Oi gente. Aqui é a Vivi! E hoje eu vim falar de Saltfjord.
Ele virou um dos nossos queridinhos da coleção.
E não foi aquele hype imediato. Foi crescendo a cada partida. Sabe aquele jogo que vc termina e já fica pensando “na próxima eu faço diferente”? Então... é sobre isso rs
O jogo gira em torno de construção e otimização do seu tabuleiro pessoal, com aquela sensação gostosa de “quebrar a cabeça” pra fazer tudo encaixar melhor a cada rodada. Tem gestão de recursos, planejamento e aquele timing importante de quando ativar suas ações pra extrair o máximo possível.
Pra quem já jogou Santa Maria, a semelhança vem muito dessa lógica de desenvolver seu próprio espaço e criar combos a partir disso. A ideia de organizar seu tabuleiro pra ativar ações de forma eficiente lembra bastante, aquela satisfação de ver tudo funcionando em cadeia tá bem presente nesse aqui !
Mas ele não é só um “mais do mesmo" de maneira alguma.
Saltfjord tem seu brilho próprio.
Esse é o tipo de jogo que a gente quer fazer de tudo um pouco mas não dá tempo, então as escolhas precisam ser bem pensadas.
O esquema dos dados (linha vs coluna) é muito esperto. E o fato de poder ajustar o valor pagando peixe dá um controle gostoso sem deixar o jogo trivial. Mas ainda precisamos planejar bem, porque a ordem das ativações importa demais. Outra coisa que eu curto é montar o tabuleiro. É um puzzlezinho delicioso. Quando vc consegue encaixar uma sequência boa de ativações, dá aquela satisfação de “ok, agora foi”.
Mas… tem um ponto que sempre fica na minha cabeça, 3 rodadas é muito pouco...
Toda vez eu sinto que o jogo acaba quando meu motor tá começando a rodar redondo. Não chega a estragar, longe disso, mas sempre fico com aquela sensação de “queria só mais um pouquinho”.
Eu o considero um baita jogo e acho que como ele saiu praticamente junto com o Endeavor: Mar Profundo, ele acabou ficando na sombra...(os dois são da mesma editora).
Endeavor acabou chamando mais atenção.
E faz sentido, tb é um jogo bom e é mais expansivo, mais chamativo na mesa tem aquela sensação de crescimento mais épica, já o Saltfjord é mais na dele. Mais cerebral. Mais focado no seu próprio tabuleiro.
E acho que por isso ele acaba sendo menos “barulhento”, mas não menos bom, pelo contrário.
Resumindo bem minha sensação, Endeavor impressiona mais de primeira, e Saltfjord fica mais na cabeça depois, lembrando que são jogos bem diferentes, a questão aqui é o tal do hype.
Hoje, mesmo com a questão das 3 rodadas, é fácil um jogo que eu coloco na mesa sem pensar duas vezes.
E isso, pra mim, já coloca ele num lugar bem especial na coleção.
Saltfjord merece ser mais visto e falado.
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