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J. R. R. Tolkien tem muito do que responder. Não faltam jogos de aventura e fantasia onde aventureiros destemidos embarcam em uma missão inspirada por sonhos de tesouros inestimáveis. Este jogo da EN Publishing, no entanto, não é um deles. Com certeza ele apresenta versões dos vários arquétipos de jogos de aventura — guerreiro, mago, clérigo, druida, ladino —, mas a ambientação no design de Marc Kenobi ocorre depois que a aventura terminou. No início deste jogo, o dragão já foi derrotado. Os jogadores representam os aventureiros vitoriosos. Este jogo é inteiramente sobre dividir o saque!
Há muito saque para abocanhar. Você quer reivindicar sua parte justa e seu merecido prêmio — e talvez um pouco a mais por fora —, além de ser recompensado com títulos para que sagas sobre seus feitos sejam transmitidas por gerações.
Split the Hoard, portanto, é um jogo em que de 2 a 5 jogadores reivindicam tesouros e os compram uns dos outros. Alguns tesouros vão avançar os objetivos ocultos do seu personagem, enquanto outros podem pontuar quando combinados em combo com tesouros que já estão no seu monte. Você também pode ativar tesouros por seus efeitos durante a partida, embora precise descartá-los do seu saque.

Cada jogador compra três tesouros que deve colocar à venda por um custo base de 1, 2 ou 3 moedas. Eles ficam com quaisquer tesouros que não forem comprados. Na sua vez, os jogadores podem pegar duas moedas do monte de suprimentos ou usar moedas de seu saque para comprar um tesouro daqueles colocados para negociação por outros jogadores. Você pode deixar um tesouro mais caro para um rival comprar, mas perderá quaisquer moedas que usar para aumentar esse preço. No entanto, você pode querer fazer isso para desestimular os rivais a pegarem uma carta de que você precisa em seu próprio saque, talvez porque ela seja essencial para o bônus de coleção de conjuntos (set collection) que você receberá por ela. Em nossas partidas no Board's Eye View, tivemos algumas sessões de "negociação" memoráveis, nas quais os jogadores usavam preços inflacionados para enganar os outros, fazendo-os pensar que um tesouro era especialmente valioso para eles: uma aposta potencialmente cara, mas excelente quando bem-sucedida.

Cada personagem tem afinidade com um tipo específico de tesouro, concedendo a você uma carta de tesouro compensatória sempre que um dos seus tipos de tesouro for levado. O tipo do seu personagem também pode determinar como os empates são resolvidos; por exemplo, a afinidade do Ladino com a riqueza significa que ele vence se, ao final do jogo, houver um empate no título de Mais Rico (Wealthiest).

Trata-se, na realidade, de um jogo de coleção de conjuntos, blefe e dedução. Embora a oferta de troca seja chamada de fase de "negociação", não há uma negociação real — apenas a definição de preços e a decisão sobre o que comprar (e se deve comprar). Ficamos surpresos por o jogo não ter lances competitivos, mas isso resultaria em um jogo bastante diferente. Se tiver uma boa memória, você pode ter uma ideia de quais cartas os outros possuem em seus saques, mas isso pode ser imperfeito, pois há circunstâncias — incluindo habilidades ativadas de cartas — em que as cartas são adicionadas diretamente ao saque de um jogador sem passar pela fase de "negociação". O jogo vem com escudos para proteger seu saque dos olhares curiosos dos aventureiros rivais, e a EN Publishing incluiu um livreto de apêndice muito útil que detalha todas as cartas e seus efeitos. Eles só perderam a chance ao imprimir tabuleiros para cada jogador que são idênticos no verso; eles poderiam ter oferecido habilidades ou gêneros alternativos para os personagens. Essa é uma queixa muito menor, porém, em um jogo leve e agradável de duração filler, ideal para encerrar uma noite de jogatina de aventura como D&D.
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Traduzido*** por
Marcelo Gama
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