O jogo foi lançado em agosto de 2019. Me foi apresentado por uma das manas, dizendo que, conhecendo o meu gosto, iria me divertir com esse. Nunca tinha ouvido falar do designer antes, o Benjamin Schwer, o que me deixou receosa num primeiro momento, mas tendo em vista a indicação de alguém de confiança, sentamos para a joga.
A temática do jogo é de civilização. Iniciamos com uma pequena aldeia e a ideia é faze-la prosperar e ser a civilização mais desenvolvida ao final da partida, que ocorre em 3 eras. Começamos com poucos recursos e lançamos desenvolvimento em 4 frentes diferentes: economia, que cuida da monetização o jogo; militar, apenas para conquistas de novos territórios e não para guerras entre jogadores; cultura e agricultura, da qual você depende para alimentar seus aldeões. Não há dados, mas o elemento sorte é presente na aleatoriedade das cartas que são apresentadas para compras. Ainda assim, é um jogo de estratégia em que você favorece, ou não, uma de suas frentes de desenvolvimento, através de recrutamento de novos aldeões, que são representados por cartas.
Cada uma das eras tem 3 fases distintas. Ao final de cada fase o jogo é remonetizado e você escolhe o que fará para o próximo turno. Recursos fora da fase de monetização são caros e custam sacrificar um recrutamento, o que faz com que você não avance em nenhuma frente de desenvolvimento. Além disso, faz parte da estratégia escolher alguém para não recrutar e permitir um recrutamento futuro. Então a decisão a cada compra é quem fica e quem eu permito que fique para os outros jogadores.
O tabuleiro central é um show a parte. Além de lindo, tem uma mecânica de marcador giratório para guiar os jogadores quanto as compras de recrutamento. São cinco os tipos de recrutamento: as 4 frentes de desenvolvimento mais a frente de bônus, que são cidadãos ou mecânicas que te ajudarão a pontuar no jogo de forma diferente, bem parecido com as guildas do SevenWonders. Aliás, os dois jogos possuem temáticas e mecânicas similares, porém o tempo de jogo e forma estratégica de ambos divergem. No Hadara o tempo de jogo é mais curto, e as resoluções entre turno mais rápidas.
Os tabuleiros individuais de cada jogador possuem os marcadores de desenvolvimento e facilitam a contagem de pontos. As cartas possuem uma arte encantadora e a caixa do jogo tem um dos melhores organizadores que eu já vi! Facilita bastante a separação das cartas para as jogadas.
Resumindo, excelente jogo de estratégia, para ser jogado em família, causa pouca intriga e muita diversão! O tempo de jogo depende da habilidade dos jogadores, especialmente nas entre eras. Gastamos 1h para a mesa completa, 5 jogadoras, a maioria experiente, 3 jogando pela primeira vez. O problema é o preço, na casa de 200 dinheiros, mas entra na lista de desejos de quem jogou na primeira rodada.