Ovatsug Rednal::fabiomoon007::Reclamou de quem ajudou na greve.
Reclama de quem exige profissionalismo de empresa que vende produto muito caro.
Curiosamente a postura parece ser de exigência de pureza de intenção para se fazer exigências a outrem. A postura também sugere espantosamente que manifestações públicas de desacordo com atitudes comerciais são personalíssimas, o que vai totalmente contra o interesse público assim como no caso da critica ao colega que ajudou na greve só pela bagunça.
O que importa mais: a pureza da intenção ou a participação de mais uma voz na luta?
Se o que importa mais é a pureza, na vida cotidiana issso seria parecido a pedir para o desafinado sair da plateia durante um show, ou pedir para o desajeitado sair da torcida durante a partida de futebol, ou pedir para o analfabeto não opinar sobre um debate político.
Eu sempre irei me insurgir contra quem quer que seja que prejudique pessoas. Sempre que eu quiser e da forma que eu quiser, assumindo todas as consequências pelos meus atos e pelas minhas palavras.
Pelas suas regras, não poderíamos ter associações de proteção aos consumidores como o IDEC, por exemplo, uma vez que ele não faz parte da massa que comprou o jogo. Não poderíamos ter sequer Procons.
A sua lógica colocada em prática significaria um retrocesso abissal no direto consumerista.
O engraçado do seu exemplo não eh a falta de sinceridade do seu amigo na greve; eh a sua visão radical do "lugar de fala" que me soa incrivelmente egoísta por colocar a exigência de uma suposta pureza ideológica dos grevistas antes do objetivo principal que era a melhoria dos salários.
Então nesse seu relato o que transparece eh que o seu desejo de pureza ideológica era mais importante que as conquistas coletivas.
Eu acho isso tudo muito fascinante do ponto de vista da lógica e também do ponto de vista do direito do consumidor.
A minha tranquilidade eh o fato da sua visão ser minoritária, o que favorece a coletividade.
### **O Sapo e a Sábia Coruja**
Em uma floresta verdejante, onde os rios cantavam e as árvores sussurravam segredos ao vento, vivia um sapo chamado Tadeu. Tadeu tinha uma peculiaridade: ele adorava criticar tudo ao seu redor. Se o sol estava brilhando, ele reclamava do calor. Se a chuva caía, ele queixava-se da umidade. Até mesmo o coaxar dos outros sapos era motivo para seus descontentamentos.
Mas não eram apenas suas reclamações que incomodavam. As críticas de Tadeu eram tão constantes e insistentes que acabavam afetando os outros animais da floresta. Quando ele se queixava do sol, as borboletas que dançavam felizes nos raios dourados se escondiam nas sombras, desanimadas. Quando resmungava sobre a chuva, os pássaros que cantavam alegres para se refrescar, paravam de cantar, temendo que sua alegria estivesse fora de lugar. E o coaxar dos sapos, que antes era uma melodia harmoniosa ao entardecer, tornou-se um coro hesitante e apagado.
Um dia, enquanto Tadeu estava sentado em sua folha favorita, resmungando sobre o vento que soprava forte, a sábia coruja Olivia, que observava tudo das alturas, pousou ao seu lado.
"Bom dia, Tadeu," saudou a coruja com sua voz serena.
"Bom dia, se é que se pode chamar assim," respondeu Tadeu, franzindo a testa. "Este vento está me irritando."
Olivia, com seus olhos grandes e brilhantes, olhou ao redor. "O vento é parte da dança da natureza, Tadeu. Ele refresca o ar e ajuda as árvores a espalharem suas sementes."
Tadeu bufou. "Mas ele bagunça minhas folhas! E os outros animais parecem não perceber o quanto isso é incômodo."
A coruja inclinou a cabeça, curiosa. "E o que você faz para lidar com isso?"
"Eu? Eu resmungo, é claro. O que mais poderia fazer?" respondeu o sapo, orgulhoso de sua resposta.
Olivia sorriu e continuou. "E sobre os pássaros que cantam alegremente todas as manhãs? Você já reparou em sua melodia?"
"Ah, aquelas aves barulhentas? Claro que sim. Nunca param de piar!" reclamou Tadeu.
"Você já tentou cantar com eles ou apreciar sua canção?" perguntou a coruja, suavemente.
"Não, isso não é para mim," respondeu Tadeu, cruzando os braços. "Eu prefiro apontar suas falhas. É mais fácil."
Olivia ficou pensativa por um momento e depois perguntou: "Você já notou como suas palavras afetam os outros, Tadeu?"
O sapo franziu a testa. "O que quer dizer com isso?"
"Ao criticar o sol, as borboletas escondem suas cores vibrantes. Quando reclama da chuva, os pássaros deixam de cantar. E seus próprios amigos sapos ficam tristes quando você desvaloriza o seu coaxar."
Tadeu, surpreso, olhou ao redor e viu o que antes não percebia. As borboletas estavam escondidas, os pássaros em silêncio e os outros sapos, que antes coaxavam alegres, agora estavam quietos e cabisbaixos.
"Eu... eu não sabia," gaguejou Tadeu.
"Às vezes," continuou Olivia, "não percebemos como nossas palavras e ações podem afetar o ambiente ao nosso redor. A vida é cheia de desafios e imperfeições, mas podemos aprender a apreciar o que temos e talvez contribuir com algo positivo. Assim, a beleza ao nosso redor cresce, e todos podem ser mais felizes."
O sapo, refletindo sobre as palavras da coruja, ficou em silêncio. Percebeu que suas críticas não só o privavam da beleza da floresta, mas também apagavam a alegria dos outros.
Olivia ficou em silêncio por um momento, contemplando a paisagem. Então, com um olhar sábio, ela disse: "Tadeu, a vida é cheia de desafios e imperfeições. Mas, ao invés de apenas criticar, podemos aprender a apreciar e talvez contribuir com algo positivo. Assim, a beleza ao nosso redor cresce."
Desde aquele dia, Tadeu decidiu tentar uma abordagem diferente. Em vez de resmungar sobre o vento, ele procurava uma sombra confortável. Em vez de criticar os cantos dos pássaros, ele ouvia e, às vezes, tentava cantar junto. Aos poucos, a floresta começou a parecer mais acolhedora e harmoniosa para ele e para todos os animais que lá viviam.
**Moral da história:**
Quem só aponta as falhas alheias sem contribuir positivamente, não apenas se priva da beleza ao seu redor, mas também rouba a alegria dos outros.