Fala, galera!
Seguindo com mais uma campanha solo de Imperium: Clássicos, dessa vez a civilização escolhida foram os Vikings. Novamente, o intuito aqui não é falar sobre as regras ou discutir estratégias, mas apenas de descrever a experiência da campanha contra as demais civilizações em diferentes graus de dificuldade:
Vikings: na caixa base, é a segunda civilização mais complexa de se jogar, perdendo somente para os Gregos. Isso não quer dizer que é difícil de jogar com ela, mas que o jogador deve se atentar muito para as combinações entre as cartas. Primeiramente, os Vikings não possuem baralho de desenvolvimento, permanecendo sempre como Bárbaros. Então, a compra de cartas Civilizadas não é o maior foco de aquisição dos Vikings, apesar de possuir meios para utilizá-las. A sua carta de ascensão, chamada de zênite, Harald Hardrada, dispara o final da partida. A sua carta de poder apresenta uma das mais importantes mecânicas dos Vikings que é a ausência de história (em vez de incluir cartas na história, elas são descartadas - ou seja, ela retornam para o jogo nas rodadas futuras). Isso é fantástico, pois as cartas mais fortes do jogo, de forma geral, são de ação única, sendo incluídas na história após o uso - mas não para os Vikings. Assim, diversas cartas de Fama e de Tributários acabam sendo um grande foco para os Vikings. Além disso, sempre que os Vikings pegam Desordem, eles podem olhar para carta do topo do baralho de nação, decidindo mantê-la na posição ou colocar no fundo do baralho de nação. Isso permite certa manipulação do baralho de nação, permitindo o jogador tentar pegar primeiro as cartas com ações ou as Regiões, dependendo da estratégia da partida. Ainda, a carta de poder tem outra habilidade de, quando devolver uma Desordem, o jogador pode comprar 2 cartas. Isso permite a ciclagem acelerada dos Vikings. O baralho inicial dos Vikings é bem peculiar em relação aos demais. Por fim, a carta de poder dos Vikings pontua 1 PV para cada carta de pontuação variável que existir em seu jogo. Em substituição ao Conquistar das demais civilizações, eles possuem Jomsviking (somente adquire cartas de Região/Tributário, mas com custo mais alto que para as demais civilizações); possuem as tradicionais cartas de Prosperidade (comprar carta e ganhar recursos), Avançar (adquirir/promover cartas de cultura/tecnologia Civilizadas/Incivilizadas) e Glória (adquirir cartas de Fama). Como cartas únicas, possui Erik, o Ruivo (abandona a Escandinávia e pague 1 População para procurar por uma Região, exilando o Erik do jogo), Althing (carta de ataque, em que se rouba 1 Material dos outros jogadores e escolhe entre ganhar 1 Ficha de Progresso ou devolver uma Desordem) e Gothja (olhe a primeira carta do baralho de nação e decide entre mantê-la na posição ou reembaralhar, e escolhendo entre ganhar 1 População ou comprar 2 cartas). O baralho de nação é extenso, com muitas Regiões e cartas especiais, como Rollo, o Andarilho (pegue a primeira carta do baralho de Fama, exilando Rollo do jogo), Pentes (permite jogar uma carta Civilizada), Sagas (guarnecer cartas nela), Dracáres (permite adquirir Regiçoes exiladas, ganhando 1 População, e ao atacar permite ganhar 2 Materiais), Expedição Viking (Roubar 2 Materiais dos outros jogadores ou distribuir Desordem para quem não puder pagar). Assim, são diversas possibilidades de estratégias, como o caminho da Glória e Fama, sufocar as outras civilizações por meio de ataques, desenvolver de forma precisa, etc.
