phrl::Olá,
Sou novato no mundo de board games e estou muito interessado no processo de criação de jogos.
Mais especificamente na parte dos manuais e erros no fluxo-regras (situações de exceção) que venho estudando. Mais especificamente tenho me dedicado ao jogo Dune Imperium Uprising.
Com ajuda de pesquisas em forums conhecidos e alguma ajuda de IA encontrei duas coisas inúsitadas.
- A IA gerou explicações das regras do jogo muito melhores do que o manual - como uma rodada simulada de todas as etapas completas e as ações de cada turno num round.
- a IA explicou várias regras do modo SOLO que não estavam claras no manual, como o comportamento e regras bem claras do funcionamento dos automatas
- Em um fórum encotrei um post de um erro neste jogo que citei, aonde uma combinação específica de automatas (voce contra 2 automatas especifícos) aonde há uma falha na mecanica do Dune Imperium Upring, modo solo, permite que automaticamente a partida já senha ganha por você, ou seja, nessa excecção é impossível os automatas vencerem.
Reuni uma pequena bibliografia de livros modernos sobre o design e construção dos board games modernos e fiquei bastante chocado com o processo defasado na confeção (todos os aspectos, especialmente a mecânica do jogo). Não há uso de ferramentas modernas tecnógicas de computação no processo, por exceção apenas do processo de criação de arte e mais especificamente, abaixo:
O processo de simulação e estatíticas de partidas simuladas em programação com scripts como o PERL.
Com sua experiência na criação de board games gostaria de sugerir uma parceria.
Sou formado e TI e tennho 38 anos de experiência na área. Trabalhei numa BigTech por 10 anos em várias posições de destaque.
Acho que meus conhecimentos técnológicos podem permitir que você, ou nós, ou um grupo possamos reunir, crie um jogo de incrivél sucesso em todos os aspectos - principalmente nos quesitos de diversão, regras e documentação fácil delas, ou seja, curva de aprendizado muito fácil - mesmo num jogo complexo e muito boa rejogabilidade.
Caro
phrl
Rapaz, eu tenho essa mesma percepção sua, em relação ao uso de IA na produção de jogos. Atualmente o que mais preocupa as pessoas, que veem (esse texto usa as regras do já velho acordo ortográfico) a IA como uma ameaça, é principalmente a questão das ilustrações. Eu particularmente acho que a IA não deve ser vista como um inimigo, até porque isso é personalizar aquilo que não deve ser personalizado, e porque ela sem sombra de dúvida é o futuro, seja para o bem, seja para o mal. Diante dessa certeza cada vez mas certeza de que a IA é inescapavelmente o futuro, o melhor a ser fazer, na minha humilde opinião, é normalizar de vez a IA, mas apenas como a ferramenta, que ela é, o que eu não me canso de dizer, assim como muita gente boa por aqui.
Um artista profissional não pega o lápis e papel e desenha direto. Antes disso ele faz vários esboços, e é aí que entra a IA, que pode gerar uma infinidade de esboços, que o artista utilizará para direcionar a arte final. Isso sim é usar a IA como ferramenta. É claro que essa normalização da IA, como ferramenta pode fazer com ela efetivamente se torne na ladra de empregos, que muita gente teme, e com razão, afinal a IA consegue fazer coisa que um ser humano não consegue, muito mais rápido e muito mais barato. Porém, é preciso lembrar que o computador substituiu salas inteiras e seções inteiras de arquivos físicos, e de pessoal administrativo, sem que o mundo tivesse acabado. Não é a mesma coisa, mas dá para dar uma ideia do raciocínio. Além disso, se esse for realmente o futuro, com a IA roubando empregos, não tem muito que nós possamos fazer. Por outro lado, pelo menos no atual estágio da tecnologia ainda existem muitas coisas que a IA ainda não consegue fazer. Desse modo, essa normalização da IA enquanto ferramenta talvez seja uma solução, para que a revolução profissional da IA não seja tão ruim. Nesse possível cenário, a IA não vai tomar o lugar do artista, mas sim servir a ele, para que a sua arte fique ainda melhor.
Nos caso da produção de jogos, especificamente quanto ao processo de testes, eu acho que a IA pode ser fundamental. Primeiro porque a IA, em termos de força bruta, pode realizar, literalmente milhões de testes, em uma fração infinitesimal do tempo que um grupo de humanos levaria para fazer algumas centenas de testes. Diante disso, se poderia filtrar apenas algumas das configurações possíveis, especialmente quanto ao balanceamento, e só aí, realizar teste com humanos, afinal de contas, o público consumidor de jogos e quem vai pagar por eles é feito de carne e osso, e não de bits. Mais uma vez essa é uma forma de usar a IA, como uma ferramenta a nosso favor, e não para substituir o playtester humano, e ainda por cima economizar muito tempo e dinheiro agilizando o processo de produções dos jogos.
Por fim, não sou da área de TI, reconheço a minha ignorância relativa nesse tema, mas eu acho que essa utilização da IA na fase de teste dos jogos seja muito interessante.
Um forte abraço e boas jogatinas!
Iuri Buscácio