Excelente vídeo!
Assistindo o vídeo fico me perguntando: adicionar "camadas" estratégicas a esse tipo de jogo talvez seja um ponto mais negativo do que positivo para o quesito interação.
Pois se um jogo desse tipo tem muito mais formas de pontuar, muito mais variáveis para considerar, muito mais combos possíveis, então significa que os jogadores estarão totalmente focados no seu próprio jogo ao invés de jogar para marcar o outro. Ou seja, quanto mais "camadas" para jogos desse tipo (de construir em tabuleiros individuais) mais solitário o jogo será.
Existe um ponto ótimo entre desafio intelectual e interação que, na minha opinião, o Azul clássico atinge. Esse Duel parece "passar do ponto" e tende a valorizar o desafio intelectual mais que a interação. Como fez o Harmonies (é tanta forma de pontuar que se vc tirar o olho do teu jogo pra marcar o adversário vc perde).
Enquanto isso, no Azul clássico é possível fazer uma leitura de mesa instantânea e quase imediatamente saber que peça vc precisa pegar para fazer seus combos E impedir o outro jogador de fazer - ou encher ele de pontos negativos. Isso sem ser trivial, e não acho que a rejogabilidade seja baixa.
Enfim, não sou contra evoluir os jogos e acho que o Azul clássico poderia ter alguma variação na pontuação de fim de jogo para aumentar a rejogabilidade. Mas sem perder a objetividade para que a interação continue alta.