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  3. Keyflower
  4. Um jogo que eu respeitosamente desgosto

Um jogo que eu respeitosamente desgosto

Keyflower
  • avatar
    tpcordeiro30/09/20 19:42
    avatar
    tpcordeiro
    30/09/20 19:42
    1777 mensagens MD

    Esse review foi escrito pelo @LuisPerdomo e retirado de um tópico sobre o Kingdom Builder. Como eu penso q poderia dar uma boa discussão, achei válido puxá-lo para esse novo tópico, dessa vez do jogo correto. E mesmo se não levar à discussão alguma, o review já vale:

    Sobre o Keyflower, pois é, jovem, eu tenho uma opinião um pouco impopular sobre esse jogo. De forma resumida, é um jogo que eu particularmente não gosto tanto assim, mas que certamente respeito e entendo as pessoas que conseguem ver a beleza do design. É um jogo que eu respeitosamente desgosto. Joguei a minha cópia física pouquíssimas vezes, mas joguei umas 25 vezes no BGA e não me acendeu aquela fagulha que me acende com outros jogos que também dividem opinião, como o caso do próprio Kingdom Builder, Saint Petersburg, Tash-Kalar, The Mind, Quacks, Dominion, Chicago Express, etc.. Eu entendo porque as pessoas não gostam desses jogos que eu gosto, do mesmo jeito que eu entendo porque as pessoas gostam dos jogos que eu não gosto tanto assim, haha.

    Atenção: Review negativo aqui.

    Em linhas gerais, fazendo um mini review:

    - Keyflower tem um elemento de sorte que não me agrada tanto. Mecanicamente, a restrição de só colocar meeples da mesma cor nos tiles, seja para leilão ou pra uso dos tiles, é um mal necessário e faz com que o jogo tenha decisões interessantes. Contudo, o fator restrição é muito grande, fazendo com que eventuais tiles chave sejam amplamente disputados, às vezes até inviabilizados a depender da distribuição aleatória inicial de meeples de cada jogador. Claro que tem outros tiles com funções semelhantes e poder usar o tile do seu adversário ajudam, mas certamente não são a mesma coisa. Você não quer dar meeples pro adversário e nem ficar com a sobra dos tiles. Isso pode gerar um certo desequilíbrio logo no começo do jogo. Para alguns, isso é perfeitamente normal e aceitável. Na minha percepção, me frustra um pouco.
    - De forma análoga, a restrição de até 6 meeples dentro de cada tile também é outro mal necessário que, ao mesmo tempo em que eu entendo, me incomoda bastante, sobretudo no final do jogo. Às vezes fica muito caro e até inviável você executar determinadas ações. Os rendimentos decrescentes são muito penosos porque você vai ter que colocar uma quantidade enorme de meeples pra cavar poucos tempos porque outra pessoa colocou um meeple lá antes e ainda definiu qual será a cor daquele meeple. Esse estímulo negativo desestimula alguns jogadores em meio à partida, ele tem um monte de meeples subutilizados. Isso nos leva ao ponto três.
    - O primeiro jogador tem uma vantagem enorme e a disputa pelo primeiro jogador muitas vezes é subestimada, ou ainda, superestimada em alguns casos. Cansei de ver aquela virada de estação e no primeiro turno do primeiro jogador daquela estação o cara colocar um meeple da cor que ele sabe que o adversário não tem bloqueando o próprio tile dele. Isso faz parte do jogo e o jogo te estimula a isso, mas é agressivo demais pro meu gosto. Não que eu não jogue jogos com tapa na cara, dedo no olho e surra de sabonete dentro de toalha molhada, mas Keyflower consegue ser muito cruel às vezes e, com isso, frustrante.
    - Eu normalmente gosto de euro cobertor curto, mas Keyflower é curto demais pro meu gosto. Você definitivamente não consegue fazer tudo o que quer. Isso não é tão problema assim. O problema maior é se ver obrigado a fazer coisas que você não quer porque é o que tem pra hoje. É um raro jogo que envolve leilão e que eu acho que funciona melhor com 2 jogadores. Quanto mais jogadores, menos controle da situação você tem, principalmente pelo esquema das cores. Você precisa torcer para que você possa cobrir o lance do jovem que está abrindo um leilão em um tile que você quer, mas ele joga antes de você. Ou seja, das três cores básicas, você tem que torcer não só pra ter a mesma cor, mas ter mais do que seu oponente.
    - A mecânica de retirar o meeple de um leilão derrotado e colocá-lo em outro lugar é um catchup válido, mas não satisfatório. Na prática, é como se você ganhasse o prêmio de consolação. "Eu queria aquele que produz ouro!". "Não tem esse, já compraram, fica com esse que produz pedra". "Mas eu não preciso de pedra". "Cavalo dado não se olha os dentes".
    - Meeples verdes podem desequilibrar muito o jogo. Como se três cores já não fossem o suficiente, uma cor mais rara que só é obtida de formas específicas, controladas por um jogador a princípio, podem proporcionar uma vantagem muito indevida em alguns casos.
    - Upgrades são muito trabalhosos e burocráticos. Você precisa do recurso e ainda transportá-lo pra lá na estrada que você projetou com seus tiles no melhor estilo Carcassonne hexagonal. No começo tá tudo certo, tudo se encaixa, mas no final, as estradas têm menos saídas e a sua capacidade de transporte muitas vezes não corresponde à distância (cobertor curto), sem mencionar que seu oponente pode te bloquear, etc.. A quantidade de meeples que você gasta pra alguma coisa pra eventualmente alguém te bloquear pode ser letal. 

    *** Detalhe, eu consigo fazer tranquilamente esses tipos de criticismo contra os jogos que eu gosto de coração. O que muda de um para o outro é meramente subjetivo. Em um eu "escolho" ver os defeitos, no outro não. 