- 1ª Partida: dificuldade Chefe: Citas
Fim da partida desencadeado pela carta Rei dos Reis pelos Citas. Até virar império, os Citas adquiriram/promoveram cartas Incivilizadas/Civilizadas/Tributários, além de baixar 8 Regiões. Como a carta de Glória é a carta de ascensão dos Citas para Império, os Vikings se preocuparam em ciclar o baralho rapidamente para baixar Regiões. Por sorte, a primeira mão veio com a Escandinávia e Erik, o Ruivo, permitindo acessar a Groenlândia (Região chave para baixar a Vinilândia, que pontua 6 PV se estiver em jogo) já na primeira rodada. Por meio da habilidade dos Vikings, foi possível manipular o baralho de nação, de forma a aumentar as chances de pegar as principais cartas dos Vikings e iniciar o ganho de Materiais e controle das Desordens. Ainda, com as cartas de ataque Expedição Viking e Althing, foi possível roubar Materiais dos Citas, controlando a aquisição de cartas Civilizadas pelos mesmos. Contudo, o mercado não estava favorável, com muitas cartas de pontuação ruins ou que não ajudariam os Vikings, fazendo com que por longos turnos os Vikings só se concentravam em atacar, baixar Regiões e fazer Glória (foram 6 vezes!). Quando os Citas viraram Império, já era tarde e só conseguiram encerrar a partida. Nessa, ainda deu tempo adquirir mais de 10 pontos com a promoção de cartas Incivilizadas na última rodada. Vikings 96 x 55 Citas. Como recompensa escolhi ficar com a carta Qin (aumenta em 1 o limite da mão) para ajudar a ciclar o baralho.
- 2ª partida: dificuldade Caudilho: Persas
Final da partida desencadeada pela carta Rei dos Reis pelos Vikings. Os Persas só conseguiram virar império na antepenúltima rodada. Então, basicamente, os Persas somente frustraram os Vikings na aquisição de Tributários. Quando aparecia algum no mercado, os Persas já adquiriam/promoviam. A praticamente ausência de cartas para os Vikings adquirirem Tributários ajudou a perder importantes Tributários para os Persas, como os Armênios (adquire carta Incivilizada) e os Egípcios (descarte a primeira carta do baralho de nação). Então, a estratégia foi controlar o mercado, atraindo os Persas para cartas de menor valor de pontuação, enquanto os Vikings formavam a sua base para Glória (baixar Regiões, fazer Glória, enquanto atacava para ganhar Materiais, que serviam de base para Avançar (adquirir cartas Civilizadas/Incivilizadas)). Com a chegada dos Dracares (ao atacar ganha 2 Materiais), o estoque de Materiais ficou suficiente para iniciar o descarte constante do restante das mãos (ciclagem), enquanto ia adquirindo/promovendo cartas Civilizadas/Incivilizadas, controlando as Desordens e manipulando o baralho de nação. Dessa vez, o foco foi adquirir praticamente somente aquelas de pontuação variável, para pontuar ao máximo com a carta dos Vikings. Esse ciclo só foi possível por meio da aquisição rápida da carta de Fama Admirável (aumenta em 1 o limite da mão). Vikings 111 x 63 Persas. Como recompensa escolhi a carta Diplomacia (pague 3 Materiais para promover Tributário).
- 3ª partida: dificuldade Imperador: Gregos
Final da partida desencadeada pela compra da carta Viking Harald Hardrada. Os Gregos começaram agressivos - incluíram 3 cartas na história (ou seja, diminuíram o baralho e começaram a ciclar extremamente rápido) e começaram a roubar Materiais dos Vikings. Em seguida, começaram a adquirir/promover cartas Incivilizadas/Civilizadas. Em 2 rodadas, os Vikings já não tinham Materiais e nem conseguiam roubar efetivamente os Gregos. Em poucos turnos, os Gregos já se tornaram império e começaram a comprar todo tipo de carta do Mercado. A estratégia dos Vikins teve que mudar rapidamente, deixando de contar com os ataques e a manipulação do baralho de nação, para deixar as Regiões entrarem em jogo para fazer Glória. Como os Gregos estavam focados na compra de cartas do mercado, a estratégia foi controlar o mercado, exilando ou adquirindo cartas de alta pontuação e deixando cartas de baixa pontuação para os Gregos. Chegou ao ponto, por muitas vezes, dos Vikings gastarem Fichas de Progresso para comprar cartas do mercado. Mas valeu a pena, pois isso permitiu que usasse a Diplomacia (pague 3 Materiais para promover Tributário) para ganhar diversos Tributários, dentre elas os Axumitas (1 PV para cada Tributário) e os Egípcios (se Bárbaro, descarte a primeira carta do baralho de nação). Assim, foi possível enxergar o final do jogo pela compra da última carta dos Vikings, Harald Hardrada (que permite a compra da primeira carta da pilha de Glória e dá 2 PV a cada carta de pontuação variável). Enquanto os Gregos incharam seu baralho com a compra de muitas cartas de baixa pontuação, os Vikings focaram em ciclar o baralho o mais rápido possível, para baixar as suas Regiões, fazer Glória e finalizar com o baralho de nação. Vikings 126 x 91 Gregos. Como recompensa escolhi a carta Egípcios (1 PV a cada Civilizada).
