giovanibarros::Bracht, amamos o Arcs juntos, mas já eu acho que a dependência de idioma é razoável, vai...
Tudo bem que as 4 cartas ficam abertas e com o tempo de jogo vc vai percebendo que elas são parecidas, mas mesmo assim pro jogador lembrar o efeito das cartas que ele tem ele precisa estar consultando o efeito delas (várias vezes eu esqueço o que tenho de cartas ou o que está no mercado e preciso ficar consultando novamente). Eu acho que isso em primeiras partidas é um desafio considerável pra quem não entende inglês, mas também não é nada de outro mundo. Como o jogo é tático, é bom contar com esse esquecimento dos outros jogadores com as cartas que vc tem, aliás (inclusive a única crítica do jogo que meu grupo tem é que ele tinha que ser mais na pegada do Pax Pamir, que tem uma iconografia dos efeitos além dos naipes).
Talvez eu esteja subestimando um pouco a dificuldade disso, mas é que genuinamente não achei difícil.
Me lembrou muito o Lost Ruins of Arnak: pelo mesmo motivo (as cartas abrem de maneira pública no mercado e podem ser explicadas nesse momento), eu achei o jogo particularmente tranquilo de jogar com quem não entende inglês.
Tudo bem que o Arnak, assim como o Pamir, tem iconografia para os efeitos. Porém, ambos esses jogos, assim como Arcs, têm efeitos descritos por texto também. E Arcs tem um número particularmente baixo de efeitos distintos. (Não contei, mas acredito que tanto Arnak quanto Pamir tenham mais descrições efeitos únicas de efeitos do que Arcs.)
E tem outra coisa: na minha mesa, é prática comum entre os que não se sentem confiantes com o inglês usar o app do Google Tradutor com o recurso que você tira foto de algo que tenha texto em um idioma e a foto aparece com o texto traduzido. Esse recurso ajuda muito, e funciona muito melhor com cartas que usam apenas texto, sem iconografia. (Com o Arnak, por exemplo, é quase inútil.)
De qualquer forma, essa questão é de certo modo a menos importante. Não há de faltar muito para Arcs ser anunciado pro Brasil.