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Origin Story é um jogo surpreendentemente modesto da Stonemaier Games no sentido de que é essencialmente "apenas" um jogo de cartas. Projetado por Jamey Stegmaier e Pete Wissinger, a temática gira em torno de super-heróis e vilões, onde, ao longo das cinco rodadas do jogo, você selecionará "cartas de história" (story cards) que definem atributos ou poderes potenciais para o seu personagem de quadrinhos, afetando a forma como você joga e/ou pontua na rodada. Cada um dos atributos que você seleciona vai para os painéis no seu tabuleiro de jogador (player board) para que, ao longo do jogo, você tenha um super-herói ou supervilão totalmente desenvolvido com a sua "história de origem" completa. Tematicamente, ele nos lembrou o filme Corpo Fechado (Unbreakable), de M. Night Shyamalan.

Origin Story é um jogo de vazas (trick-taking) para 2 a 5 jogadores. As cartas são numeradas de 1 a 13 em cada um dos quatro naipes e, como na maioria dos jogos de vazas, você sempre precisa seguir o naipe pedido. Excepcionalmente, o naipe de trunfo em Origin Story é fixo — é sempre o "amor" (amarelo). Ao receber e analisar sua mão de oito cartas, e depois de compartilhar a quais poderes seu personagem terá acesso nesta rodada, os jogadores revelam simultaneamente se estão jogando a rodada como um herói ou como um vilão. Se você jogar como um herói, marcará um ponto de vitória por cada vaza que ganhar. Se você jogar como um vilão, marca 4 pontos de vitória se ganhar zero vazas... Os discos (dials) usados pelos jogadores para rastrear a pontuação têm dois lados e são usados para indicar a escolha do jogador entre herói ou vilão.

Os vários poderes e atributos devem ser ativados no início de uma rodada "carregando-os" com uma ou mais fichas de vigor (stamina tokens); normalmente, você não será capaz de ativar todos eles, então, no início de cada rodada, você terá que fazer uma escolha sobre para quais poderes alocará o seu vigor.

Embora preferíssemos uma arte que nos remetesse mais à nossa experiência com os quadrinhos da DC ou da Marvel, Origin Story faz um ótimo trabalho ao encapsular seu tema de história em quadrinhos, ao mesmo tempo em que cria um jogo de cartas de vazas muito fluído, com reviravoltas que serão diferentes em quase todas as partidas devido ao equilíbrio distinto entre os atributos e poderes carregados. A estratégia de supervilão provavelmente é uma aposta melhor em partidas com contagens maiores de jogadores: é mais provável que você consiga se safar com uma rodada de zero vazas em um jogo com cinco jogadores do que em um com apenas três. E os jogadores podem ser capazes de aumentar ainda mais suas pontuações com poderes carregados que entram em sinergia com o seu objetivo de supervilão; por exemplo, concedendo pontos por ganhar duas ou menos vazas...

Existem regras especiais para permitir que Origin Story seja jogado como um jogo para dois jogadores. Com dois jogadores, cada jogador tem um "ajudante" (sidekick) na forma de uma mão de um jogador fantasma (dummy hand) não revelada, onde apenas as duas cartas do topo ficam abertas. Embora sujeitos ao requisito de que devem seguir o naipe, os jogadores escolhem qual das duas cartas reveladas jogar pelo seu ajudante. As vazas ganhas pelos ajudantes não contam para a pontuação do jogador. Mais uma vez, isso cria um jogo divertido e envolvente, embora com dinâmicas diferentes da variante para 3 a 5 jogadores, pois há um fator de sorte adicional sobre quais duas cartas serão sacadas para o seu ajudante.

A equipe do Board's Eye View jogou bastante Origin Story desde que o jogo apareceu pela primeira vez. Sem dúvida, a Stonemaier Games publicará mais cartas de história para agregar ainda mais à experiência — embora, em uma caixa já abarrotada, eles não tenham deixado muito espaço para expansões, especialmente para aqueles de nós que colocam sleeves (protetores) em nossas cartas.
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Traduzido*** por
Marcelo Gama
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