Olá pessoal, muito prazer. Esse é o meu primeiro post aqui.
Inicialmente, gostaria de parabenizar o Deodato pelos artigos de “Imersão”. Trata-se de uma proposta muito legal, buscando trazer sempre o contexto de cada boardgame apresentado por ele. O artigo do Viticulture foi crucial para me auxiliar na decisão de adquirir o jogo!
Já com relação ao tema proposto pelo Mombasa, confesso que desde a primeira vez que o vi e percebi que a temática dele trataria da exploração da África, fiquei um pouco incomodado com a proposta, a ponto de me distanciar dele no início. Contudo, buscando ler mais sobre a sua jogabilidade, e agora ao ler o artigo de imersão, eu acredito sim que na verdade o hobby pode, de fato, ser utilizado para criar-se uma reflexão sobre o seu conteúdo, sem que isso gere uma polêmica ou discussão acadêmica (ou briga de foice mesmo, tão comum nas redes sociais mundo afora).
Tal reflexão é muito importante não somente para demonstrar a sistemática do jogo dentro de seu contexto, mas também para suscitar nossa busca por mais informações e conhecimento do que ele representa, na verdade. E exatamente nesse ponto, talvez o autor do jogo e sua editora tenham perdido uma excelente oportunidade de serem mais ousados, por não oferecerem mecânicas mais imersivas ou, ao invés disso, uma explicação do porquê a temática mais light do jogo não corresponde à uma realidade bem mais dura do que essa partilha da África representou aos seus povos e nações, repercutindo sobre eles até hoje.
Ou até mesmo, alternativamente, criarem algo mais fantástico, exatamente como a Europa apresentada no Scythe. Essas opções poderiam deixar o Mombasa muito mais robusto, na minha opinião.