Fala, galera!
Tenho mais de 30 partidas registradas de Imperium: Clássicos e ainda não vi nenhuma experiência narrada aqui. Então, a todos que adoram o jogo (ou para aqueles que estão pensando se vale a pena ou não), aí vai o meu relato de campanha solo com os Romanos. O intuito aqui não é falar sobre as regras ou discutir estratégias, mas apenas de descrever a experiência da campanha contra as civilizações em diferentes graus de dificuldade:
Romanos: é a civilização de entrada do jogo, mais simples de se jogar (o que não quer dizer que é ruim, pelo contrário). A sua carta de poder apresenta uma importante mecânica dos Romanos (quando olhar qualquer quantidade de carta da pilha de Fama, olhe 1 carta a mais e então ganhe 1 ficha de progresso). Ainda, o baralho inicial dos Romanos é um dos mais completos da caixa, apresentando cartas de Prosperidade (comprar carta e ganhar recursos), Avançar (adquirir/promover cartas de cultura/tecnologia Civilizadas/Incivilizadas), Conquistar (adquirir/promover cartas de Regiões/Tributários) e Glória (adquirir cartas de Fama). Como se não bastasse, o baralho inicial apresenta a carta de Expansão Romana, de uso único, que permite adquirir 2 regiões em uma única ação. Assim, uma boa estratégia para os Romanos é o caminho da vitória por meio de Glória e Fama. O baralho de nação é pequeno, indicando que os Romanos não demoram muito para se tornarem um Império. Neste baralho, além de 2 regiões adicionais, há 1 carta de Prosperidade e a excelente carta Pão e Circo (descarte uma carta, para devolver uma Desordem da mão e outra do descarte), que permite a gestão das Desordens, possibilitando a aquisição de cartas do mercado por menor custo e sem muito medo pegar junto algumas Desordens.
- 1ª Partida: dificuldade Chefe: Gregos
Fim da partida desencadeado por desenvolvimento Romano. Estabeleci uma boa quantidade de Regiões, para pontuar com Barcos (1 PV a cada trigo/água) e Agricultura (2 PV a cada trigo), e foquei em adquirir recursos para pontuar com a carta de nação (1 PV para cada 4 Populações) e com Agiotas (1 PV para cada 10 Materiais), além de adquirir cidades e metrópoles para pontuar com Desenvolvimento urbano (2 PV a cada cidade/metrópole). Por causa disso, fiz pouca Glória, focando em ciclar o baralho para desenvolver mais rapidamente, o que, por pouco, deu um bom resultado. Gregos107 x 104 Romanos.
- 2ª partida: dificuldade Chefe: Macedônios
Fim da partida desencadeado por colapso. Dessa vez, foquei em baixar Regiões para fazer Glória. No início da partida adquiri muitas cartas Incivilizadas com Desordem, contando que a carta Pão e Circo viria rápido, pois eu estava ciclando muito rapidamente o meu baralho inicial - contudo, ela era a última carta do baralho de dinastia, e a partida foi encerrada antes mesmo dela entrar em jogo. Derrota (talvez a mais rápida que já sofri!).
- 3ª partida: dificuldade Chefe: Citas
Fim da partida desencadeado por desenvolvimento Romano. Com as experiências passadas (eu estava enferrujado do jogo e já traumatizado com 2 derrotas seguidas), agora fiz uma gestão mais adequada. Ciclei o baralho inicial rapidamente (para pegar logo a carta Pão e Circo do baralho de nação), adquirindo poucas, mas preciosas cartas Incivilizadas e de Tributários, baixando e adquirindo diversas Regiões e sincronizando o uso de Prosperidade (para estocar recursos para o desenvolvimento) antes de fazer Glória algumas vezes. Diversas cartas pontuaram 8-10 PV (Agricultura, Shaduf (2 PV a cada água), Imperador Trajano (1 PV a cada 3 Populações), Minoicos (1 PV a cada 4 fichas de progresso), Romanos, Egípcios (1 PV a cada Civilizada), Agiotas (1 PV a cada 10 Populações), Mercenários (1 PV a cada 4 Populações), Axumitas (1 PV a cada Tributário), Oráculo (2 PV a cada Fama)). Romanos 169 x 70 Citas. Como prêmio peguei a carta Qin (aumenta em 1 o limite da mão).
- 4ª partida: dificuldade Caudilho: Vikings
Fim da partida desencadeado por desenvolvimento Romano. Mantive a mesma tática de colecionar Regiões, ganhar recursos por meio de Prosperidade, para então fazer Glória. Os Vikings roubaram muito, mas muito, material e adquiriram/promoveram muitas cartas Incivilizadas, o que dificultou a minha aquisição dessas e, consequentemente, na minha pontuação. Isso não foi de todo ruim, pois o baralho ficou com poucas cartas, o que ajudou a ciclar e a desenvolver para Império mais rapidamente. A carta de desenvolvimento Engenharia Militar (promove uma carta Civilizada) compensou na pontuação ao final. Romanos 126 x 98 Vikings. Como prêmio peguei a carta Porto (ganha 1 Material a cada água na área de jogo).
