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Antes de jogar
Minecraft: Builders & Biomes Junior, de Ulrich Blum, eu nunca tinha entrado no mundo de Minecraft. Sim, eu tinha visto vídeos no YouTube de pessoas jogando (cortesia do meu filho mais velho) e estava familiarizado com o Steve e sua galinha de lava (aparentemente é "gostosa pra caramba") – e, portanto, não tinha certeza do que esperar das minhas viagens pelo Overworld (Mundo Superior). O que descobri é que, por trás de sua fachada aparentemente inocente, este jogo é tão astuto quanto um Piglin e tão causador de ansiedade quanto um Creeper (ok, eu sei um pouco sobre Minecraft, mas é só isso, eu juro... talvez).

Como você deve ter imaginado, Minecraft: Builders & Biomes Junior é o irmão mais novo de Minecraft: Builders & Biomes, tendo também sido publicado pela Ravensburger e, embora compartilhe um DNA semelhante com sua irmã mais velha, a versão Junior tem algumas diferenças fundamentais. Enquanto o original é um jogo competitivo de minerar pedras para construir estruturas e ganhar pontos, além de se livrar de mobs (monstros) também por pontos, esta versão é um empreendimento cooperativo de mineração para 2 a 4 jogadores.
O objetivo é preencher sua grade compartilhada de 3 x 3 com abrigos de animais, enquanto também tentam trabalhar em equipe para afastar os mobs que querem seguir vocês de volta à sua fazenda e reduzir suas chances de completar seu objetivo. Nada de matança por aqui – o jogo é voltado para um público mais jovem –, mas ainda há coisas que vão te fazer suar: os já mencionados mobs e também a lava que cerca sua pilha de pedras preciosas.

Em vez de uma "montanha de recursos" de 64 cubos, esta edição tem 27 cubos que formam um cubo maior de 3 x 3 x 3 sendo, mais uma vez, "despejados" em um molde de papelão. Não deixe o número menor de cubos te enganar achando que isso torna a mineração mais fácil, no entanto. Para adquirir os cubos de que você precisa, você não os pega simplesmente da pilha; você tem que "minerá-los" fisicamente usando uma picareta de espuma (projetada para parecer exatamente como se tivesse saído direto do videogame pixelado). Se o(s) cubo(s) que você quer cair(em) na grama que cerca a pilha, maravilha, mas se algum cubo cair na lava ao redor da grama, você os perde e o seu turno acaba.
Essa forma de minerar eleva o jogo a um teste bem técnico da sua destreza, e quando mais cubos são necessários, pode se tornar um verdadeiro desafio tentar garantir que seus preciosos recursos não acabem torrados. Mas a ajuda está à mão, na forma de uma pá de espuma que pode ser usada por qualquer outro jogador para ajudar a impedir que os cubos caiam na lava, desde que você tenha as fichas para pedir essa ajuda: as fichas de "pá de ferro" são de uso único e podem ser conquistadas durante o jogo; as fichas de "pá de diamante" podem ser dadas aos jogadores mais novos ou menos experientes no início da partida e permitem que a pá seja usada por qualquer outro jogador sempre que o dono da pá de diamante estiver com a picareta.

Por que correr o risco de minerar esses cubos quando as chances de perda parecem bem altas? Porque é a única maneira de você conseguir construir abrigos de animais (ou manter os mobs afastados) no tabuleiro da sua fazenda. Ao lado do tabuleiro de fazenda compartilhado e de dupla face, há uma grade de peças de 5 x 5, todas inicialmente colocadas com o lado da grama para cima, com o verso mostrando um animal que habita um bioma de floresta, deserto ou tundra, ou um mob. No seu turno, você seleciona uma peça, a vira e, seja um animal ou um mob, tenta "minerar" o(s) bloco(s) correto(s) para construir um abrigo (marrom para floresta, bege para deserto, cinza para tundra) ou afastar um mob (preto para uma tocha) – os cubos verdes de "esmeralda" são coringas e (geralmente) necessários para garantir a vitória.

Além de ser um jogo de destreza complicado, há um elemento de memória e lembrança, pois uma vez que um mob é afastado, ele vira novamente para o lado da grama. Você pode colocar a carta de tocha sobre ele para marcar onde ele está, mas quando outro mob é virado e, em seguida, mantido sob controle com sucesso, a tocha muda de lugar...
Além de ser um jogo de destreza e memória surpreendentemente engenhoso, há uma boa dose de escalonamento, com cinco níveis diferentes de dificuldade para escolher e opções dentro deles para tornar o jogo mais fácil ou mais difícil, dependendo de quem está jogando. Pode ter "Junior" no nome, mas esta certamente não é uma versão simplória do original: é, muito possivelmente, um dos melhores e mais genuínos jogos cooperativos que eu já joguei!
(Análise por Andy Page)
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Traduzido*** por
Marcelo Gama
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