Raio::Me parece algo estranho e um pouco preguiçoso. Talvez interessante apenas para um DIY com tampinhas de garrafa e disquinhos de papelão. Mas não compraria isso de jeito nenhum.
Eu te entendo. No mundo existe um excesso de oferta de jogos. E isso atinge até mesmo os jogos abstratos. Porém com os abstratos esse problema é mais grave, pois a falta de tema facilita muito o jogo cair na vala comum dos "abstratos genéricos". Aqueles jogos sem alma, que parecem não te dar nenhum motivo para você gastar algum tempo com eles.
Todo jogo precisa ter um diferencial. Uma personalidade. Algo que o torne único. Ou que desperte imediatamente a vontade de experimentar. No caso dos abstratos puros, esse
sex appeal só pode pode vir pelo lado da mecânica. Ele precisa fazer você se apaixonar por ele por causa
da ideia.
Vou citar alguns exemplos que funcionaram comigo, só de ler as regras.
Pentago (O jogo é horrível. Isso você só descobre jogando. Mas a ideia atrai qualquer um.),
Annuvin,
Hive,
Bloqueio,
Quarto!,
Mijnlieff,
Territórios. Outros eu precisei conhecer um pouco mais para perceber o quão geniais eles são. É o caso de
Abalone / Polaris e
Amazons. Alguns eu precisei jogar para perceber o quanto são bons.
Fanorona é um exemplo. À primeira vista, parece ser só mais um abstrato genérico. Mas é muito mais que isso.
Há também os que nunca tive oportunidade de jogar, mas têm ideias tão interessantes, que não vejo a hora de experimentá-los:
Tak e
Glüx. E também os que olho com alguma desconfiança, sem saber se vou gostar ou não:
SHŌBU.
Enfim, a fartura é grande! E o tempo, sempre limitado. Isso torna indispensável lançar mão de nossos instintos como filtro. Simplesmente não dá para experimentar tudo.