6 jogadores
Figueira (The Yssaril Tribes)
Guilherme (The Mahact Gene-Sorcerers)
Gustavo HDS (Last Bastion)
Luiz Eduardo (The Naaz-Rokha Alliance)
Murilo (The Council of Keleres)
Tiago (The Rael Nel Consortium)
O jogo foi usando a expansão Thunder's Edge, o que me deixou confuso com as várias regras novas a princípio, com Descobertas (Breakthroughs), Fissuras (Rifts), além planetas (o próprio Thunder Edge), cartas, e facções novas (três que foram usadas: o Rael Nel, o Last Bastion e os Keleres). O começo foi relativamente suave, sem agressões e com o pessoal aberto para negociações.
De cara eu me senti caindo um tanto para trás, pois enquanto os demais exploravam áreas com mais planetas, reativam planetas, e fazia diabruras variadas, o meu lado era relativamente fraco. O melhor para meu lado era minha economia, pois tinha 4 espaços para mercadorias e peguei cedo uma área com um posto de troca (é um planeta, mas que a pessoa não ocupa com tropas, e que aumenta seu espaço de mercadorias em 1). Assim, na base da carta de Comércio, eu conseguia o necessário para manter a produção ativa.
Quase me escapuliu fazer a minha Descoberta - é necessário pagar alguma coisa (5 de recursos, 1 carta de objetivo secreto, 2 cartas de ação, etc) enquanto os espaços estão abertos; mas eu não dei bola pois tinha entendido errado o efeito da minha Descoberta - que era ir acumulando as cartas jogadas na fase de ação, e ao passar, eu pegava uma carta da pilha. Resolvido meu mal-entendido, felizmente tive chance de preencher o último espaço aberto, e ainda pude alocar o planeta Thunder Edge ao lado do meu planeta natal - ainda que sob controle dos Naaz-Rokha (roxos), que foram quem mais haviam contribuído.
Os Mahact (amarelos) tomaram Mecatol, e com a Imperial, já conseguiram pontuar. Após uma primeira rodada em que ninguém mais pontuou, os Mahact chegaram a abrir 3 contra zero de todos os demais. Na votação, tentei igualar mais as coisas, ao lutar pela aprovação de uma lei em que todos os jogadores teriam apenas 1 voto, independente da quantidade de planetas; mas não passou. Depois, teve a primeira treta feia do jogo, quando os Yssaril (vermelhos) realizaram uma ação traiçoeira, pegando o Thunder Edge dos Naaz-Rokha, o que foi um golpe forte, pela parte dos recursos, que já estava alinhados para usar numa carta de pontuação; além de os Naaz-Rokha terem feito um acordo custoso para estes justamente com os Yssaril.
As repreensões foram várias, ainda que a promessa de ataque jamais tenha sido levada à cabo, os Naaz-Rokha não pegaram uma dívida e ainda se recusaram a usar a ação de Comércio para os Yssaril. Os Naaz-Rokha pegaram a tecnologia do Warsun e ainda completar seu Megazord com 4 Mechas - o Megazord é basicamente um Warsun melhorado, brigando no espaço e na terra (essa ação vem na expansão, por sinal). Só que, após ocupar o planeta lendário de Malice com um Warsun e seu Megazord, não teve mais muita ação para nenhum dos dois.
O Megazord (usando uma mini do Scythe, que encaixou até na cor!):
:strip_icc()/pic9307696.jpg)
As agendas continuaram variadas - ainda mais com os Keleres (rosas) efetivamente duplicando a quantidade deles (o poder principal da raça é realizar votações durante a fase de ações, sendo sempre o último a votar, e podendo usar bens de comércio como votos). Ainda que cheias de tensão e algumas facadas nas costas, também adicionou fácil uns 90 minutos ao total do jogo. Os Yssaril (vermelhos) não se demoraram a tomaram Mecatol dos Mahact (amarelos), e depois procederam para atacar onde os mesmos haviam recuado. O problema dos Mahact, porém, estavam só começando, pois pesada é a coroa de quem lidera o jogo com vantagem de 2 ou mais pontos. Isso porque, apesar de travarem negócios desde a 1a rodada com os Last Bastion (pretos), eis que esses, com seu Warsun, invadiram o planeta natal dos Mahact, que costumeiramente se arriscavam, deixando de pouco para nada ali - talvez eles pensassem que os próprios Bastions iriam defender o local, o que é como deixar a raposa cuidando do galinheiro: enquanto ele estiver de barriga cheia, até dá pra confiar um pouco, mas é só bater uma fominha...
Já que os Yssaril foram pro meio, eu os ataquei para cumprir um objetivo secreto, e apesar de não seguir adiante nas agressões, também não devolvi o planeta. Com os múltiplos golpes, de líder os Mahact despencaram na pontuação, e nem assim eu os passei! A briga na frente estava entre os Yssaril e os Last Bastion, com os Keleres e os Mahact no meio, os meus Rael Nel em penúltimo, e os Naaz-Rokha ainda tentando se vingar e recuperar algum terreno vindo na rabeira.