- 5ª partida: dificuldade Imperador: Persas
Fim da partida desencadeado por esgotamento da pilha central do mercado. Os Persas ganharam muitos recursos no início da partida, possibilitando a aquisição/promoção de muitas cartas do mercado. Em seguida eles conseguiram adquirir e baixar muitas regiões e incluir cartas na história, ciclando o baralho com muita velocidade, dando a impressão que teriam uma vitória fácil. Não consegui adquirir muitas regiões, então foquei em manter as regiões adquiridas na mesa para ganhar Materiais e fichas de progresso por meio do combo Porto e Shaduf (ao ganhar Materiais de uma água, ganhe 1 ficha de progresso), e ganhar recursos por meio de Prosperidade. Como os Persas fizeram muita Glória (5 vezes!), ao final partida só consegui fazer Glória 2 vezes para ganhar alguns pontos, focando então em adquirir cartas do mercado com fichas de progresso e no desenvolvimento das cartas de império para ganhar alguns pontos extras. A carta Misticismo (ganhe 1 ação) ajudou a realizar mais ações a partir do meio da partida e junto com Pão e Circo (descarte uma carta, para devolver uma Desordem da mão e outra do descarte) foi possível gerir as Desordens. Romanos 106 x 90 Persas. Como prêmio peguei a carta Shaduf para garantir o combo nas próximas partidas.
- 6ª partida: dificuldade Soberano: Catarginenses
Fim da partida desencadeado por esgotamento da pilha central do mercado. No início, os Catarginenses ganharam uma boa pontuação por meio da troca de Materiais por fichas de progresso. Eles adquiriram/promoveram praticamente todos os Tributários, ficando com algumas poucas cartas Civilizadas/Incivilizadas. Usei Expansão Romana (adquirir 2 regiões) num momento certo pra adquirir Regiões com símbolos de água (olha o combo Porto/Shaduf de novo aí), e Triunvirato pra promover Misticismo (ganhe 1 ação), mas guarneci essa numa região para usar mais tarde, para controlar o baralho de Desordem, que ficou com 1 ou 2 cartas até próximo da metade da partida (apesar de Misticismo dar 1 ação extra, ela te obriga a descartar cartas ou pegar Desordem no início do turno, o que invariavelmente desencadearia o colapso). A carta Pão e Circo foi a última a sair do baralho de nação, foi quando iniciei o uso de Misticismo para me dar 4 ações por rodada. Foquei em baixar todas as regiões possíveis até fazer um estoque seguro de População e Materiais com Prosperidade, para então iniciar com Glória. Diversas cartas permanentes auxiliaram na gestão das desordens (Pão e Circo, Templo), ganho de fichas de progresso (Portu/Shaduf, Templo, Farmacêutica), ganho de mais ações por turno (Misticismo, Agiotas) e na ciclagem do baralho (Cidade de Roma, Prosperidade). Chegou ao ponto de eu ter mais ações disponíveis do que cartas para jogar. Romanos 134 x 106 Catarginenses. Como prêmio peguei a carta Agiotas (pague 3 Materiais para ganhar 1 ação).
- 7ª partida: dificuldade Suserano: Celtas
Fim da partida desencadeado por colapso. Os Celtas sendo Celtas... eles adquiriram muitas, mas muitas (e bota muitas!), cartas Incivilizadas, esgotando muito rapidamente a pilha de Incivilizadas do mercado e pegando todas que apareciam da pilha principal. Com a falta de Incivilizadas no mercado e a ativação seguida das cartas de Incivilizadas dos Celtas, recebi muitas cartas de Desordem. Chegou ao ponto de eu ter Revolucionado (ação de não realizar nenhuma ação para devolver todas as Desordens da mão) 4 vezes na partida para devolver de 3 até 5 Desordens o que, mesmo assim, não foi possível escapar do colapso. Ademais, as cartas de ataque dos Celtas roubaram frequentemente Materiais e fichas de progresso, impedindo diversas ações de Avançar dos Romanos por falta de Material.
-8ª e última partida: dificuldade Suserano: Macedônios
Fim da partida desencadeado por esgotamento do baralho de dinastia dos Macedônios. Os Macedônios baixaram regiões rapidamente e promoveram/adquiriram algumas cartas de Tributários/Civilizadas/Incivilizadas (traduzindo: ganharam PVs). Rapidamente os Macedônios se tornaram Império, o que permitiu a inclusão de diversas cartas na história, e a ciclagem do baralho muito rápido, engatilhando o fim da partida. Além disso, o grande número de regiões baixadas e a ciclagem rápida do baralho permitiu a realização de Glória 4 vezes (traduzindo: mais PVs). Mesmo acelerando para fazer Glória e adquirindo cartas que dessem mais pontos, os Romanos não superaram a velocidade dos Macedônios. Macedônios 114 x 73 Romanos.
Média de 1h40 para cada partida (incluindo setup e pontuação). Partida mais rápida: 20 minutos. Partida mais longa: 2h00.
É, não foi dessa vez. Mas o jogo é muito bom, dando aquela sensação de construção da civilização, da busca por combinações entre as cartas disponíveis.
Abraço!