Essa é a minha cara toda vez que descubro algo novo nesse hobby
Começo hoje aqui um estilo de coluna que gosto muito de ler, que são as
mudanças na coleção de jogos do pessoal. Gosto de ver o
youtuber Rahdo e seus videos de atualizações (1 ou 2 por ano) navegando por sua estante e comentando por que os títulos permaneceram, quais foram adicionados etc. Na mídia escrita recomendo o
blog do Game Designer Roberto Pinheiro (
Katabrok) e sua colunas “Chegadas e Saídas”.
Mas antes de falar da minha coleção e das mudanças nela, eu gostaria de introduzir
como tudo começou para assim ficar entendido de onde vim e para onde vou.
Esse post vai tratar do Início minha coleção desde antes dela ser considerada coleção, fazendo alguns interlúdios entre as épocas que vivi com jogos analógicos
antes de me considerar um board gamer.
Me acompanhem nessa retrospectiva do ano de 2016 em 2 partes e também na continuação já em 2017. Descubram como é a mutação de um ameritrasher em um eurogamer, o amor constante pela disciplina do Game Design, o surgimento da paixão por livros de RPG e a constante busca por jogos rápidos, simples e viciantes.
Djow, a Origem: Magic The Gathering — 2004
Meu nome é Cássio, tenho 30 anos no momento dessa postagem, e estou há mais de 1 ano sem comprar Magic.
Minha pastinha surrada contendo o que sobrou da coleção.
Só pra situar vocês, eu nunca fui de jogos de tabuleiro na infância. Fui jogar
Detetive depois de velho, nunca brinquei de
Banco Imobiliário e nem sei do que se trata
Jogo da Vida. Joguei algum
Xadrez na adolescência (pois parecia algo hipster na época) e muito
Mahjong no computador. Sempre fui mais gamer eletrônico, mas na época da faculdade (+-2004) fui apresentado a droga mais forte que um nerd pode ter acesso: MTG.
Acho que foram mais de 6 anos comprando cartinhas, colecionando, montando decks, participando alguns pré-releases na
Dragon's House e jogando bastante com os amigos. Lia semanalmente os artigos do
Mark Rosewater sobre
game design, escavava o forum do
MTG Salvation diariamente. Os amigos todos entraram na onda do jogo, até A Noiva (na época namorada) sabia jogar um pouquinho. Era uma época boa e marcou bastante todo o grupo.
Mas o Magic ficou pra trás quando o pessoal ficou muito competitivo e os gastos aumentaram. Os jogos eletrônicos voltaram a chamar atenção.
Para mim, Magic The Gathering é algo único, nem chego a dizer que ele faz parte da minha coleção pois pra mim ele vive fora do hobby de board games/tabletop games, ele é um hobby em sí. O jogo de cartas competitivo
definitivo. Se você tem ele, se seus amigos jogam, se você faz mais amigos jogando, talvez não precise de mais nenhum hobby. O lore apoiado pela arte é fantástico, a comunidade, os eventos, tudo é muito bem conduzido pela
Wizards of the Coast em parceria com as lojas para que você continue jogando e gastando bastante dinheirinho. Acho um modelo de negócio muito inteligente. Hoje
digo não a tais drogas, qualquer TCG está fora do meu radar — ao menos é isso que eu tento dizer a mim mesmo — sigo um dia de cada vez.
Quando houver um mais (+) a frente do titulo, o jogo foi adicionado a coleção e você vai ver os motivos. Quando houver um menos (-), ele foi embora e também vai haver um justificativa.
+ Monopoly Deal — Aquisição #0 — 2008
Essa foi a primeira aquisição da nossa coleção (minha e Da Noiva), mas chamo ela de #0 pela historinha contada
aqui. Pra ter idéia, foi jogado apenas em 2017. Começou a fazer parte da coleção de forma retroativa como forma de lembrança da
minha mudança de pensamento sobre jogos. Do competitivo para o familiar.
Simbolicamente posicionado em frente aos demais jogos na nossa estante
Monopoly Deal Card Game é um honesto jogo de cartinhas com mecânicas de Set Collection/Coleção de Componentes e
Take That/Toma Essa elevado. Apesar de não apreciar a mecânica, acho que aqui ela encontra seu lugar aqui justamente pela curta duração do jogo, pois se levasse tanto tempo quando um Munchkin (infinito) com certeza não entraria na mesma categoria dele de jogos intragáveis. Na época era vendido por R$10 ou R$20 em qualquer supermercado e com certeza valia o investimento. Considero ele um jogo legal para momentos descontraídos com qualquer público, mas encaixa bem para não-gamers e não conhecedores de jogos modernos. Pouca coisa do tema de Monopoly ou Banco Imobiliário aparece aqui, pode decepcionar quem acha que é a mesma coisa em versão carteado. Partidas rápidas, fácil de jogar e explicar.
+ Brasil, um país de tolos — Primeiro Financiamento Coletivo (Catarse) - Maio/2013
Queria lembrar como cheguei até
Brasil - Um País de Tolos, afinal eu não conhecia o
conceito de Financiamento Coletivo, não conhecia o Catarse, nem estava de olho em jogos de cartas… ou será que estava? Nesse ponto eu já não jogava Magic, mas quem sabe o subconsciente procurasse um substituto mais
simples e
acessível (preço e complexidade)
Enfim, participei desse que foi
meu primeiro financiamento coletivo, recebi o jogo e logo jogamos ele. Estranhei todas as mecânicas pois só conhecia Magic. Meu primeiro contato com a mecânica do
Take That/Toma Essa. Foi aqui também que comecei a notar a
diferença da qualidade de produções nacionais para estrangeiras. Esse aqui ficou guardado por alguns anos até eu finalmente vir pro hobby em 2017 e desenterrar ele (pra depois doa-lo).
Citações, piadas e mais piadas. Difícil sustentar um jogo só assim
Fora o
tema do jogo, com personagens clássicos do nosso país e um certo humor, o jogo é passável. Suas regras são simples mas o manual não deixa claro algumas interações entre os efeitos. O
Take Take é elevado, a
partida é longa,
qualidade da produção bem questionável,
conteúdo adulto (exclusão do publico familiar), e o humor passa depois da primeira leitura de cada carta.
No próximo post: Uma visão da era pós-Magic que foi de 2012 a 2016, o foco nos jogos eletrônicos e… Munchkin (!?)