    - Kingdom Builder tem um fator sorte que pode desagradar/frustrar; 
    - tipicamente abstrato; 
    - por mais que tenha setups variados é sempre "o mesmo jogo";
    - ele fica naquele limbo entre "bobo demais pra um jogador experiente" e "complicado demais pra um novato completo" e por isso não fez tanto sucesso quanto outros jogos mais consagrados;
    - alguns tiles são claramente mais fortes que outros;
    - na prática, não tem múltiplos caminhos para a vitória, vide "gabarito";
    - a regra da adjacência pode gerar muita frustração em certos jogadores;

    Ao mesmo tempo, já vi um post de um cara no BGG falando que jogou esse jogo 1000 vezes, ganhou 80% das partidas e que esse jogo é a obra de arte da vida dele. Na verdade esse post foi o que me fez comprar o jogo e hoje estou passando ele adiante. O jogo simplesmente não se encaixou comigo. Outras pessoas podem ler tudo isso que eu escrevi e falar:

    a) Tudo isso que ele falou que ele não gosta é justamente o que eu adoro;
    b) Esse cara não sabe o que tá falando (provavelmente não);

    O problema com os reviews de caráter negativo é que eles mais desagradam os fãs do jogo do que esclarecem as dúvidas daqueles que estão naquele limbo existencial entre "esse jogo é pra mim ou não?". Tem muito clubismo no mundo dos boardgames. Quem gosta do jogo, gosta do jogo e pronto, não precisa levar o criticismo pro lado pessoal, mas parece que, ao fazer um review negativo, estamos diretamente atacando a integridade daquela pessoa, quando na prática, a gente nem sabe quem vai ler o nosso texto. Acontece que o texto fica lá e cada um absorve como quer.

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  • tpcordeiro
    1777 mensagens MD
    avatar
    tpcordeiro30/09/20 19:43
    tpcordeiro » 30/09/20 19:43

    Agora sim! Esse jogo vale a discussão (não me entenda mal, não q o seu querido KB não valha, só não tenho conhecimento para fazê-lo).

    LuisPerdomo::Sobre o Keyflower, pois é, jovem, eu tenho uma opinião um pouco impopular sobre esse jogo. De forma resumida, é um jogo que eu particularmente não gosto tanto assim, mas que certamente respeito e entendo as pessoas que conseguem ver a beleza do design. É um jogo que eu respeitosamente desgosto. Joguei a minha cópia física pouquíssimas vezes, mas joguei umas 25 vezes no BGA e não me acendeu aquela fagulha que me acende com outros jogos que também dividem opinião, como o caso do próprio Kingdom Builder, Saint Petersburg, Tash-Kalar, The Mind, Quacks, Dominion, Chicago Express, etc.. Eu entendo porque as pessoas não gostam desses jogos que eu gosto, do mesmo jeito que eu entendo porque as pessoas gostam dos jogos que eu não gosto tanto assim, haha.


    A "beleza do design" foi exatamente oq me encantou de cara com o Keyflower. A simplicidade das regras, a malícia de saber dosar quantidade e momento certo de usar cada meeple, pra mim é fantástico.
    Assim como vc deu uma carteirada no outro tópico sobre KB de ser o 7° do jogo no BGA, chegou a minha vez de invocar o Megazord da humildade:

    https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/45183_wro4et.png


    Não é um 7° lugar, mas acho q meu plantel está respeitável, perdendo 2 partidas de 24, sendo apenas a primeira e a quarta, estou invicto há 20. Não jogo há um tempo, mas acredito q tenho alguns centavos para agregar nesse jogo.

    Te entendo, me senti perfeitamente assim com Quermesse do Pai do Thor Banquete a Odin, até escrevi algo semelhante na review do BGG q costumo fazer sempre q jogo algo pela primeira vez: "Um ótimo jogo que eu não gostei". E não é pq ele "não é um jogo pra mim", pelo contrário, eu sou o tipo de público dele, gosto da maioria das coisas q ele tem! Claro q até tenho algumas críticas a pontos específicos, mas oq importa mesmo é q, no geral, simplesmente não me deu "gana" de jogá-lo novamente, explorá-lo, conhecê-lo melhor.
    Talvez eu esteja errado admito, GWT era um jogo q eu senti algo semelhante na primeira vez q joguei... E na segunda... E na terceira... Só lá pela décima partida é q ele começou a me ganhar, e ainda assim ainda tenho alguns "senãos" com ele. E é apoiado nisso q eu poderia dizer para vc dar mais chances ao Keyfower. Mas pelo outro lado, vc disse q já o jogou umas 25 vezes, enquanto eu estou de boa com minha partida solitária de Quermesse do Pai do Thor Banquete a Odin. Enfim, a hipocrisia!


    LuisPerdomo::- Keyflower tem um elemento de sorte que não me agrada tanto. Mecanicamente, a restrição de só colocar meeples da mesma cor nos tiles, seja para leilão ou pra uso dos tiles, é um mal necessário e faz com que o jogo tenha decisões interessantes. Contudo, o fator restrição é muito grande, fazendo com que eventuais tiles chave sejam amplamente disputados, às vezes até inviabilizados a depender da distribuição aleatória inicial de meeples de cada jogador. Claro que tem outros tiles com funções semelhantes e poder usar o tile do seu adversário ajudam, mas certamente não são a mesma coisa. Você não quer dar meeples pro adversário e nem ficar com a sobra dos tiles. Isso pode gerar um certo desequilíbrio logo no começo do jogo. Para alguns, isso é perfeitamente normal e aceitável. Na minha percepção, me frustra um pouco.


    Assim q vc começou a frase, achei q vc falaria sobre a sorte dos tiles de inverno, q vc deve manter para revelar no fim e, em muitas das partidas, direcionarão sua estratégia ao longo do jogo. Se vc citasse isso eu (em parte) concordaria com vc. Realmente eles são desequilibrados, enquanto um te dá pontos por meeples iguais, que vc terá poucos ao final, outro te dá 10 pontos por 3 ferramentas diferentes. Então se vc se preparar bem, com pouco esforço, vc pode tentar almejar 20 pontos. Bom, mas com "pouco esforço" e alguma sorte pois se não vierem, ao longo da partida, bons tiles com produção de ferramentas, seus planos podem ir por água abaixo.
    Mas (em jogos bem pensados a sorte tem sempre um mas) mesmo q vc tenha o azar dos azares de pegar só os piores tiles de inverno, ainda assim vc tem algumas alternativas, como simplesmente "ignorar" o inverno e tentar fazer pontos das outras formas q o jogo permite, oq vai te dar até mais liberdade de poder usar os meeples "sem medo de ser feliz". Outra opção é focar em algo q algum outro jogador esteja fazendo também, prevendo oq ele irá colocar no inverno, e dos seus tiles escolher aquele menos relevante pra todo mundo.
    Agora, sorte nos meeples iniciais... Aí, jovem, tenho q respeitosamente discordar. Primeiro pq, se vc souber gerenciar bem seus meeples, esses 8 não serão nem 20% dos meeples q passarão na sua mão, percentual relevante, mas não crítico. Segundo pq qualquer q seja a distribuição q venha, é interessante: Veio tudo mais ou menos equilibrado (oq é o mais provável)? Legal, vc tem chance de disputar em todas cores. Vieram só duas cores (probabilidade menor)? A cor faltando pode te prejudicar, mas em compensação vc vai ser "o cara" onde for disputar. Q tal ir direto no maior barco para pegar mais meeples para próxima rodada?
    Agora, se só vieram meeples de uma única cor (muito improvável, comigo nunca aconteceu algo nem semelhante). Aí vc vai ser o bam-bam-bam daquela cor. Melhor o pessoal sair da sua frente, onde vc começar a investir, é tudo teu.
    Viu como cada distribuição tem o seu copo meio cheio? Em minhas 24 partidas online, mais umas tantas no jogo físico, digo com 100% de certeza q a sorte na distribuição desses meeples iniciais teve 0% de responsabilidade no vencedor.
    Mas entendo q pode haver uma percepção, assim como eu tenho essa percepção de sorte nas cartas do GWT, enquanto outras pessoas não consideram, ou acham q ela é mitigável. Faz parte da vivência de cada um.

