Alysson Higino ::
Fala Iuri!
Então, vamos filosofar um pouco....
Você não acha que esse "conformismo" que se vê no hobby, que é um lazer, não é o mesmo que se vê em tantas outras coisas mais sérias que geram problemas tão mais graves como na educação, saúde, transporte e etc?!
Sendo assim, não é uma coisa tão fora do normal...
Eu acho que muitas pessoas não dão esse valor todo que você está dando para um "brinquedo" e, se ele vier com algum problema, muitos irão se adequar para aproveitar e se divertirem o máximo com o que tem.
Além disso, nem todos tem "berço de ouro" para poderem comprar o jogo que querem, lacrado, sem mofo, com a caixa sem um amassado, nas melhores condições possíveis. É um hobby caro!
Então eles estão errados de torcerem para pegarem uma promoção do jogo?
Mesmo que venha com mofo, é a oportunidade que vão ter de comprar!
Isso não acontece só com jogo. Tem vários produtos, inclusive de alimentação, roupa, carros, etc. que são vendidos mais baratos porque sabidamente tem "pequenos" defeitos.
Em relação ao Old World, tiveram e ainda estão descobrindo vários erros. Na minha opinião há duas opções:
1) Tentar se adequar (lei de Darwin) para aproveitar, viver momentos e se divertir apesar das adversidades.
2) Entrar em uma briga com a editora.
Eu sinceramente acho que a vida é curta demais para perder tempo com a opção n°2.
Grande Abraço!
Caro
Alysson Higino.
Rapaz, eu concordo em parte consigo.
Realmente, o brasileiro é o povo mais conformado e acomodado do mundo, e se nós não brigamos por nosso direitos básicos em coisas mais sérias, realmente fica difícil esperar que briguemos por nossos direitos, em relação a algo tão supérfluo quanto board games. No entanto, é preciso considerar que o público dos board games não é composto pelo brasileiro médio, mas sim por pessoas de classe média e classe média alta, normalmente com ensino superior, com acesso a informação, com maior poder aquisitivo e que em tese deveriam ser mais esclarecidas. Por isso era, de se esperar que esse público tivesse mais consciência de seus direitos e brigasse por eles.
Além disso, tem outra coisa que é muito curiosa em, relação aos board games. A mesma pessoa que aceita um jogo com erro de impressão nos tokens, jamais aceitaria comprar uma camisa, chegar em casa e descobrir que ela tem uma mancha mesmo que minúscula. Na mesma hora a pessoa voltaria na loja e devolveria a camisa. Então porque essa mesma lógica não funciona com board games? Alguém por um acaso compra um carro na concessionária, recebe o carro arranhado e com um leve amassado, e fica com ele assim mesmo, só porque isso não atrapalha que se use o carro? Você conhece alguém assim? Eu não conheço. Então porque motivo no caso dos board games nós deveríamos nos comportar de forma tão conformista?
Quanto a questão do valor, eu discordo, porque board game nem é brinquedo, e nem custa igual a brinquedo. Se os board games modernos custassem R$ 50,00, até daria (não deveria, mas daria), para entender. Só que os jogos modernos não custam R$ 50,00, eles custam 10 e a às vezes até 20 vezes esse valor. Então não sou eu que dou um valor muito alto para os jogos, são eles que realmente têm um valor muito alto, porque com certeza você vai concordar comigo no quanto vale ou melhor o quanto custa ganhar R$ 500,00, R$ 700,00 ou R$ 900,00. Eu sei que valor é subjetivo e preço é objetivo, mas deu para entender a ideia.
Para terminar, da forma como eu penso, é justamente porque as pessoas aceitam jogos mofados, que os jogos são lançados mofados, e é justamente porque as pessoas não se importam tanto com jogos com defeito, que eles continuam saindo com defeito, é justamente porque a pessoas não aguentam esperar o preço dos jogos baixar e continuam comprando logo no lançamento, com o preço nas altura, que os preços continuam subindo, e enquanto as pessoas não mudarem de atitude, essas situações se perpetuarão se é que não vão piorar.
Um forte abraço e boas jogatinas!
Iuri Buscácio