GabrielAlmeida::Rober::Acredito que vc fazer para seu uso pessoa, não terá problema. Mas, se trata de um plágio, sim. É considerado crime. Vamos supor que as outras editoras mudem somente a arte e publiquem o mesmo jogo!!! Poderia?
Não é plágio. O que está protegido pelas leis de propriedade intelectual são o nome e as artes do jogo, mas não as suas mecânicas. Se pode ou não é uma conversa muito mais complicada que envolve interesses e poder econômico para brigas judiciais. No fim acaba nunca valendo à pena do ponto de vista comercial. Mas entendo que o mano aí que quer fazer seu PNP pra jogar em casa pode fazer à vontade.
Tem um porrilhão de tópicos sobre isso nesse fórum. O iuribuscacio pode escrever uma dissertação de mestrado pra vc sobre isso.
Caro
GabrielAlmeida e
renatarca55
Et tu Gabrielus Almeidus?!?!



kkkkkkkkkkkkkk
Brincadeiras fora, realmente o Gabriel está com a razão, porque a lei de direitos autorais não cobre regras, mecânicas, esquemas e o funcionamento do jogo. Nesse sentido, o plágio só existe quando existe anteriormente um autor. A forma de se determinar com certeza jurídica quem é o autor de uma obra é o seu registro, mas isso só pode ser feito, se os direitos autorais se aplicarem àquela obra. Explicando melhor, uma ilustração possui direitos autorais atrelados. Por isso eu não posso pegar a imagem da capa do Ticket to Ride e colocar na caixa do meu jogo, mesmo que ele não tenha nada a ver com trens. Por outro lado, os direitos autorais não cobrem as regras e mecânicas. Portanto, segundo o texto da lei, eu posso tranquilamente criar e comercializar um jogo, em que eu tenho um mapa com várias cidades, ligadas por linhas férreas, que eu conquisto através da compra de cartas coloridas.
Só que a coisa não é tão simples, porque quem julga uma causa na justiça não é uma máquina e sim um ser humano. Assim, o juiz do processo pode entender que um jogo tão parecido com o Ticket to Ride, como eu descrevi anteriormente, realmente viola os direitos autorais da Galápagos, que tem a exclusividade nacional na exploração do jogo da Days of Wonder. O caso do processo envolvendo a Estrela e a Hasbro exemplifica muito bem isso. No início os direitos sobre o Detetive, que na verdade é uma versão nacional do Clue, ficaram com a Hasbro. Mas desde o início do processo a Estrela alterou sua versão do jogo, mudando o cenário e os personagens, mantendo apenas o nome Detetive, que é uma marca registrada desde 1976, décadas antes da Hasbro ter representação nacional. Baseado nesse registro anterior da marca, e na inaplicabilidade de direitos autorais sobre regras e mecânicas, a Estrela retomou os direitos sobre sua versão modificada, e pode continuar vendendo o Detetive tranquilamente. É por isso que atualmente existe à venda tanto a versão tradicional do Clue da Hasbro, quanto o Detetive da Estrela.
Dito isso, é preciso ter em mente que tanto se a pessoa quiser vender uma versão modificada de um jogo, mantendo na sua versão apenas aquilo que não tem direitos autorais, ou se a pessoa quiser apenas fazer uma versão caseira de um jogo existente (só com as mesmas regras e mecânicas), mesmo que sendo permitido pela lei, isso não exclui totalmente que se responda a um processo de plágio por isso. Evidentemente, a empresa dona do jogo vai se preocupar muito mais com outra empresa que tenha "copiado" seu jogo e esteja ganhando dinheiro com isso, do que com uma pessoa que fez uma versão e divulgou nas redes sociais. Basta pensar na quantidade de pequenas casas de festas das periferias das grandes capitais, ou nas inúmeras decoradoras individuais que sempre fizeram festas de aniversário modestas, com temas da Disney ou da Marvel, e que nunca foram processadas e provavelmente nunca serão. Mas nunca se sabe. Em se tratando de processos judiciais, tem quatro coisas que nunca se sabe: quando a pessoa será processada, quando o processo vai acabar, quem sairá vendedor e quanto o processo vai custar.
Por via das dúvidas, talvez seja melhor fazer a sua versão do jogo e apenas curtir jogando em casa, com amigos e familiares, para evitar maiores dores de cabeça.
Espero ter sido útil, e nem escrevi tanto assim, dessa vez (só dessa vez).


Um forte abraço e boas jogatinas!
Iuri Buscácio