    LuisPerdomo::- O primeiro jogador tem uma vantagem enorme e a disputa pelo primeiro jogador muitas vezes é subestimada, ou ainda, superestimada em alguns casos. Cansei de ver aquela virada de estação e no primeiro turno do primeiro jogador daquela estação o cara colocar um meeple da cor que ele sabe que o adversário não tem bloqueando o próprio tile dele. Isso faz parte do jogo e o jogo te estimula a isso, mas é agressivo demais pro meu gosto. Não que eu não jogue jogos com tapa na cara, dedo no olho e surra de sabonete dentro de toalha molhada, mas Keyflower consegue ser muito cruel às vezes e, com isso, frustrante.


    Concordo q é cruel, mas é justo. Vc pode fazer o mesmo tb com seus tiles. Inclusive, vc pode ser o primeiro jogador tb. Tb digo com 100% de certeza q saber disputar o primeiro jogador nas estações certas teve total influência no resultado. Vc deve saber as disputas q vc consegue fazer e as q não consegue, e essa é uma disputa q, na minha opinião, deve ser mesmo valorizada.

    LuisPerdomo::- Eu normalmente gosto de euro cobertor curto, mas Keyflower é curto demais pro meu gosto. Você definitivamente não consegue fazer tudo o que quer. Isso não é tão problema assim. O problema maior é se ver obrigado a fazer coisas que você não quer porque é o que tem pra hoje. É um raro jogo que envolve leilão e que eu acho que funciona melhor com 2 jogadores. Quanto mais jogadores, menos controle da situação você tem, principalmente pelo esquema das cores. Você precisa torcer para que você possa cobrir o lance do jovem que está abrindo um leilão em um tile que você quer, mas ele joga antes de você. Ou seja, das três cores básicas, você tem que torcer não só pra ter a mesma cor, mas ter mais do que seu oponente.


    Concordo q Keyflower é um dos melhores jogos de leilão para 2 jogadores (o melhor q eu já joguei, mas deve haver outros). Mas não concordo q ele é melhor em 2, de 2 até 4 jogadores, achei ótimo em qualquer quantidade, o "controle da situação" vc faz com seus meeples. O jovem jogou antes de vc e pegou o seu? Pegue o dele. Pra mim uma das maravilhas desse jogo é q são poucos os tiles "absolutamente bons", ou seja, q são bons independente da partida. Podemos dizer isso dos tiles de transporte, dos tiles de ganhar meeples, ... Mas a maioria é "relativamente bom", dependendo do jogo, dependendo da sinergia com os outros tiles q saíram antes, e dependendo a estratégia de cada jogador. Oq é bom pra vc pode não ser bom pro outro jovem e vice versa. Mas a bem da verdade, o mais provável é q o seu adversário tenha ido em um tile, mas torcendo para q, na sua vez, vc não vã em um outro q ele queria tb. Cabe a vc perceber essa oportunidade (spoiler, veja abaixo).
    E, mais uma vez, não quer fazer só "o q tem pra hj?", dispute o primeiro lugar. Não consegue? Dispute o barco com mais meeples, para pegar o primeiro na próxima.


    LuisPerdomo::- A mecânica de retirar o meeple de um leilão derrotado e colocá-lo em outro lugar é um catchup válido, mas não satisfatório. Na prática, é como se você ganhasse o prêmio de consolação. "Eu queria aquele que produz ouro!". "Não tem esse, já compraram, fica com esse que produz pedra". "Mas eu não preciso de pedra". "Cavalo dado não se olha os dentes".


    Não encare essa mecânica como um "prêmio de consolação". Pelo contrário, se beneficie dela. Inúmeras foram as vezes q fui em um tile, não pq eu queria, mas pq outro jogador queria (lembra do spoiler q eu citei acima?). Mas vc é burro Thiago? Vai em algo q vc não quer? Não, jovem, vc vai em algo q seu amiguinho quer demais, e com certeza vai pagar por ele. Então vc o faz pagar mais, e perder mais, e ficar com menos meeples. Sacou agora? E aí, vc todo pimpão pega os seus meeples "bois de piranha" de volta pra usar onde vc quer de verdade. Isso q é reciclagem benéfica!


    LuisPerdomo::- Meeples verdes podem desequilibrar muito o jogo. Como se três cores já não fossem o suficiente, uma cor mais rara que só é obtida de formas específicas, controladas por um jogador a princípio, podem proporcionar uma vantagem muito indevida em alguns casos.


    Sim. No início jogava muito o jogo físico em 2p e o meu adversário sempre ficava nos verdes, foi um martírio pra mim, mas aprendi a conviver bem com isso e evoluí minha estratégia. Hj sei focar nos verdes qdo dá, ou tentar contorná-los qdo não dá. Qdo eles são muito disputados, são custosos para se conseguir, se aproveite disso para pegar coisa boa q ninguém tá vendo. Fora q não é em toda partida q eles aparecerão.

    LuisPerdomo::- Upgrades são muito trabalhosos e burocráticos. Você precisa do recurso e ainda transportá-lo pra lá na estrada que você projetou com seus tiles no melhor estilo Carcassonne hexagonal. No começo tá tudo certo, tudo se encaixa, mas no final, as estradas têm menos saídas e a sua capacidade de transporte muitas vezes não corresponde à distância (cobertor curto)


    É, upgrades são trabalhosos, mas ainda assim são poderosos, pegá-los tb é chave no jogo, mesmo gastando mais meeples do q gostaria. Tile assim na sua vila é sinal q todo mundo vai, então é mais meeple pra vc, inclusive seu próprio meeple, q vc recicla para a estação seguinte (reciclagem de novo? Estou começando a achar q esse jogo é sobre sustentabilidade :-O)
    Quanto à conexão das estradas, aí é uma questão de se acostumar com os tiles e passar a conhecer como eles são, para organizar da melhor forma. Nesse ponto os mais experientes levam uma boa vantagem.

