Em quais países em desenvolvimenti a Asmodée fez outras aquisições? Fazer negócios na Europa e nos EUA (DoW e FFG) é uma coisa, será que a Asmodée tem gestão para lidar com o ambiente brasileiro? Leis que mudam a toda hora, impostos e taxas que basta uma canetada para entrar em vigor, burocracia (mais de 2000 horas anuais para cumprir as exigências tributárias) e muitas outras peculiaridades. Eles estão costumados com cenário econômico adverso? Já vi muitas empresas gringas fazerem um business plan lindo pela expectativa do mercado brasileiro, frustrar-se, fazer as malas e cair fora.
O cenário dos próximos anos ainda está muito incerto com as eleições. E se o próximo presidente achar que a tributação de bens supérfluos deve ter mais outra sobretaxa? E sobre o IR que incide nos pagamento de royalties e propriedade intelectual para o exterior?
Vale lembrar que a Asmodée é um investimento de um fundo de Private Equity. Não existe compromisso de longo prazo a não ser com os resultados, se o Brasil não for mais interessante, au revoir.
Acredito que a equipe da Galápagos fará esta ponte fundamental para a manutenção do negócio no Brasil. Até agora os vencedores, e os parabenizo pelo mérito e conquista, foram os fundadores da empresa.