Nova Luna vai agradar certamente aos amantes dos jogos abstratos com boa acuidade visual e que gostam de um bom desafio espacial.
A qualidade global do jogo é muito boa, os discos que acompanham o jogo talvez pudessem ser um pouco maiores, todavia o facto de serem pequenos dá-lhe um aspecto heavy game que me agrada.
Se ainda subsiste uma réstia de esperança que vos fale de uma grande ligação mecânica/temática, o melhor é passarem já para o parágrafo seguinte. Aqui estamos no reino da precisão mecânica, onde a magia do enredo foi deixada claramente para o ilustrador.
E ele levou o assunto muito a sério. No que concerne às ilustrações do jogo, tudo me agrada. Adoro a escolha das cores, o traço uniformizador a todos os materiais e até o ambiente que proporciona a quem vê jogar. Quem salva o tema em Nova Luna é a ilustração, diria até que só se pode falar em tema porque as ilustrações assumiram para si essa responsabilidade, libertando o génio de Rosenberg para fazer o que realmente gosta de fazer.
Não ficaria bem se não deixasse aqui uma palavra para Corné van Moorsel, o homem por detrás da ideia original do jogo (Habitats), mas que me abstenho de comentar pois nunca tive oportunidade de o jogar. Quem já teve a oportunidade de jogar Habitats afirma que os jogos são suficientemente diferentes para se ponderar a posse de ambos!
A melhor configuração para o jogo parece-me que é a 2 ou 3 jogadores, a 4 jogadores as partidas tendem a ser menos fluídas e os momentos de espera pela nossa vez tendem a ser demasiado longos.
Em suma, Nova Luna foi uma surpresa fantástica para mim, não parti com grande esperança e acabei rendido, pois gosto muito do jogo. O seu preço é bastante interessante, dado o panorama atual e neste momento é daqueles que mais facilmente aconselho a quem me pede uma sugestão de jogo rápido mas suficientemente profundo, capaz de desafiar as mentes mais exigentes, nos nossos encontros mensais.