:strip_icc()/pic9307698.jpg)
Segui investindo em PDS, e basicamente só isso, porque, após as primeiras rodadas, pessoal pegou nojo de escolher a peça de Construção, e, com isso, ninguém mais estava fazendo PDS ou docas, o que, honestamente, não era ruim pra mim, já que as áreas ao meu redor era uma zona de tiro bastante perigosa, e ninguém, durante a partida, ousou testar a sorte. Os Keleres (rosas) continuavam melhorando sua posição por causa das votações e vendendo sua carta especial, e cobria uma área grande do mapa, mas estava relativamente quieto, ainda que pontuando. Os Mahact seguiam respirando por aparelhos; e o maior perigo era claramente os Bastions (pretos), pois os Yssaril, apesar de estarem bem na pontuação, faziam tantas escolhas ruins, que acreditamos que estava parcialmente dormindo e parcialmente acordado. Ademais, apesar de sairem de Mecatol, os Yssaril (vermelhos) usou uma carta nova da expansão, que traz umas naves neutras (cinzas), que não pertencem a qualquer jogador, e brigam com qualquer um que entrar no local (até quem usou a carta). Mas os Yssaril usaram na marotagem, para manter o controle de Mecatol sem ter que defender o espaço.
Detalhe da frota pirata controlando o espaço aéreo em Mecatol:
:strip_icc()/pic9307700.jpg)
O jogo chegava na reta final, onde pelo menos 4 jogadores tinham chance de alcançar os 10 pontos: a melhor posição, em pontos, era dos Bastions, seguido pelos Yssaril, Keleres e eu (a minha chance era mais escondida). Mas parar os Bastions, para comprar mais uma rodada, parecia relativamente fácil: era obrigatório garantir que eles não tivessem acesso à bens de comércio, pois o objetivo que podiam cumprir exigia 3 bens - assim, os Keleres pegaram a peça de Comércio, com a missão de não repor nem trocar com os Bastions. E na 1a chance que teve, eles foram para ativar a peça... mas eis que os Bastions usaram uma carta que impedia o uso de uma peça. Ok, sempre problema, tecnicamente isso nada muda... Para, logo em seguida, no turno dos Bastions, eles usaram uma outra carta de ação que permitia usar a ação principal de uma peça não utilizada! Golpe de mestre! Creio que nunca vi um soco 1-2 tão bem aplicado no TI4, com o sabor adicional que, devido ao poder da raça dos Bastions, eles não podiam ser Sabotados. Puro cinema!
Agora, após essa malandragem de nível épico, o que restava era capturar o planeta natal dos Bastions para impedi-los de pontuar objetivos abertos. Não era uma tarefa fácil, pois eles estavam bem protegidos, mas os Naaz-Rokha pareciam capazes de realizar a missão: tinham o Warsun e o Megazord, que apesar de provavelmente estar enferrujado por falta de uso, com um óleo devia dar briga ainda. Usamos algumas cartas e poderes para fornecer boas cartas de movimento e de combate para os Naaz-Rokha, enquanto os Yssaril, ainda sofrendo de narcolepsia cerebral, ficava roubando cartas de quem estava tentando dar a eles mais uma rodada para tentar vencer.
Os Bastions passaram, pois eu, de propósito, segurei o uso da peça 1, para que eles não conseguissem acesso a mais ações. Então os Naaz-Rokha iniciaram seu ataque, usando uma carta para movimento adicional, de forma a mandar uma boa frota para uma luta que seria um cara ou coroa. Só que, quando a sorte está do seu lado, é só agradecer: ao passarem, os Bastions compram uma carta de ação, e a que compraram, naquele momento, foi a Sabotagem! Com isto, impediram o movimento adicional da maioria das naves dos Naaz-Rokha e, assim, com o pouco que chegou, a luta foi totalmente desigual. Agora a questão que restava era: haviam eles cumprido seu objetivo secreto?
Eu fiz a minha parte: após uma preparação, parti para tomar um planeta bem relevante: a Tumba de Emphidia, pois eu tinha a relíquia da Coroa de Emphidia, e se dominasse o planeta, na fase de situação, eu marcaria 1vp. Não foi particularmente problemático tomar a Tumba, já que tinham deixado o local só com 1 tropa. Foi uma recuperação excelente, para quem estava brigando na para traseira (e poderia ter sido mais que só uma recuperação, tivesse negociado por um Apoio ao Trono, mas não o fiz), contudo não foi suficiente, pois os Bastions (pretos) conseguiram cumprir seu objetivo secreto, e chegaram a 10 pontos e ficaram com a vitória!
Notem meus Rael Nel verdinhos lá do outro lado do mapa, ocupando a Tumba:
:strip_icc()/pic9307697.jpg)
A partida durou cerca de 9hs (das 10 da manhã até 8 da noite, com parada para almoço e os Keleres metendo 1h e tanto na brincadeira só pelo poder deles). O resultado final ficou:
Gustavo HDS (Last Bastion) - 10 points
Tiago (The Rael Nel Consortium) - 9
Guilherme (Gene-Sorcerers Mahact) - 8 (2)
Figueira (The Yssaril Tribes) - 8 (3)
Murilo (The Council of Keleres) - 8 (5)
Luiz Eduardo (The Naaz-Rokha Alliance) - 6
:strip_icc()/pic9307701.jpg)
E foi isso! Abs,