Podem trocar o elmo por um chapéu pirata, carregar os canhões de pólvora e içar as velas, pois vamos de joguinho rápido e divertidíssimo, todo baseado em cartas e com aquele velho gerenciamento de mão! A ideia é no seu turno simplesmente jogar ou comprar uma carta e fazer muita bagunça na mesa!!! Você pontua jogando navios mercantes que valem de 2 a 8 pontos, que também é a quantidade de gente que cabe numa partida de LOOT. Os navios de 5,6, e principalmente 7 e 8 pontos são logicamente os mais ambicionados, mas há espaço pra ir pegando/saqueando os 2,3 e 4 aproveitando para usar a presença dos mais valiosos no melhor estilo cortina de fumaça, enquanto boa parte dos jogadores se engalfinha em prol desses maiores, isso vai da percepção, oportunismo e leitura de mesa mesmo haha! O jogo promove justamente essas possibilidades.
E como ganhar os tais navios? Este kina que vos fala já viu diversas vezes a atuação desses terríveis corsários! Para brigar pelos mercantes, existem 4 cores diferentes de navios piratas, e basta jogar algum deles com poder 1,2,3 ou 4 para anunciar que está tentando tomar aquele navio que está na mesa. Todos os demais jogadores vão poder decidir entre brigar pelo dito cujo, comprar mais uma carta para mão, ou simplesmente jogar outro navio mercante. Na tal briga vence quem tem mais “poder pirata”, podendo reforçar com mais navios da mesma cor. Os empates ficam suspensos até algum lado prevalecer. Também tem um capitão de cada cor que de forma especial, vence automaticamente a menos que outro capitão gere um empate, e o almirante tem a mesma premissa, mas defende o próprio navio mercante. A questão é que esses navios a serem disputados saem da mão dos próprios jogadores, então tem que ponderar rapidamente o que está valendo a pena arriscar pôr na mesa ou manter em sua mão. Não dá pra ficar apenas segurando os navios mercantes, pois no final eles podem te dar pontuação negativa se não forem pra mesa.
Se você descer em campo um navio ao chegar à sua vez novamente ou ele será seu porque não houve disputa, ou alguém terá jogado piratas e você tentará responder a isso. Vale destacar que ao entrar uma cor de pirata na briga, quem for disputar também, terá de jogar outra cor:
No que o LOOT “bate forte”?
O jogo foi concebido para ser um “mesão” por excelência e cumpre bem esse papel. Vale dizer que o jogo é de 1992 e envelheceu muito bem, obrigado. Em números maiores de jogadores, tipo 5+, é excelente a sensação de muita bagunça, mas mantendo espaço pras coisas ainda fazerem sentido pra você e para sua pontuação, a experiência consegue proporcionar os 2 feelings. Tem que ser muito bem arquitetado pra fazer isso num filler/fastplay.
Se ainda enxerga só o fator caos nas partidas, volte 3 casas.
No que o LOOT “bate de Kina”?
Ele joga razoável de 2, cumpre seu papel com 3, mas mostra a que veio com 4 ou mais jogadores. Não é um problema a ser sentido como num Coup que eu particularmente acho até “sacanagem” estampar de 2 a 6 jogadores na caixa(deveria ser de 4 a 6) . Mas o real problema se dá numa possibilidade de uma digamos que "guerra fria". Com mais coisa acontecendo na mesa você nem deve notar, ou seja, quanto mais jogadores menos presença dela, mas como os jogadores não têm limite de mão, então por vezes pode rolar um sequência de “compro a carta e passo”... onde acaba ficando claro que ninguém quer arriscar um navio mercante em mesa, ao passo que aproveita para acumular possibilidades de piratas na mão para tentar arregaçar com quem decidir “quebrar o silêncio” pondo algo na mesa.
O jogo tenta minimizar isso devido ao baralho também ser o clock de final de jogo, daí não tem como fazer isso “ad infinitum”, fora que na reta final ninguém quer os navios mercantes “morrendo” na mão e concedendo pontos negativos... mas com 2 ou 3 jogadores essa tal guerra fria pode acontecer com certa frequência, incomodar e quebrar justamente o que foi dito nos pontos altos de caos divertido que o loot proporciona.
E quanto custa pra explorar esse reino?
Seu custo de 42-50 reais não vai exaurir os tesouros acumulados de ninguém. Pro que o jogo proporciona, e pro tanto de gente que joga numa partida (até 8) tá ótimo!
EXTRAS/ALGO+
Tem quem recomende como HOUSE RULE um limite de mão de 10 cartas, e ao invés de adquirir uma 11º carta a pessoa seria obrigada a jogar, acho que cai bem para poucos jogadores (2 ou 3) é exatamente a forma que por exemplo o Ethnos usa pra regular e evitar essa ideia de buscar ter mais opções de forma excessiva, deixando o jogo com muito acontecendo na mão e pouco na mesa.
Vale citar também as diferentes artes das edições do jogo, afinal o jogo já foi relançado váááárias vezes, sendo no Brasil em 2016. Tem da mais legal como na edição de luxo com latinha etc, até a caricatura mais sofrível... quer dizer, inusitada (vai que você curte o estilo né? É bem relativo hehe). A versão da arte brasileira aqui foi mostrada nas duas imagens anteriores, e nessa abaixo podemos ver outras 2 delas:
Então por enquanto é isso, Uma pequena análise para um pequeno jogo, mas que fornece grande diversão se você se permitir conhecer e se for a abordagem que você gosta. Então até o próximo reino a explorar, batendo forte, e também batendo de “kina”! 
INSCREVAM-SE ACOMPANHEM!!!