Galera, joguei ontem pela primeira vez Mottanai. Um amigo explicou as regras e batemos seis partidas.
No geral, gostei muito do jogo. Achei um ótimo filler com pegada euro. Em quatro jogadores, rolaram partidas de meia hora, e é um jogo com necessidade de atenção e planejamento. Curti muito mesmo.
Conforme me explicaram, o jogo acaba imediatamente após alguém completar a última obra requerida. O cara nem termina a própria rodada, se for o caso.
Aí fiquei com a impressão de ser uma vantagem significativa ser o primeiro. Meus amigos rebateram que não, que é desvantagem ter de orar várias vezes seguidas.
Mas vejam bem: orar várias vezes te dá a possibilidade de montar uma estratégia. Você pega mais cartas e separa a melhor sinergia possível. Além disso, como o jogo permite um número desigual de rodadas, o primeiro nunca tem uma ação a menos. E ele, se baixar um monge ou um oleiro, tem a escolha inicial das cartas do tablado - ao passo que o último fica com os restos. (O segundo, se baixar outro monge ou oleiro, também se dá bem. Mas a partir daí, costuma ser só ladeira abaixo, sendo que quanto mais próximo do último, mais provável de você ter turno a menos e piores escolhas no tablado inicial.)
E mais: o último sempre pode escolher orar várias vezes seguidas, claro. Mas ele tem muitas ações a disposição, e é provável que não o faça. Com apenas cinco cartas iniciais na mão, tem uma chance significativa de ele não ter uma boa sinergia entre elas disponível. Então acaba que ele demora mais pra definir a própria estratégia.
Se vcs considerarem o turno a menos que qualquer um além do primeiro pode ter, é como se o primeiro tivesse chance de adiantar o turno extra do fim pra se organizar, e cada um além dele tem esse benefício gradualmente reduzido, até o último, que fica bem pior.
No geral, que acham?
Será que uma house rule pra manter o número igual de turnos seria uma boa?