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Keizár
O designer Ákos Zubor e a editora Zuboard Games insistem muito que Keizár não é xadrez. No entanto, você seria perdoado por pensar que poderia ser uma variante do Xadrez, porque é um jogo para dois jogadores jogado em um tabuleiro quadriculado de 8x8 e utiliza movimentos padrão do Xadrez. As peças são capturadas da mesma maneira que no Xadrez, mas não há xeque-mate em Keizár. Em vez disso, este é um jogo de controle de área onde uma das casas perto do centro do tabuleiro é designada como a casa Keizár, e você ganha ocupando a casa e mantendo-a por três turnos do seu oponente.
Você começa cada jogo criando o tabuleiro. Isso significa colocar peças (pisos) pretas e brancas alternadas para formar o tabuleiro quadriculado modular. A casa Keizár é posicionada perto do centro do tabuleiro e, espalhadas de forma uniforme, mas posicionadas aleatoriamente, estarão casas que mostram símbolos de Rei, Rainha, Bispo, Cavalo e Torre.
Além da condição de vitória do Keizár, o diferencial deste jogo é que todas as 16 peças de cada lado são peões, mas assumem a identidade e a habilidade de movimento de outra peça de Xadrez se iniciarem o movimento em uma casa que mostre aquela peça: portanto, se você tiver um peão em uma casa mostrando um Bispo, seu peão em seu próximo turno se moverá e capturará como se fosse um Bispo. Se ele terminar seu turno em uma casa mostrando outra peça de Xadrez, em seu próximo turno ele se moverá como aquela peça; se estiver em uma casa em branco, ele volta a ser um peão.

Isso torna o jogo altamente dinâmico e, com sua configuração aleatória, é um jogo que se desenrolará de maneira diferente a cada vez. O segredo é identificar a melhor estratégia que o tabuleiro oferece para capturar e manter aquela casa Keizár tão importante. Em nossas partidas no Board's Eye View, descobrimos que ocupar a casa Keizár era sempre fácil, mas era difícil mantê-la por três turnos. A maioria dos jogos durou cerca de 20 a 30 minutos e seguiu um arco, com os jogadores inicialmente focados em capturar as peças uns dos outros e tentando manter casas de peças de Xadrez dominantes até que as peças reduzidas tornassem mais viável defender a casa Keizár com sucesso.

O jogo vem com marcadores para ajudar os jogadores a acompanhar o número de turnos em que a casa Keizár foi mantida, mas as regras do jogo são simples e diretas. Supondo que você saiba como cada peça se move no Xadrez, a jogabilidade em Keizár parecerá intuitivamente fácil. Você só precisa ter em mente que poucas das regras de "exceção" do Xadrez são aplicáveis neste jogo. Não há roque nem regra de en passant, e os peões que avançam até a fileira mais distante apenas ficam lá: não há promoção a rainha ou qualquer outra promoção. O jogo preserva a regra do Xadrez que permite que os peões avancem duas casas em seu primeiro movimento — estendendo-a a todos os peões em ambas as suas fileiras, mas excluindo os peões pretos na mesma coluna da casa Keizár e aqueles na coluna adjacente. Isso pode parecer complicado, mas serve para equilibrar o fato de que as Pretas começam mais perto da casa Keizár.
E embora um peão em uma casa de Rei possa assumir a habilidade de movimento de um Rei, ele não pode ser colocado em xeque — na verdade, ele pode simplesmente ser capturado como qualquer outra peça. O principal ajuste mental que você precisará fazer é desconsiderar a cor de fundo das casas com símbolos de peças de Xadrez: haverá, por exemplo, uma casa de Rainha branca e uma casa de Rainha preta, mas ambas são igualmente utilizáveis pelos peões de qualquer jogador.
Keizár é um jogo abstrato altamente estratégico, mas não é de forma alguma um jogo monótono. Nós nos divertimos muito jogando!
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Traduzido*** por
Marcelo Gama
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