    LuisPerdomo::*** Detalhe, eu consigo fazer tranquilamente esses tipos de criticismo contra os jogos que eu gosto de coração. O que muda de um para o outro é meramente subjetivo. Em um eu "escolho" ver os defeitos, no outro não. 

    - Kingdom Builder tem um fator sorte que pode desagradar/frustrar; 
    - tipicamente abstrato; 
    - por mais que tenha setups variados é sempre "o mesmo jogo";
    - ele fica naquele limbo entre "bobo demais pra um jogador experiente" e "complicado demais pra um novato completo" e por isso não fez tanto sucesso quanto outros jogos mais consagrados;
    - alguns tiles são claramente mais fortes que outros;
    - na prática, não tem múltiplos caminhos para a vitória, vide "gabarito";
    - a regra da adjacência pode gerar muita frustração em certos jogadores;

    Ao mesmo tempo, já vi um post de um cara no BGG falando que jogou esse jogo 1000 vezes, ganhou 80% das partidas e que esse jogo é a obra de arte da vida dele. Na verdade esse post foi o que me fez comprar o jogo e hoje estou passando ele adiante. O jogo simplesmente não se encaixou comigo.


    Pelo q eu entendi esses pontos q vc levantou são todos sobre o Kingdom Builder, correto? Aí mais uma vez não tenho muito como opinar, mas isso é normal, todo jogo tem seus pontos fracos e as vezes a gente simplesmente escolhe não vê-los (ou simplesmente não se importa com eles tanto quanto deveria). E as vezes o jogo "não é pra vc", ou o jogo é pra vc mais não "bateu".


    LuisPerdomo::Outras pessoas podem ler tudo isso que eu escrevi e falar:
    a) Tudo isso que ele falou que ele não gosta é justamente o que eu adoro;
    b) Esse cara não sabe o que tá falando (provavelmente não);


    Sim, algumas coisas q vc falou eu adoro, mas outras nem tanto, e eu entendo q tem quem goste do justo oposto. E não, não acho q vc não saiba do q tá falando, pq no mínimo vc deu 25 outras chances para o jogo antes de passar. Acho justo vc poder avaliar o seu próprio gosto e ainda assim saber dar importância ao design.

    6
  • VitorMX
    2341 mensagens MD
    avatar
    VitorMX30/09/20 19:50
    VitorMX » 30/09/20 19:50

    Antes de ler quero só dar os parabéns por investir tempo fazendo um review negativo. Estava pensando essa semana mesmo que só vejo review do povo falando bem, fica parecendo que nosso hobby só tem maravilhas quando na verdade tem uns jogos que nem de graça eu gostaria de ter na coleção.
    (mas sim, agora vou ler o conteúdo hehe)

    2
  • viniciusjf
    2725 mensagens MD
    avatar
    viniciusjf30/09/20 19:55
    viniciusjf » 30/09/20 19:55

    Verdade, parabéns. Reviews negativos são difíceis, muita gente encara o hobby de forma meio passional e não aceita muito bem.

    1
  • arthurtakel
    1942 mensagens MD
    avatar
    arthurtakel01/10/20 09:46
    arthurtakel » 01/10/20 09:46

    Parabéns pelo review crítico. Isso é raro de se ver.
    Concordo em vários pontos do que citou e é justamente por isso que gostei do jogo. Infelizmente, aqui fui o único que gostei e o resto do pessoal achou muito eurozão. Acabou vendo pouca mesa e tive que vender. Mas, continuo jogando no BGA frequentemente e os meeples que voce pega sorteado no início do jogo não influenciam em quem vencerá a partida. O ponto alto do jogo é que não existe uma receita certa para a vitória, cada partida varia bastante. É claro que existem alguns tiles que são muito melhores do que os outros e quem pegar este terá alguma vantagem, mas tem que saber aproveitar depois porque na próxima rodada voce pode colocar o seu meeple para trabalhar em cima desse tile e fazer algum bloqueio.

    Me deu uma dor no coração quando tive que vender, mas infelizmente não tinha como jogar sozinho.

    1
  • Filosofo_R
    383 mensagens MD
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    Filosofo_R01/10/20 10:50
    Filosofo_R » 01/10/20 10:50

    Gosto muito do Kingdom Builder e do Keyflower. Mas, penso que o game design do KB é mais sólido. Antes que alguém se irrite, eu explico. 

    No KB, por mais que seja uma disputa intensa de território por controle de área e que os adversários tenham grande potencial pra estragar os seus planos, com planejamento cuidadoso isso não acontece. São vários os critérios de pontuação e vc pode sempre se focar em pelo menos dois deles para pontuar pesadamente (e eventualmente ganhar, ou pelo menos ter uma boa pontuação). Tenho o KB no App e vejo que por mais que os adversários influenciem, não podem estragar ou interromper todos os seus planos.

    Em KF, a sensação que dá é que vc está construindo um castelo de cartas em uma superfície irregular. Vc constrói boa parte de sua estratégia focando nos tiles de inverno. Grande parte de sua pontuação virá deles. Isso não seria um problema, mas os tiles de inverno também são disputados. O adversário pode vir com um único meeple verde (que vc infelizmente não conseguiu e que talvez não consiga obter) e conquista o tile. Aí vc vê sua estratégia de pontuação trabalhada indo pro ralo, simples assim. Eu sei, é do jogo. Mas, não me agrada. Embora goste de quase tudo do jogo.

    Em KB você tem o mapa, vc tem os objetivos claros de pontuação e o resto é com vc. Acho que funciona um pouco melhor e é bem menos frustrante, se vc foi mal o problema foi apenas as suas escolhas. No KF, vc pode investir no tile de inverno de ferramentas e simplesmente não consegui-las porque não vieram muitos tiles geradores de ferramentas durante o jogo. Fora que é um jogo muito, muito curto em duração pra vc construir sua engrenagem.

    Gostei muito do tópico e da troca de impressões. Acho que a Ludopédia se enriquece com discussões que agregam, como essa. E, ressalto que essas são apenas as minhas impressões sobre os jogos e entendo que muita gente pensa diferente. Abraços!

