MxM::Gente é serio que esta a venda por 250$ fora o frete?, o negocio tem um livro e uma dúzia de dados, pelo amor de deus.
Caro
MxM
O problema principal que eu vejo é que não dá para a editora lançar um material com tão pouca coisa, custando tão caro, e ao mesmo tempo esperar que as pessoas não vão deixar de comprar, para imprimir em casa e comprar os dados nas lojas do ramo. Depois, não adianta vir tentar fazer campanha de conscientização, dizer que está defendendo o trabalho dos empregados da empresa, dos autores e ilustradores.
Portanto, esse é o principal problema com a indústria nacional de jogos. Quando é para lançar um jogo caríssimo as empresas não estão nem aí, vale o esquema "achou caro, não compra", e não tem conversa. Mas quando o jogo vem com defeito ou encalha, a conversa muda e passa a ser, o público precisa ter paciência, ele precisa compreender, que erros de produção acontecem, mesmo os mais grosseiros, que não atrapalha a jogabilidade, e coisa e tal. A diferença é que fazer em casa um board games, com tabuleiro, marcadores, meeples, miniaturas e todo o resto do frufru ainda é mais complicado (jogos de cartas, aí é outra história).
Agora RPGs, que basicamente são um livro, alguns cartonados (se o freguês quiser) e meia dúzia de dados poliédricos (baratíssimos na internet), isso se faz em casa com um pé nas costas. E com o desenvolvimento tecnológico que vem barateando absurdamente alguns equipamentos (hoje em dia, impressora é quase tão comum quanto computador na casa das pessoas, e impressora boa), daqui a pouco até impressora 3D as pessoas vão conseguir comprar. Isso talvez permita no futuro, que seja tão simples imprimir miniaturas, quanto hoje é imprimir cartas. Só vai precisar que alguém compre o material e disponibilize na internet, o que já se consegue em relação a inúmeros jogos. No mesmo caminho, daqui a pouco talvez se consiga comprar impressoras que imprimam tabuleiros e tiles com boa qualidade. Aí se a pessoa consegue imprimir em casa, com qualidade, as cartas, o tabuleiro, o tiles, os marcadores e consegue comprar pecinhas de plástico baratíssimo na Internet, porque alguém compraria o Azul, o Ticket to Ride, o Carcassonne, o D&D 10ª edição, o Magic só para ficar em alguns exemplos ( os jogos mais caros de R$ 1.000,00, então, nem se fala).
Só para terminar e deixar bem claro, não se está aqui incentivando essa prática, de forma alguma. Mas também não dá para ignorar, o fato de que muita gente aderiu maciçamente ao "home made" (quando isso é possível), simplesmente por não terem como bancar o preço altíssimo dos jogos. Infelizmente, as editoras de jogos não aprenderam nada, com o que ocorreu com a indústria fonográfica, após o surgimento do MP3, nem com as TVs a cabo, após a chegada das plataformas de streaming.
Um forte abraço e boas jogatinas!
Iuri Buscácio