HPGAMER::E awe pessoal, blz? Esse jogo me desperta muito interesse e vejo o pessoal falando muito bem dele, mas uma coisa me chamou atenção: so foi lançado o base no Brasil. Nao veio nenhuma expansao e tempos depois foi lançado um jogo similar mas com outra mitologia, lords of ragnarok. Será q o pessoal nao curtiu o tema de hellas? Ou foi a editora gringa q nao cedeu direitos p trazer a expansao p Brasil?
RaphaelGuri:: Se foi problema com direitos, não sei, porém geralmente não são todos os jogos que tem suas expansões lançadas no Brasil e não necessariamente tem a ver com fama ou qualidade.
Na época que lançou o Hellas, foi bem avaliado em geral, só veio caro para a época e, passado o hype, aí que o jogo fica esquecido e abandonado por editoras. Infelizmente, a maioria das editoras só veem jogos como produtos, nada mais.
Caros
HPGAMER e
RaphaelGuri
Rapaziada, eu acho que a questão dos poucos jogos gringos que recebem expansões é um retrato do mercado nacional de jogos, que foi construído com base no culto ao novo. Então eu acho que é bem por aí, conforme o Raphael falou.
O fato é que as grandes editoras nacionais de jogos não têm uma política de investir no produto e de fidelizar o cliente que gostou daquele produto. Isso faz com que se lance o jogo base e só, pronto acabou, vamos partir para o próximo jogo, que provavelmente também só terá o jogo base lançado. Desse modo, para um jogo ter expansões lançadas por aqui só existem duas hipóteses. A primeira, e provavelmente muito menos comum, é se isso estiver estipulado no contrato de licenciamento com a editora gringa. A segunda hipótese é se o jogo for um verdadeiro fenômeno de vendas, então não basta vender muito bem, o jogo precisa ser realmente algo totalmente fora da curva, em termos de desempenho comercial.
Eu nem vou comentar dos party games, como Dobble e Dixit, porque é outro nível, e outra escala de produçao. Mas só para se ter uma ideia do nível de sucesso para o jogo ter expansões ou outras versões lançadas, é preciso que ele esteja no nível do Ticket to Ride, que teve um verdadeiro oceano de material lançado, do Carcassonne, que vende horrores até hoje, do Pandemic que praticamente apresentou os jogos cooperativos ao público brasileiro e foi uma das maiores portas de entrada para o hobby, do Zombicide que dispensa comentários, principalmente do Black Plague em diante, do Terraforming Mars que tem uma verdadeira legião de fãs, que compram tudo, e do Mansions of Madness, que foi um sucesso e por isso teve muito material lançado. Se o jogo não for um sucesso nesse nível, pode esquecer, porque o jogo pode ser bom, pode ter vendido bem, a expansão pode melhorar absurdamente a experiência, que nada disso adianta.
E olha que nem é uma questão do jogo ser caro ou não, porque durante anos o Race of the Galaxy foi um dos melhores custo/benefício do mercado de jogos, por ser barato e entregar muito, mas mesmo assim não teve nenhuma expansão lançada, e o jogo tem expansão que não acaba mais. O Stone Age é outro que, mesmo tendo apenas uma expansão (sem nem precisar traduzir nada, só o manual), mesmo tendo feito muito sucesso, e mesmo tendo vendido bastante, não teve essa única expansão lançada aqui, e nem a edição de aniversário.
Quando você junta um desempenho médio em vendas, com um preço alto, aí fica realmente muito difícil da expansão sair. No caso do Lord of Hellas, para piorar, foi lançado a nova versão Lords of Ragnarok, que sempre dá aquela ideia de que o primeiro jogo tinha defeitos que precisavam ser consertados. Tudo isso praticamente selou o destino do Lords of Hellas, em relação ao lançamento da expansão, apesar desse ser um jogaço, com miniaturas belíssimas (minha opinião).
Um forte abraço e boas jogatinas!
Iuri Buscácio