E aí gente, tudo bem? Glauber aqui...
Hoje lhes trago minhas impressões sobre EMBERLEAF - jogo de tabuleiro que acabou de chegar pela Mosaico. Aproveito pra destacar que esta e outras análises, bem como a criação de conteúdo e toda a minha divulgação de jogos está no meu canal principal, lá no Instagram: Tio Glauber Jogos - aproveite pra seguir!
Espero que possa contribuir para a sua tomada de decisão para comprá-lo, ou não. De resto, uma boa leitura aí!
1. A Experiência
Emberleaf traz o cenário de uma grande floresta que será novamente ocupada pelos nossos bichinhos fofinhos - camundongos, corujas, coelhos e sapos. Eles devem ser persistentes, desbravadores. Pontos de perigos deverão ser derrubados ao longo do mapa e vilarejos, reconstruídos. Uma nova página a ser escrita na vida dos nossos queridos emberlings.
Temos aqui, um jogo com o motor principal acontecendo no tabuleiro individual - cartas de bichinhos com habilidades, nas quais realizam praticamente todas as ações do jogo - atacar, construir, coletar… e estas ações acontecem ao descer cartas, deslizar no tabuleiro, devolver para a mão, entre outras. Esta parte da jogatina me deu a impressão deles irem trabalhar, voltar pra casa (nossa mão) e no dia seguinte, trabalhar de novo. Gostei disso! É satisfatório ver eles trabalhando em conjunto! Achei bem sacado e temático.
Nossos emberlings são representados por lindos meeples, que são pintados e estampados (bem feitinhos) e ficam disponíveis no nosso tabuleiro até chegar o momento de irem para as clareiras, assim que um novo tile de construção é colocado no tabuleiro principal. Quando postos, um novo recurso fica disponível permanentemente de ondem eles saíram inicialmente, como por exemplo, um novo ponto de ataque ou mais um item para coletar.
Temos também a trilha de troféus que, ao eliminar pontos de perigos com bichinhos que atacam, ganhamos diferentes tipos de bonificações. Uma parte interessante que me agradou e que não deve ser ignorada! Quanto mais perigos eliminar, mais você evolui e precisa disso pra se sair bem no jogo e trilhar uma possível vitória.
Mais um detalhe no nosso tabuleiro individual, que são construções especiais. Estas, garantem recursos permanentes quando são construídas, mas somente estas do nosso tableau. Isso seria muito bom se acontecessem com as contruções gerais disponíveis a todos no mercado... e aqui tenho um ponto a se questionar: por que estas construções gerais disponíveis não trazem também, habilidades ou ações especiais? Cada uma delas é representada por um tile e alocadas no mapa, que são diferentes apenas para distinção e pontuação, mas não agregam tais habilidades. Um tile de mercado não faz nada, um tile de casa também não. Achei uma bela oportunidade desperdiçada. É a sensação de faltar um "algo mais" no tabuleiro, pelo menos pra mim.
Aproveitando o gancho, o tabuleiro principal é grande demais, desnecessariamente. As ilustrações das clareiras poderiam ficar mais próximas e as dos caminhos, encurtadas. Vejo testemunhos de outros jogadores falando a mesma coisa. Mas enfim. Pode ser algo que me incomodou, mas pra você, pode ser que não.

Cartas de objetivos: o deck de cartas objetivos é farto, disponibilizando muitos objetivos a serem concluídos até o final da jogatina. Isso é extremamente útil pra dar alguns nortes aos jogadores. Os objetivos vão desde finalizar o tableau individual com "x" personagens, eliminar "x" perigos na floresta, entre outros. Belo ponto agregado ao jogo.
Modo solo: o jogo te oferece um deck do automa -
a irmã - que será praticamente composto de cartas de ações. A manutenção é simples,
não exige um tableau individual pra ela e as cartas basicamente pedem para atacar locais de perigos, retirar cartas de heróis disponíveis e/ou objetivos disponíveis. Ela fica andando pelas clareiras e distribuindo tiles de construções, o que pode ser bom, se você tirar proveito para pontuar ou ela pode também, te dar um belo block naquele espaço que você tanto queria.
2. Visual e componentes
A arte é muito bonita, as cartas tem ilustrações belíssimas e isso não tem como negar. Todo o conjunto foi bem elaborado e este é o grande ponto de destaque do jogo. Vem uma quantidade muito boa de cartas de personagens e de objetivos de jogo. Os tabuleiros e tokens tem boas espessuras e, no geral, tudo muito bem produzido. Acho que poderia ter vindo um insert na caixa, pois tudo acaba ficando guardado em ziplocks. Talvez uma frescurinha minha (ou não rsrs).
3. Rejogabilidade
As cartas dos nossos bichinhos oferecem boa rejogabilidade, pois são muitas. Você vai aprender cada vez mais quando usar cada um deles, combando, descendo e deslizando pelo tabuleiro individual. O tabuleiro não traz nada grandioso, mas é nele que o xadrez acontece. Outro ponto que ajuda na rejogabilidade é o deck de objetivos - é carta pra caramba e dá uma boa dose de novos gatilhos de fim de jogatina.
Hum, quase me esqueci - conversando com outros jogadores e também na minha impressão, Emberleaf roda muito melhor se
jogado em 3 ou 4 jogadores. Em 2 jogadores o jogo fica muito solto e livre de escolhas. Funciona, não é que fica quebrado, mas achei que vale a pena pontuar isto.
4. Para quem indico
É tranquilo ensinar para quem já jogou algum board game euro leve, como um Ticket to Ride ou Wingspan, por exemplo.
Peso dele no BGG de 3.13/5.
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Muito obrigado, um abraço e até o próximo
O Que Eu Achei.