"In the 1950s the United States government made contact with a race of technologically advanced beings known as the Ghin. The Ghin leader, a brilliant scientist named Cronos, had come to earth seeking a cure for a deadly plague threatening to annihilate his race. Cronos believed the cure to the plague could be found within human DNA... The United States government agreed to provide Cronos asylum and initiated a secret Aquarius project, saw the creation of several underground facilities classified far beyond top secret. But less than twenty-four hours ago, several test subjects managed to escape the Subterra Bravo facility. Having planned for this eventuality, the US government has enacted a protocol... OMEGA PROTOCOL HAS BEGUN!"

LEVEL 7 - OMEGA PROTOCOL !!!
Então galera... eu ando meio sem tempo esse ano e não tenho feito todos aqueles reviews e relatos de tudo o que jogamos aqui na Gruta, mas ainda procuro separar algum tempinho para falar dos jogos que realmente me impressionam positivamente, e o Level 7 - Omega Protocol foi um deles. =)
O Omega Protocol é um jogo do Will Schoonover, um game designer bem pouco conhecido que até então só possuía um jogo lançado comercialmente, o "Level 7 - Escape". Apesar de possuírem o mesmo título principal, os dois jogos são completamente diferentes: o Escape é um full cooperative em que todos jogam juntos contra o tabuleiro, enquanto o Omega Protocol é um partnerships (ou semi-cooperativo) onde um jogador enfrenta os demais (e acreditem, essa diferença muda radicalmente a jogabilidade e mecânicas dos jogos).
A temática do Omega Protocol é um misto de horror com sci-fi, em que os players tem que explorar laboratórios subterrâneos onde um cientista alienígena fazia experimentos combinando DNA humano e alien... O.o Eu preciso mesmo dizer que isso deu merda???!!! Pois é... deu merda... alguns dos experimentos fugiram dos laboratórios e cabe a nós resolver essa cagada toda. =D

O jogo é uma grande campanha onde a história vai sendo contada (e jogada) através de cenários, ou seja, cada partida é jogada em um cenário diferente, com tabuleiro, objetivos e setup diferentes. Ok, ok, semi-cooperativo + cenários + tabuleiro modular + um jogador (com os aliens) contra os demais... nada de muito inovador até aqui, não é? =/ Já vimos tudo isso em outros grandes jogos do mercado, e justamente por isso o Omega me impressionou tão positivamente: ele traz tudo o que já agrada aos fãs de dungeon crawlers, mas com jogabilidade e mecânicas bem criativas e/ou inovadoras para este tipo de jogo. =)
A principal mecânica do Omega é fantástica, e eu só a tinha visto em um jogo até então (o Stronghold): quem define a quantidade de ações que o jogador Alien terá são os demais jogadores. O sistema básico é o de pontos de ação (mover gasta 1 ponto, atirar gasta 2 pontos, etc), que no jogo são chamados de adrenalina, mas a grande sacada é que o Alien terá uma quantidade de adrenalina igual à quantidade de adrenalina gasta pelos players (ou seja, se você gastar muita adrenalina dará muitos pontos de ação para o alien, mas se não gastar adrenalina nenhuma o alien também não terá ações). Essa dinâmica permite que os players tentem controlar a quantidade e o poder das ações que o alien terá em seu turno, conferindo muito planejamento tático ao jogo! =D

E já que eu estou falando em ações, a forma como as opções de ações foram implementadas no Omega é outra sacada genial do autor: cada personagem tem 6 atributos, onde 3 deles são fixos (vitalidade, inteligência e força) e os outros 3 (movimento, defesa de longa distância e defesa corpo-a-corpo) variam de acordo com a Stance Card que você escolher para aquele turno. Cada jogador possui 3 Stance Cards que definem uma estratégia (por exemplo: uma carta de Prontidão lhe dará pouco movimento e muita defesa à distância, enquanto uma Avanço Cauteloso lhe dará valores equilibrados, uma Carga lhe dará mais movimento, etc), um efeito especial (bônus em ataques, descontos de adrenalina, bônus para os companheiros, etc), e a quantidade de adrenalina que você poderá gastar naquele turno. Complementando as opções estratégicas dos personagens, cada um tem seu próprio deck de itens/habilidades que devem ser escolhidas durante o setup (rerolar certos dados, ataques duplos, etc), além de um deck genérico de onde todos podem escolher. Acho que deu para ter uma noção da quantidade de opções e/ou decisões que as combinações dessas cartas podem gerar, não é? =)
Já o jogador Alien utiliza uma mecânica diferente para a sua escolha de ações: o jogo traz 16 tiles de ações alien (cada um diferente do outro) e cada cenário descreve quais tiles ele usará naquela partida. Ações mais poderosas exigem mais adrenalina para serem executadas enquanto ações mais básicas exigem menos adrenalina, ou seja, é o estoque de adrenalina do jogador alien que definirá o seu poder para aquele turno, e são os outros jogadores que fornecem a adrenalina para esse estoque. MUITO INTERESSANTE, não acharam??? =D

O jogo em si segue bem os padrões dos dungeon crawlers, com um turno dos Comandos seguido pelo turno do jogador Alien, salas trancadas que devem ser abertas e exploradas, spawn de aliens por todo o tabuleiro, e objetivos a serem cumpridos pelos Comandos. Apesar de não haverem grandes inovações aqui, algumas das mecânicas são bem interessantes, tais como as cartas que ficam fechadas em cada sala e, após reveladas, indicam se aquela é a sala dos objetivos, quantidade e tipo dos aliens aparecerão ali, etc. O track dos turnos tem uma marcação que define o aumento de dificuldade da missão (à partir daquele ponto o jogador Alien fica mais poderoso, portanto... GO Comandos, GO GO GO!!! =D ).
O tabuleiro é bem dinâmico, apresentando diversos pontos de interesse à serem explorados, além dutos de circulação de ar por onde os aliens podem se mover rapidamente, cercando os Comandos quando eles menos esperam. E finalmente, tem as portas, que são tiles fechados com alguma informação no verso: ao abrir uma porta você descobrirá se ela é segura ou se reserva alguma surpresa (sempre desagradável, claro... =/ ). Na nossa partida nós tomamos mais danos das portas que dos Aliens, o que me deixou em dúvida se as portas é que são perigosas demais ou se o Jack é que é um alien muito pé de chinelo. =D
Enfim, o "Level 7 - Omega Protocol" tem muitas e muitas outras regrinhas, tipos de cartas, tiles, etc, etc, etc, mas a minha preocupação aqui foi focar nas características mais básicas e mecânicas mais inovadoras para que vocês tenham uma noção do que ele traz de diferente quando comparado a outros dungeon crawlers do mercado. Eu particularmente adorei cada uma dessas inovações, que somadas à temática super envolvente, miniaturas muito bem detalhadas, arte caprichada e qualidade dos componentes, tornou o Omega o meu dungeon crawler preferido. =)
Mas gosto é gosto, né... tentem testar aí e depois me digam o que acharam!
Valeu!
Groo

Marcelo "Groo" Medeia é um dos sócios da Gigante Jogos, programador visual, board gamer semi-profissional, nunca escreveu nada, nunca publicou nada, nunca... enfim, basicamente ele nunca fez nada, só joga board games e escreve umas besteiras para você, que também é aficcionado por esse mundo dos Jogos Modernos. =)