a 12.
Em cada rodada, há um mostrador de relógio, e os jogadores precisam colocar suas cartas em posições ao redor dele de modo que o total numérico em cada posição seja igual ou maior que o número da posição anterior. O ponteiro do relógio indica o local inicial, e algumas posições do relógio possuem requisitos especiais — por exemplo, permitir apenas uma carta solar ou exigir exatamente três cartas naquele espaço.
Os jogadores conseguem ver a mistura de cartas solares e lunares nas mãos dos outros, mas não podem dizer quais números possuem. E, claro, normalmente as cartas são jogadas viradas para baixo. A ideia é que os jogadores façam deduções sobre quais cartas os outros podem ter e quais já foram jogadas.
No primeiro quebra-cabeça do jogo (o primeiro relógio), a primeira posição após o ponteiro exige uma única carta solar, mas os jogadores não são obrigados a jogar sua primeira carta ali. Então, se eu colocar uma carta naquele espaço logo no começo da rodada, os outros jogadores podem deduzir que provavelmente joguei um número baixo.
Dependendo do desempenho nas rodadas anteriores, os jogadores podem jogar uma certa quantidade de cartas viradas para cima. Usar essa habilidade no momento certo pode fazer toda a diferença entre vencer e perder. Além disso, os quebra-cabeças ficam mais difíceis conforme você avança pelos diversos relógios da caixa.
Sem revelar spoilers demais, o jogo traz desafios como posições que exigem que o número esteja dentro de um intervalo específico e regras em que nenhum total pode ultrapassar 24.
Alguns anos atrás, houve certa controvérsia quando The Mind da Coiledspring Games foi indicado ao prêmio Spiel des Jahres. Muitas pessoas reclamaram que ele parecia mais um experimento psicológico do que um jogo. A mecânica central de Take Time é bastante parecida com a de The Mind, já que os jogadores basicamente tentam adivinhar ou deduzir a ordem das cartas em relação às dos outros participantes. Porém, Take Time transmite muito mais a sensação de estar jogando um jogo “de verdade”.
Ele possui aquela qualidade viciante de “vamos tentar só mais um quebra-cabeça” e oferece uma sensação muito satisfatória de progresso conforme os jogadores avançam de um relógio-desafio para o próximo.
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Traduzido*** por
Marcelo Gama
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