- 4ª partida: dificuldade Soberano: Catarginenses
Final da partida desencadeada pela carta Rei dos Reis pelos Vikings. O início foi uma disputa pelos Tributários. A Diplomacia (pague 3 Materiais para promover Tributário) foi excelente para os Vikings conseguirem obter alguns Tributários e eliminá-los por completo da pilha principal do mercado. Isso ajudou a diminuir a ciclagem do baralho dos Catarginenses. Mesmo assim, eles conseguiram adquirir algumas cartas Incivilizadas/Civilizadas e baixar Regiões. Já que estratégia dos Catarginenses seria partir para Glória, os Vikings seguiram o mesmo caminho. Controlaram o mercado, direcionando os Catarginenses para cartas de baixa pontuação, enquanto promoviam cartas de interesse dos Catarginenses. Contudo, o jogo mudou quando os Catarginenses se tornaram império. Eles começaram a atacar os Vikings, forçando o abandono de Regiões, distribuindo Desordem e fazendo Glória. Os Vikings tiveram que controlar as Desordens com o auxílio dos Jônios (devolve até 2 Desordens da mão ou do descarte) e do Templo (devolve uma Desordem do descarte). Foi um jogo bem divido - os Vikings fizeram 4 Glória e tiveram 5 Tributários, enquanto que os Catarginenses fizeram 4 Glorias e tiveram 4 Tributários. Ambos ficaram por 1 carta para encerrar a partida por desenvolvimento. Foi uma vitória marcada pelo controle do mercado. Vikings 108 x 91 Catarginenses. Como recompensa escolhi a carta Jônios (devolve até 2 Desodesns da mão ou do descarte).
- 5ª partida: dificuldade Suserano: Celtas
Final da partida pela compra da última carta de dinastia dos Celtas. Os Celtas atacam, roubam e pilham Materiais e Fichas de progresso e distribuem Desordem! Foi assustador! Então, os Vikings tiveram que controlar seus instintos e não atacar, para evitar possuir estoque de Materiais e Fichas de progresso. Logo, os turnos iniciais foram basicamente de formação de mesa, baixando Regiões e as cartas que vinham do baralho de nação. Além, claro de controlar o mercado, já que os Celtas adquirem cartas Incivilizadas com muita facilidade. Quando os Celtas viraram Império, as cartas Incivilizadas adquiridas basicamente só ciclavam o baralho, deixando claro que a partida seria encerrada pelos Celtas. Aí foi uma corrida de pontuação. Os Vikings aproveitaram as Regiões preparadas pra fazer Glória, enquanto promovia cartas Civilizadas de pontuação variada pra maximizar a pontuação final. Um destaque para a carta Templo (devolve 1 Desordem do descarte), que foi fundamental, junto com as demais cartas dos Vikings, para controlar as Desordens. Vikings 121 x 110 Celtas.
Média de 1h40 para cada partida (incluindo setup e pontuação). Partida mais rápida: 1h20 minutos. Partida mais longa: 2h00.
Abraço!