Fala, Ludonautas!
Recentemente, tive a oportunidade de colocar na mesa dois jogos que me impressionaram bastante: Star Wars: Orla Exterior (2019) e A Iniciativa (2021). O que me deixou genuinamente admirado foi descobrir que duas experiências tão distintas vieram exatamente da mesma cabeça, o aclamado designer Corey Konieczka. Essa versatilidade brutal me instigou a pesquisar mais sobre o portfólio dele e decidi trazer esse levantamento aqui para o fórum, com o objetivo de debatermos como um único autor consegue navegar por universos e mecânicas tão diferentes com tanta maestria.
Em Star Wars: Orla Exterior, Konieczka nos entrega um autêntico jogo de aventura e mundo aberto para 1 a 4 jogadores, focado no submundo dos caçadores de recompensas e contrabandistas. Com uma complexidade média-baixa (2,52 no BGG), o jogo brilha ao dar total liberdade para você evoluir sua nave, contratar tripulantes lendários e caçar patrulhas faccionais para alcançar dez pontos de fama. A imersão é fantástica, capturando perfeitamente aquela sensação de começar de baixo com uma espaçonave simples e ir, aos poucos, deixando sua marca registrada como a maior lenda (ou a pior escória
) da galáxia.
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Aí você muda o ano para 2021 e se depara com A Iniciativa, um jogo cooperativo de campanha, estratégia e quebra de códigos que parece habitar um planeta mecânico totalmente diferente.
Nele, os jogadores assumem o papel de adolescentes em 1994 que encontram um misterioso jogo de tabuleiro. A narrativa é costurada por uma história em quadrinhos interativa, onde cada capítulo de 30 a 60 minutos exige dedução e aprendizado contínuo. É impressionante como o Corey consegue sair de um jogo espacial competitivo de sandbox e entrar em uma caixinha de mistério e criptografia nostálgica tão amarrada.
Mas a genialidade dele em cenários imersivos não é novidade, como prova o clássico
Eldritch Horror (2013).
Inspirado em Arkham Horror, este cooperativo de peso coloca até oito jogadores como investigadores viajando por grandes cidades e desertos remotos para impedir a destruição do mundo pelos Grandes Antigos. A mecânica de corrida contra o tempo, misturada com encontros bizarros e combates contra monstros dos mitos de Cthulhu, cria uma das narrativas de terror mais intensas e adoradas do hobby, mostrando o domínio do designer em construir uma tensão crescete através de componentes físicos.
Para fechar essa demonstração de pura criatividade, o Corey lançou em 2022 o bizarro e genial
Voices In My Head. Se nos outros jogos nós explorávamos galáxias ou o mundo, aqui nós exploramos a mente de um homem no tribunal.
Enquanto um jogador atua como o promotor tentando condenar o réu por assalto a banco, os outros controlam aspectos da personalidade dele (como egoísmo ou honestidade) usando marcadores em um tabuleiro tridimensional que representa o cérebro do personagem.
Diante de tanta variação temática e mecânica, eu jogo a bola para vocês: qual o seu jogo favorito do
Corey Konieczka e como você enxerga essa capacidade dele de se reinventar a cada projeto?
Abraços!