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  • LuisPerdomo
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    LuisPerdomo01/10/20 12:06
    LuisPerdomo » 01/10/20 12:06

    Thiago, jovem, antes de mais nada, como mencionei anteriormente, que verdadeira aula de Keyflower e de review que temos aqui. Esse jogo merece um review só seu, mas fico feliz em ter servido de motivação para a sua réplica. Bom, vamos à tréplica ;)


    tpcordeiro::Agora sim! Esse jogo vale a discussão (não me entenda mal, não q o seu querido KB não valha, só não tenho conhecimento para fazê-lo).

    Haha, tranquilo, eu entendi do jeito certo ;)

    tpcordeiro::A "beleza do design" foi exatamente oq me encantou de cara com o Keyflower. A simplicidade das regras, a malícia de saber dosar quantidade e momento certo de usar cada meeple, pra mim é fantástico.

    Concordo. Não é porque particularmente não gosto tanto assim do jogo, que eu não vá reconhecer que o design seja bom. O jogo te proporciona múltiplas possibilidades com regras relativamente simples. É muito difícil desenvolver um jogo assim sem sobrecarregá-lo com regras. Parece óbvio agora que o jogo está pronto, mas, na prática, certamente não é.

    tpcordeiro::Assim como vc deu uma carteirada no outro tópico sobre KB de ser o 7° do jogo no BGA, chegou a minha vez de invocar o Megazord da humildade:



    https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/45183_wro4et.png


    Não é um 7° lugar, mas acho q meu plantel está respeitável, perdendo 2 partidas de 24, sendo apenas a primeira e a quarta, estou invicto há 20. Não jogo há um tempo, mas acredito q tenho alguns centavos para agregar nesse jogo.

    Okay, minha vez de dar a anti carteirada então hahaha. Que vergonha, jovens. Seu rank no Keyflower é invejável. O meu é muito mais mediano, veja:

    https://ludopedia-posts.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/87b73_qno9oc.jpg


    O que mostra que eu sei as regras do jogo, até mesmo uma decisão tática aqui ou ali, mas claramente não peguei o espírito da coisa, como você pegou. Você adentrou um outro nível de profundidade estratégica aí. Com menos partidas do que eu, você tem mais que o dobro de vitórias.

    *Sobre o 7º lugar no KB, eu aproveitei o momento em que o jogo ainda estava começando a se popularizar na plataforma. Hoje tenho uma pontuação maior, mas no momento dessa postagem estou em 19º haha. Só não conta pra ninguém ;)

    tpcordeiro::Te entendo, me senti perfeitamente assim com Quermesse do Pai do Thor Banquete a Odin, até escrevi algo semelhante na review do BGG q costumo fazer sempre q jogo algo pela primeira vez: "Um ótimo jogo que eu não gostei". E não é pq ele "não é um jogo pra mim", pelo contrário, eu sou o tipo de público dele, gosto da maioria das coisas q ele tem! Claro q até tenho algumas críticas a pontos específicos, mas oq importa mesmo é q, no geral, simplesmente não me deu "gana" de jogá-lo novamente, explorá-lo, conhecê-lo melhor.
    Talvez eu esteja errado admito, GWT era um jogo q eu senti algo semelhante na primeira vez q joguei... E na segunda... E na terceira... Só lá pela décima partida é q ele começou a me ganhar, e ainda assim ainda tenho alguns "senãos" com ele. E é apoiado nisso q eu poderia dizer para vc dar mais chances ao Keyfower. Mas pelo outro lado, vc disse q já o jogou umas 25 vezes, enquanto eu estou de boa com minha partida solitária de Quermesse do Pai do Thor Banquete a Odin. Enfim, a hipocrisia!

    (Adorei o nome alternativo ao Banquete a Odin hahaha)

    Nunca joguei, quase cheguei a comprá-lo no impulso, mas não rolou. A "lógica" era "tenho Agrícola, tenho Patchwork, obviamente vou gostar do Banquete a Odin". Spoiler: vendi meu Agrícola e meu Patchwork. Provavelmente, seguindo esse curso, também teria vendido o Banquete. Uwe, você é sinistro, jovem, mas por mais que eu tenha tentado e jogando múltiplas vezes seus jogos, você não fala com meu coração. Nada pessoal, não é você, sou eu hahaha. 

    Voltando... sim, são fatores completamente subjetivos e tudo bem. Muita gente não entende que você pode respeitar o jogo, todos os aspectos do design, e falar assim "olha, esse jogo é muito bom, MAS eu não gosto dele"... simplesmente porque ele não me dá vontade de jogar, não precisamos de uma justificativa exata analítica pra essa coisa. Se houvesse uma fórmula mágica para tal, todas as editoras estariam fazendo jogos com essa fragrância onde todo mundo que experimenta sente vontade de jogar. Que bom que temos opiniões diferentes, o contraste é fundamental para a riqueza de opiniões.

    Amo GWT, recentemente comprei a expansão, mas ainda não parei pra jogá-la. A primeira vez que joguei, a partida começou meia noite depois de vários outros jogos, terminou 3 da manhã e ninguém estava mentalmente cansado. Pareceu que o tempo não havia passado. Igualmente, tenho muitos poréns com esse jogo, mas um jogo não precisa ser perfeito para a gente gostar dele, não é mesmo? Do mesmo jeito que não é porque um jogo é visto como """perfeito""" que todos temos que gostar dele. 

    Dar uma segunda chance a um jogo é ótimo, mas não necessariamente sentimos vontade de jogar um jogo que não gostamos no primeiro contato. É sempre bom voltar atrás e revisitar nossos conceitos, ver o quanto evoluímos, mas imagine a quantidade de tempo e energia que teríamos que dedicar se fizéssemos esse tipo de coisa sempre? É impraticável. Não se culpe por escolher as suas batalhas. Não vejo hipocrisia aí.

    tpcordeiro::Assim q vc começou a frase, achei q vc falaria sobre a sorte dos tiles de inverno, q vc deve manter para revelar no fim e, em muitas das partidas, direcionarão sua estratégia ao longo do jogo. Se vc citasse isso eu (em parte) concordaria com vc. Realmente eles são desequilibrados, enquanto um te dá pontos por meeples iguais, que vc terá poucos ao final, outro te dá 10 pontos por 3 ferramentas diferentes. Então se vc se preparar bem, com pouco esforço, vc pode tentar almejar 20 pontos. Bom, mas com "pouco esforço" e alguma sorte pois se não vierem, ao longo da partida, bons tiles com produção de ferramentas, seus planos podem ir por água abaixo.
    Mas (em jogos bem pensados a sorte tem sempre um mas) mesmo q vc tenha o azar dos azares de pegar só os piores tiles de inverno, ainda assim vc tem algumas alternativas, como simplesmente "ignorar" o inverno e tentar fazer pontos das outras formas q o jogo permite, oq vai te dar até mais liberdade de poder usar os meeples "sem medo de ser feliz". Outra opção é focar em algo q algum outro jogador esteja fazendo também, prevendo oq ele irá colocar no inverno, e dos seus tiles escolher aquele menos relevante pra todo mundo.

