RFreitas:: É isso mesmo. O espírito da coisa é "esteja sempre vigilante". Segundo o manual, se vc deixa o mundo acabar sob sua vigília (seu turno), a responsabilidade é sua. Aí as cartas atirador solitário, crise dos mísseis, olimpiadas, criação da cia, inveja do míssil, e outras ganham outro peso.
JonJon:: Pelo que entendi do manual, defcon desceu para 1 no seu turno, você perde,
A Inteligência Artificial simplesmente utilizou isso contra você.
RFreitas e
JonJon, no item 8.1.3 realmente tem isso, mas o item 10.3.1 (página 12) do manual é expresso: Guerra nuclear: o jogador também pode vencer se o oponente rebaixar o nível de DEFCON para 1.
Nesse caso, aparentemente temos um conflito real entre as regras, elas se contradizem. Meu oponente rebaixou o nível de DEFCON durante a minha rodada; qual das regras deve ser aplicada?
Mas ao mesmo tempo, a regra 8.1.3 parece não contemplar essa hipótese de cartas que permitem ao adversário realizar uma ação de operação durante a rodada do jogador da vez. Parece que ela quer dizer que se o jogador da vez faz uma ação ou evento que reduz a DEFCON, ele perde, sem considerar essas cartas especiais.
Se aplicarmos a regra 8.1.3, pura e simples, eu realmente perdi. Mas se aplicarmos a regra 10.3.1 eu ganhei.
Então eu penso que deve prevalecer a regra 10.3.1, interpretando a regra 8.1.3 de acordo com a 10.3.1. Ou seja, perde quem reduziu a DEFCON para 1, independentemente de esse jogador ser o jogador da vez. Novamente, ao ser redigida essa regra 8.1.3, parece que os designers não consideraram a hipótese de serem jogadas essas cartas especiais que permitem ao adversário realizar uma ação na rodada do jogador da vez.
E também tem a regra de ouro, segundo a qual se o evento de uma carta contradiz as regras gerais, o texto da carta tem prevalência.
A carta Crise dos Mísseis de Cuba é expressa em falar que se o oponente tentar um golpe em qualquer lugar do mapa, ele perde.
Então, por mais que fosse meu turno, o adversário implementou a condição da carta, ou seja, ele perde, uma vez que o texto da carta deve prevalecer, já que contradiz as regras gerais. E o adversário poderia ter escolhido não realizar o golpe; se ele escolheu, foi por conta e risco dele, desafiando o evento da carta.
E olha só que coisa meio absurda: se meu oponente realizasse um golpe em um país não disputado, eu ganharia. Mas como foi em um país disputado, eu perco? Não querendo ser chato, mas já sendo: não faz sentido!
Vou além: imagina que, usando a carta D. Fantástico no mesmo turno, o DEFCON tivesse subido para 5. Ainda assim, se ele realizasse um golpe, ainda que em um país não-disputado, eu ganharia, porque o simples fato de o adversário realizar uma ação de golpe dá a vitória pra quem jogou a carta Crise dos Mísses de Cuba.
Não sei, só penso que nesse caso a solução dada foi estranha, desconsiderando o evento que estava vigorando naquele turno, como se ele nem existisse, independentemente do nível de DEFCON.
E só um adendo quanto à carta das Olimpíadas. Eu sei que a interpretação que os jogadores mais usam é essa mesmo de que perde quem jogou a carta, se o adversário boicotar e a DEFCON estiver em 2.
Só acho que não seja a interpretação mais adequada, por ser anti-temática.
As Olimpíadas são um evento pacífico. O responsável por aumentar a tensão é quem boicota o evento, e não aquele que o promove.
Então penso que deve perder quem boicota, por ser o responsável pelo aumento da tensão nuclear mundial. Quem promoveu o evento estava na melhor das intenções (ou não. Hahaha). Mas o manual fala, na parte da história das cartas: os jogos eram uma válvula de escape para a tensão mundial. Então jogar a carta das Olipíadas quando a DEFCON está em 2 seria um modo de forçar o adversário a participar dos jogos, já que o boicote implicaria ele perder por ter dado causa a uma guerra nuclear.
Mas de novo, é só minha opinião.
Acho legal debater essas regras, porque assim o jogo pode se aprimorar cada vez mais.