Como Jogar com Miniaturas Parte II – Jogando
The Dice is on The Table – Por Antonio Marcelo
Introdução
Olá pessoal, cá estamos de volta com a segunda parte de nosso artigo e vamos começar a falar um pouco mais do universo dos jogos com miniaturas. Desta vez vamos começar a aprofundar mais sobre o assunto. Antes eu queria agradecer ao leitor Luiz Pereira Santos pelo email e fico feliz que a primeira parte do artigo o tenha ajudado. Fiquem a vontade para perguntar e trocar umas ideias. Vamos que que interessa! Vamos falar de como é normalmente o processo de jogo e como podemos assim desfrutar de uma partida bem divertida.
Jogando
Muitos não sabem como jogar, inicialmente devemos ler as regras de jogo e entender as características da mesma. Um ponto muito importante é que num jogo de miniaturas estamos numa ambiente 3D, logo as considerações de terreno, movimentação, distância, devem ser observadas conforme a escala da mesa.
As principais dúvidas que muitos jogadores nos perguntam, são as seguintes:
a) Como mover ?
A movimentação é feita através da utilização de trena. Normalmente uma peça de infantaria na escala de 15 mm movimenta-se 12 cm. Para a execução do movimento deve-se seguir o esquema abaixo.
1- Marque na trena a distância
2- Coloque a mesma na frente da figura
3- Mova a figura conforme o gráfico abaixo
Na figura acima alinha vermelha indica o posicionamento da trena na frente da base das miniaturas e fazemos o movimento até posicionarmos a base na posição final da mesma.Cada tipo de tropa possui a sua movimentação específica determinada pelas regras de jogo. Podem existir diferenças causadas pelo tipo de terreno que diminuem os fatores de movimentação, por isso tenha em mente estas diferenças.
b) Como atacar ?
O ataque é feito com os dados e consulta de tabelas. Existem o que chamamos de modificadores que podem auxiliar ou prejudicar um acerto. Quando rolamos um dado para realizar um ataque, o número 1 sempre é erro, não importa a condição. Os modificadores são dados mediante uma situação, mas às vezes é necessário a utilização de mais de um modificador.
Exemplo :
Uma tropa atira com uma metralhadora. Nas regras está escrito que normalmente para o acerto em um alvo é necessário 3 ou mais em um arremesso de dado, ou seja, ele necessitaria de 3 ou mais para acertar (3,4,5 ou 6). O alvo contudo está protegido por um muro, nas regras existe uma penalidade de -1, logo para ele acertar o alvo precisa de 4 ou mais para este acerto.
Normalmente todos estes detalhes estão cobertos nas regras. Nos dias atuais não é muito comum regras muito complexas, pois isto tornou-se nicho de jogadores mais experientes e que querem muito, mas muito realismo. Contudo não descartamos estas opções para nossos jogos.
c) Situações que não são cobertas no livro de regras
Podem existir situações que não estão previstas nos livros de regras. Qual é a solução para isso : BOM SENSO. Não adianta querer fazer coisas fantásticas, do tipo super herói de Hollywood, que não existe isso. Contudo ações reais podem ser reproduzidas, do tipo: furar a parede de um prédio e atirar através dela. Estas ações podem ser sugeridas através do processo de house rules (“regras da casa”) e quem sabe compartilhamento das mesmas em fóruns, fanpages, etc. Os jogadores poderão trabalhar um pouco mais estes aspectos.
Conclusões
Bom qual é o melhor jogo para eu iniciar? Nosso conselho é: um simples com poucas miniaturas. Sistemas muito grandes e complexos, tendem a ser complicados, extensos e vai exigir um investimento inicial muito alto. Procure pela Internet sistemas para que vocês possam começar sem stress. No nosso próximo artigo vamos dar para vocês um sistema simples de combate chamado “Paleolítica”, onde faremos combates entre homens das cavernas. É um sistema super simples para que vocês possam se divertir e assim pegar as manhas de um jogo deste estilo. Fiquem ligados!!!

“Antonio Marcelo é fundador da Riachuelo Games e atua há mais de 10 anos como game designer e líder de projetos de games. Atuou mais de 20 anos na área de TI, nas áreas de rede e segurança de informação. Atualmente é professor do Núcleo Avançado de Ensino em Educação – NAVE RJ, projeto de formação técnica nas áreas de programação de jogos, multimídia e roteiro. Responsável pelas cadeiras de cultura de jogos, projeto de jogos, jogos analógicos e oficina de jogos. Tem mais de 30 jogos desenvolvidos e publicados entre eletrônicos, tabuleiro, serious games e advergames. Na sua coluna, irá falar sobre Game Design, Mecânicas de Jogo e Criação de Jogos”