    Agora, sorte nos meeples iniciais... Aí, jovem, tenho q respeitosamente discordar. Primeiro pq, se vc souber gerenciar bem seus meeples, esses 8 não serão nem 20% dos meeples q passarão na sua mão, percentual relevante, mas não crítico. Segundo pq qualquer q seja a distribuição q venha, é interessante: Veio tudo mais ou menos equilibrado (oq é o mais provável)? Legal, vc tem chance de disputar em todas cores. Vieram só duas cores (probabilidade menor)? A cor faltando pode te prejudicar, mas em compensação vc vai ser "o cara" onde for disputar. Q tal ir direto no maior barco para pegar mais meeples para próxima rodada?
    Agora, se só vieram meeples de uma única cor (muito improvável, comigo nunca aconteceu algo nem semelhante). Aí vc vai ser o bam-bam-bam daquela cor. Melhor o pessoal sair da sua frente, onde vc começar a investir, é tudo teu.
    Viu como cada distribuição tem o seu copo meio cheio? Em minhas 24 partidas online, mais umas tantas no jogo físico, digo com 100% de certeza q a sorte na distribuição desses meeples iniciais teve 0% de responsabilidade no vencedor.
    Mas entendo q pode haver uma percepção, assim como eu tenho essa percepção de sorte nas cartas do GWT, enquanto outras pessoas não consideram, ou acham q ela é mitigável. Faz parte da vivência de cada um.

    Sim, me expressei mal aqui. Suas colocações são perfeitas aí, desde a distribuição dos tiles de inverno e uma relativa vantagem para alguns que foram favorecidos com tiles muito generosos até a distribuição inicial dos meeples. Não discordo de nada nesse sentido. Apenas reestruturando o que eu quis dizer a princípio, mas que não ficou muito claro quanto à "sorte na distribuição dos meeples inicial". 

    É algo muito pontual, na verdade. Sim, seguindo a curva normal, vai acontecer exatamente o que você falou: a tendência é que a distribuição seja próxima do homogêneo entre as três cores e se eventualmente houver um desequilíbrio, isso é igualmente bom e ruim. Não discordo em nada aí e já percebi isso em meio às minhas partidas. O que me incomoda com isso é em certas disputas individuais. 

    Digamos que você queira muito o tile que, quando evoluído, dá 1 recurso de cada. Você veio com 4 amarelos, 3 vermelhos e 1 azul. Seu oponente abre a partida colocando 1 azul justamente naquele tile. Acabou o amor. Sim, eu entendo, na sua vez você vai fazer a mesma coisa em outro tile igualmente bom com os amarelos e vermelhos, etc. O jogo não acabou ali e esse é um exemplo mega forçado (apesar de já ter acontecido comigo pelo menos umas 4 vezes), mas o fato de saber que às vezes durante o jogo as pessoas podem simplesmente te negar uma cor, isso me frustra um bocado (não necessariamente na rodada inicial se as pessoas estiverem jogando muito competitivamente e contando os meeples). 

    E assim, concordo plenamente, é perfeitamente justo, seu oponente faz isso contigo, você devolve na mesma moeda, afinal não tem como ele ter todos os meeples e se ele tem um que você não tem, você tem outro que ele não tem. Acho que é uma falha minha como jogador naquele contexto, tive uma miopia estratégica. Fui igual a uma jovem criança "QUERO ESSE TILE!"... roubaram doce da criança... "mas eu queria AQUELE TILE!" :'(, ao invés de pensar do jeito certo "Ok, não tenho esse tile mais, mudança de planos". Curiosamente no KB eu não fico frustrado com isso. "Ah, roubaram minha última ficha de habilidade ali... qual é o plano B?". Para reforçar ainda mais o quanto que gosto e olhar perceptivo em um jogo são extremamente subjetivos. 

    tpcordeiro::Concordo q é cruel, mas é justo. Vc pode fazer o mesmo tb com seus tiles. Inclusive, vc pode ser o primeiro jogador tb. Tb digo com 100% de certeza q saber disputar o primeiro jogador nas estações certas teve total influência no resultado. Vc deve saber as disputas q vc consegue fazer e as q não consegue, e essa é uma disputa q, na minha opinião, deve ser mesmo valorizada.

    Sim, como falei no tópico anterior, reconheço isso, é cruel, mas é justo. É igualmente cruel para ambos. Podia não ser cruel para nenhum dos dois? Sim, mas isso não necessariamente é uma falha de design. As pessoas acham que é só mudar um elemento do jogo e o jogo está "consertado". Não! É uma grande reação em cadeia. Se você muda um valor em um componentezinho sequer, digamos "não são mais 3 aqui, agora são 4", você mudou TUDO que pode interagir direta ou indiretamente com aquilo. Ou seja, você mudou o jogo todo, não só aquele componente. Muita gente não saca isso e acha que é só sair tacando house rules e o jogo vai ficar perfeito. Nada contra a pessoa usar house rules na mesa dela (eu particularmente abomino e dificilmente me veria inclinado a usá-las, por mais coerente que elas possam parecer), mas respeitemos a escolha do designer. Não somos melhores que ele. 
    Eu verdadeiramente não sei escolher essas disputas no Keyflower e isso gerou um efeito bola de neve, ficava cada vez mais frustrado e desencorajado a jogar o jogo porque estava no lado dos oprimidos em meio à briga de crueldades ali. É um jogo que se eu jogasse mais umas 25 vezes, talvez eu até fique bom, mas por aquela coceirinha totalmente subjetiva que mencionei anteriormente, eu não me vejo jogando ele tanto assim. 
    Jogaria de novo? Certamente, preferencialmente pessoalmente quando toda essa pandemia suavizar, apenas não seria minha primeira sugestão.

