Entre as diversas experiência sobre as quais pretendo trazer minhas impressões durante as próximas semanas, uma delas se destaca pela sua potencial amplitude de imersão.
Criado como uma "skin" do jogo Mage Knight, refiro-me hoje ao grandioso Star Trek: Frontiers. Não vou me atrever a entrar tão a fundo nas entranhas deste universo, pois sei que há fãs que poderiam dar aulas sobre o assunto (e fiquem à vontade para comentar), mas gostaria de falar um pouco sobre o jogo e, ao final, trazer uma narrativa criada a partir de uma partida que jogamos com três jogadores, algum tempo atrás.
O jogo
Com a possibilidade de incluir até 4 conquistadores em uma partida, Star Trek: Frontiers atinge sua plenitude com dois jogadores, no modo competitivo ou cooperativo. Também é um excelente jogo solo, pois traz um desafio quase matemático em suas batalhas e satisfação aos amantes dos jogos individuais que não querem se preocupar com o tempo de AP.

Comparando-o ao original Mage Knight, Frontiers traz algumas novidades que podem deixá-lo mais fluido e dinâmico, como as possibilidades de bloqueio parcial durante as batalhas e a inexistência de variação entre dia e noite e suas consequentes limitações no uso da mana. Traz também um incremento temático que é o uso da diplomacia para a "conquista" de novos planetas e benefícios.
Trazendo elementos e personagens de diversas épocas da franquia Star Trek, Frontiers se destaca por conseguir colocar tanto tema e imersão, ainda que em um jogo adaptado. Vlaada traz toda a sua genialidade à tona nesta criação (como o fez em Mage Knight) e entrega um universo em que tanto os fãs da franquia quanto os amantes de jogos narrativos poderão se esbaldar e transbordar na imersão e criatividade em suas jogatinas.
"Quando você elimina o impossível, o que restar, embora improvável, deve ser a verdade."
A partida (resumida e temática)
"O capitão Benjamin Lafayette Sisko foi um famoso oficial da Frota Estelar, conhecido principalmente pelo seu comando de sete anos da estação espacial Deep Space 9 no setor bajoriano." Encarregado de ser o representante da Federação nesta importante missão de reconhecimento, Sisko deparou-se com civilizações hostis e surpreendeu-se com um imponente Cubo Borg que já o aguardava nestes confins da Galáxia. Ao final, sobrepujou todo a área Y do espaço explorado em formato de cone e garantiu a paz nesta região por mais algum tempo.

Na mesma missão, representando os interesses da Federação, o General klingon, Martok, e sua imponente tripulação a bordo da I.K.S. Negh’Var, avançaram rapidamente pela região central e conseguiram estabilizar as ameaças Borg que preparavam suas frotas para um ataque massivo aos pacíficos povos daquela área.
Por fim, ao enfrentar os inimigos romulanos e dominions, as irmãs Duras, Lursa and B’Etor, comandando sua Bird-of-Prey, alcançaram as novas fronteiras na divisão X do cone. Cinturões de asteroides com proporções podendo ser medidas em anos-luz impediram as klingons de concretizarem os seus misteriosos planos.

Por fim, a força e diplomacia trouxeram alguma calmaria à região recém-descoberta. No entanto, o alto escalão das Forças de Pacificação identificaram novos riscos iminentes. Os oficiais de menor patente escutam rumores de que construções Borg localizadas na inexplorada região Z concentram forças muito mais ameaçadoras do que aquelas enfrentadas até então. Certamente os mais experientes capitães serão convocados para desbravar estes novos mares e descobrir quais são os planos Borgs. Mas será que realmente são estes velhos inimigos a principal ameaça?