Cansado de resenhas longas e chatas como essa ? Seus problemas acabaram!
Chegou resenha-minuto! Agora você pode saber TUDO* sobre um jogo em apenas 1 minuto**.
*Talvez não seja exatamente tudo
** Tempo determinado em testes de laboratório

Resenha-Minuto: COLONY

Colony é um lançamento de Essen 2016, de Ted Alspach, mesmo autor de Suburbia e Castles of Mad King Ludwig. É um jogo de dados e tableau building.
Basicamente, você rola dados que representam recursos que você usa para comprar cartas que te dão outros recursos ou habilidades e pontos.
A primeira coisa que chama a atenção é a similaridade com Dominion. Não é um deck building, mas a estrutura é bem parecida.
Pra começar, você escolhe um conjunto de cartas para cada jogo, podendo escolher o “estilo” da partida que você quer. Se você quer que a partida seja mais interativa, você escolhe mais cartas de ataque e defesa. Se quiser mais quebra-cabeça, escolhe mais cartas de transformação de resultado de dados. Até dá para mexer na quantidade de sorte, pois tem algumas cartas que geram novas rolagens extras.
E cada carta escolhida fica num montinho de cartas iguais, assim como no Dominion.
Só que para comprar, você precisa ter os recursos certos. O legal é que você acumula dados nos turnos dos outros jogadores, para que você possa conseguir fazer alguma coisa no seu turno.
Uma coisa que eu achei interessante é que existem dois tipos de dados, que representam dois tipos de recursos: os estáveis e os voláteis. Os recursos estáveis você pode acumular de um turno para o outro no seu estoque, já os voláteis você perde se não gastá-los. Isso já adiciona uma nova camada na hora de escolher os dados para usar.
Com relação ao feeling do jogo, eu achei o desenvolvimento meio lento. Achei as cartas caras e, portanto, você precisa de muitos turnos para conseguir guardar os dados suficientes. Isso me incomodou um pouco, mas não estragou a experiência.
O que eu realmente gostei, foi a opção de descartar uma de suas cartas construídas e ganhar a quantidade de dados igual à diferença de pontos para o primeiro lugar. Isso eu achei genial! Como o jogo é uma corrida de pontos, para que alguém atrás use essa opção, ele tem que ficar atento para saber se o jogador à frente está perto de terminar o jogo. Com essa jogada, dá para fazer uns bons pontos numa única rodada e chacoalhar um pouco a pontuação!
Eu joguei 2 partidas. Eu imaginei que devido ao fato do jogo ter pouca interação (no conjunto básico de cartas), uma partida com menos jogadores seria melhor. Mas ao contrário do que eu imaginei, a partida com 4 jogadores fluiu melhor do que a partida com 2 jogadores, que teve desenvolvimento muito lento.
Fiquei com algumas dúvida nas regras que não consegui tirar no manual.
5 PALAVRAS: tema zero, dados everywhere, baixa interação, dominion de dados, sorte controlada (kind of)
ESTABILIDADE DA RESENHA: baixa. Senti que nas duas partidas que eu joguei tive impressões um pouco distintas, então tenho que jogar mais (que sacrifício!).
VOLTO OU NÃO VOLTO: volto. Sinto que ainda há muito para explorar nesse jogo.