    Em outras palavras, eu reconheço que estou pregando favoritos aqui, mas não é disso que somos feitos no final das contas? Hahaha. Nenhum jogo é unanimidade. Vai ter aquele jovem espírito de porco que não vai gostar do Keyflower só porque o meeple do primeiro jogador é roxo e tá numa posição diferente. É um direito dele.

    tpcordeiro::Concordo q Keyflower é um dos melhores jogos de leilão para 2 jogadores (o melhor q eu já joguei, mas deve haver outros). Mas não concordo q ele é melhor em 2, de 2 até 4 jogadores, achei ótimo em qualquer quantidade, o "controle da situação" vc faz com seus meeples. O jovem jogou antes de vc e pegou o seu? Pegue o dele. Pra mim uma das maravilhas desse jogo é q são poucos os tiles "absolutamente bons", ou seja, q são bons independente da partida. Podemos dizer isso dos tiles de transporte, dos tiles de ganhar meeples, ... Mas a maioria é "relativamente bom", dependendo do jogo, dependendo da sinergia com os outros tiles q saíram antes, e dependendo a estratégia de cada jogador. Oq é bom pra vc pode não ser bom pro outro jovem e vice versa. Mas a bem da verdade, o mais provável é q o seu adversário tenha ido em um tile, mas torcendo para q, na sua vez, vc não vã em um outro q ele queria tb. Cabe a vc perceber essa oportunidade (spoiler, veja abaixo).
    E, mais uma vez, não quer fazer só "o q tem pra hj?", dispute o primeiro lugar. Não consegue? Dispute o barco com mais meeples, para pegar o primeiro na próxima.

    Leilão para dois jogadores é muito complicado porque a graça maior do leilão é justamente você ter aqueles jogadores intermediários que vão mediar a balança de forma que você não tenha um controle absoluto da situação. Você precisa sempre fazer aquele malabarismo entre "fulano tem mais dinheiro, mas beltrano tem mais recursos adquiridos e eu estou num meio termo". Keyflower consegue fazer isso de uma forma natural e isso pra mim é um dos maiores méritos do jogo. "Fulano tem mais meeples vermelhos nesse tile e eu tenho mais amarelos aqui". É como se você dividisse o leilão em três/quatro subcamadas, o que faz com que funcione bem com 2 jogadores. Não se trata da quantidade de jogadores mais num primeiro plano, mas na quantidade de meeples em suas respectivas cores. Isso é genial, reconheço.

    Acho que gosto mais dele com 2 jogadores porque eu não teria capacidade competitiva de administrar tudo que meus oponentes estão fazendo e a chance de terminar com o "tile de consolação" aumenta (do tipo, eu sou forte produzindo pedra, mas o tile que me "sobrou" favorece quem produz madeira). Keyflower é um jogo que sobrecarrega meu cérebro, mais do que outros jogos considerados mais pesados. O passei adiante pela mesma razão que passei o Five Tribes. O princípio é simples: pegue seu(s) meeple(s), leve-os para algum lugar e produza um efeito. E minha mente fica tipo:

    https://i.pinimg.com/originals/5b/56/77/5b56779157d45be84260379baaf90f05.jpg


    Por que eu tenho essa "implicância" com Keyflower e com outros jogos que fazem virtualmente a mesma coisa eu sou super favorável? Isso é totalmente subjetivo, jovens. Quem dá sentido para as coisas é o seu cérebro.

    tpcordeiro::Não encare essa mecânica como um "prêmio de consolação". Pelo contrário, se beneficie dela. Inúmeras foram as vezes q fui em um tile, não pq eu queria, mas pq outro jogador queria (lembra do spoiler q eu citei acima?). Mas vc é burro Thiago? Vai em algo q vc não quer? Não, jovem, vc vai em algo q seu amiguinho quer demais, e com certeza vai pagar por ele. Então vc o faz pagar mais, e perder mais, e ficar com menos meeples. Sacou agora? E aí, vc todo pimpão pega os seus meeples "bois de piranha" de volta pra usar onde vc quer de verdade. Isso q é reciclagem benéfica!

    Sim, total falta de visão estratégica da minha parte. Mesmo tendo jogado uma quantidade razoável de vezes, eu não desenvolvi o interesse que me levou a explorá-lo como você o fez. Enquanto eu via um prêmio de consolação, você via uma oportunidade tática e isso se traduz na diferença entre nossos índices de vitória ;). Escutem o que esse jovem tem a dizer, jovens.

    tpcordeiro::Sim. No início jogava muito o jogo físico em 2p e o meu adversário sempre ficava nos verdes, foi um martírio pra mim, mas aprendi a conviver bem com isso e evoluí minha estratégia. Hj sei focar nos verdes qdo dá, ou tentar contorná-los qdo não dá. Qdo eles são muito disputados, são custosos para se conseguir, se aproveite disso para pegar coisa boa q ninguém tá vendo. Fora q não é em toda partida q eles aparecerão.

    Mesmo princípio da situação anterior. Um jogador mais disposto a dominar o jogo de fato saberá lidar com isso de forma muito mais racional e menos sentimental. E eu tipo "jovens, gg, o jovem tá dominando os meeples verdes já" (não era exatamente assim, apenas colocando uma ênfase cômica aqui... na prática, eu só me sentia um pouco desmotivado sabendo que uma estratégia estava se destacando e eu não conseguia fazer minha maquininha girar. É mais fácil colocar a culpa na cigana do que na minha falta de habilidade hahaha. Culpado)

    tpcordeiro::É, upgrades são trabalhosos, mas ainda assim são poderosos, pegá-los tb é chave no jogo, mesmo gastando mais meeples do q gostaria. Tile assim na sua vila é sinal q todo mundo vai, então é mais meeple pra vc, inclusive seu próprio meeple, q vc recicla para a estação seguinte (reciclagem de novo? Estou começando a achar q esse jogo é sobre sustentabilidade :-O)
    Quanto à conexão das estradas, aí é uma questão de se acostumar com os tiles e passar a conhecer como eles são, para organizar da melhor forma. Nesse ponto os mais experientes levam uma boa vantagem.

    Se eu não consegui visualizar além do horizonte das jogadas de abertura a partir das distribuições de meeples, imagine avaliar o custo benefício de um upgrade trabalhoso.

    Quanto à conexão das rotas, eu devo ter algum bloqueio cognitivo nessa área porque vendi meu Carcassonne, Tikal, etc. Hahaha. Ligar tiles com caminhos não é comigo.

    (Keyflower só não é tão "sustentável" assim porque, bem, digamos, de certa forma, todos os componentes vieram de árvores hahaha)
    (como se isso só valesse pro Keyflower ;))

    tpcordeiro::Pelo q eu entendi esses pontos q vc levantou são todos sobre o Kingdom Builder, correto? Aí mais uma vez não tenho muito como opinar, mas isso é normal, todo jogo tem seus pontos fracos e as vezes a gente simplesmente escolhe não vê-los (ou simplesmente não se importa com eles tanto quanto deveria). E as vezes o jogo "não é pra vc", ou o jogo é pra vc mais não "bateu".

    Sim, esses pontos são sobre Kingdom Builder. Nesse sentido, pra mim, um review serve para tentar evidenciar ainda mais esses pontos positivos e negativos para que o potencial comprador decida escolher vê-los ou não. Fora que nem o próprio reviewer seria capaz de apontar todos os pontos que um jogo pode oferecer. Isso seria impossível. Você me abriu os olhos para uma série de aspectos quanto ao design e a estratégia de Keyflower. O jogo continua não batendo com meu santo? Fato, mas eu o respeito ainda mais depois dessa aula.

    tpcordeiro::Sim, algumas coisas q vc falou eu adoro, mas outras nem tanto, e eu entendo q tem quem goste do justo oposto. E não, não acho q vc não saiba do q tá falando, pq no mínimo vc deu 25 outras chances para o jogo antes de passar. Acho justo vc poder avaliar o seu próprio gosto e ainda assim saber dar importância ao design.

    E é muito importante deixar isso muito destacado: esse é o MEU próprio gosto. Esse é o SEU gosto particular e assim vai. O leitor não é o Luis Perdomo (ainda bem, sério, você não gostaria disso, vai por mim, jovem hahaha), nem o Thiago Cordeiro. O jovem leitor é o jovem leitor e tem o seu próprio gosto.

    "Eu sou o [insira o nome do jovem leitor aqui] e tenho meu gosto pessoal e intransferível."
    Jovem, se você leu isso tudo: argumento de abertura, réplica e tréplica até o final, meus parabéns, de verdade. Você faz parte de uma singela parcela da população que vai a fundo dentro de um tema para poder construir seu próprio senso crítico.

    Se você discorda de mim, faz muito bem. Pegue tudo que eu falei e leia com uma sobrancelha só levantada (eu não sei fazer isso, invejo você por isso :wassat:). Se você discorda do Thiago, faz muito bem também, isso aqui não é uma batalha de egos, muito longe disso. Aprendi muito lendo isso tudo e relendo o que eu mesmo escrevi. Você precisa concordar com o seu bom senso e, acima disso, ter consciência do porquê fazê-lo. Isso vale pra Keyflower, Kingdom Builder, jogos de tabuleiro e tudo mais nessa vida que não são pontos de vitória. 

    @tpcordeiro, jovem, muito obrigado pela discussão. Até a próxima. Forte abraço. Respeito máximo por sua dedicação.

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  • LuisPerdomo
    648 mensagens MD
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    LuisPerdomo01/10/20 12:17
    LuisPerdomo » 01/10/20 12:17

    Uma última coisa. A razão inicial pela qual eu respeito esse jogo mesmo sem particularmente gostar dele tanto assim é esse post no BGG:

    1,000+ Plays Later...A Masterpiece

    Esse foi o review que me fez dar uma chance pro jogo. Qualquer jogo que alguém jogou mais de 1000 vezes merece meu respeito máximo e minha atenção. Foi o mesmo com Saint Petersburg e Race for the Galaxy. Ambos eu me interessei porque ouvi falar de gente que jogou mais de mil vezes esses jogos. Saint Petersburg eu gosto (ah, não me diga?!) e Race for the Galaxy também. Keyflower eu não gosto e tudo bem, você pode gostar e faz muito bem em gostar dele. Não sou nem melhor nem pior do que vocês, jovens.

    O que temos nesse tópico é algo que vai além da discussão dos jogos em si. É um exemplo raro, jovens, cada vez mais difícil de se ver hoje em dia nesse cenário de maniqueísmo exacerbado que vivemos com tudo à nossa volta. Só tem dois lados, o bom e o mau, o certo e o errado, a minha verdade e o resto é tudo mentira. Hoje nós pudemos presenciar aqui o bom e velho:


    "Olha, eu posso até discordar de você, mas eu certamente respeito a sua opinião."

    Isso praticamente não existe mais hoje em dia, jovens. Fé na humanidade restaurada hoje.

    Lembrem-se sempre: o jogo tem que ser bom pra você antes de mais nada. A pessoa x ou y gostar mais ou menos do seu jogo não deveria impactar em nada a sua visão sobre ele.

    6
  • tpcordeiro
    1777 mensagens MD
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    tpcordeiro04/10/20 02:20
    tpcordeiro » 04/10/20 02:20

     LuisPerdomo::Uma última coisa. A razão inicial pela qual eu respeito esse jogo mesmo sem particularmente gostar dele tanto assim é esse post no BGG:

    1,000+ Plays Later...A Masterpiece


    EXCELENTE link! Eu não conhecia. Inclusive diversas coisas q ele fala eu tb comentei alí em cima. Obrigado pela referência, ótima leitura.

     LuisPerdomo::EHoje nós pudemos presenciar aqui o bom e velho:


    "Olha, eu posso até discordar de você, mas eu certamente respeito a sua opinião."

    Isso praticamente não existe mais hoje em dia, jovens. Fé na humanidade restaurada hoje.

    Eu conhecia a frase "Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo", atribuída a Voltaire (q a internet já tratou de negar a procedência). Mas seja qual for a frase e a procedência, é uma excelente visão a ser perseguida.

    1
  • tpcordeiro
    1777 mensagens MD
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    tpcordeiro04/10/20 02:39
    tpcordeiro » 04/10/20 02:39

    Filosofo_R::Em KF, a sensação que dá é que vc está construindo um castelo de cartas em uma superfície irregular. Vc constrói boa parte de sua estratégia focando nos tiles de inverno. Grande parte de sua pontuação virá deles.

    Aí q tá, isso é uma visão bem comum mesmo, mas não necessariamente é verdade. Com certeza os tiles de inverno dão muito ponto, mas vc tb pode fazer muito ponto de outras formas (upgrade de tiles, movimentando recursos para tiles q dão pontos, ...). Se seus tiles de inverno estão ruins, vc pode tentar fazer sua estratégia sem depender tanto deles. É difícil, eu sei, nem sempre é uma estratégia viável, mas é uma alternativa q nem sempre quem está começando a jogar visualiza.

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