Sergiordg ::Ótimo texto.
Acho legal pensarem pelo menos para 5 jogdores, mesmo com risco de aumentar o tempo de partida.
A Stonemaier é um exemplo. Dos que eu conheço, todos são originalmente para até 5 (Scythe e Tapestry) ou 6 (Euphoria e Viticulture).
Mas entendo que talvez seja mais fácil equilibrar com até 4 mesmo.
Cico:: A rigor esse exemplo é problemático, por ser uma editora que lança primeiro e se preocupa com equilíbrio depois
Caros
Sergiordg e
Cico
Em primeiro lugar, quero agradecer ao elogio do Sergio.
No mais, vocês dois têm toda a razão. É claro que um jogo para mais do que 4 jogadores tem a vantagem de acomodar mais pessoas. Porém, não adianta fazer isso sacrificando o equilíbrio e balanceamento do jogo, para que não se termine com um jogo quebrado.
A verdade é que a complexidade e diversidade de ações, normalmente, são inversamente proporcionais à quantidade de jogadores. Assim, salvo algumas exceções, quanto maior a quantidade de jogadores, menor será a complexidade e o leque de ações possíveis, e vice-versa. As exceções ficam por conta de eventuais jogos que talvez tenham alta complexidade, mas poucas ações possíveis. Nesse exemplo, mesmo que o jogo seja complexo, os jogadores têm poucas ações para escolher, o que faz com que, pelo menos em tese, os turnos não demorem tanto. Nessa questão, é preciso considerar o leque de ações como um todo. Assim, se em um jogo, o sujeito só puder alocar um mepple por vez, mas tiver 6 espaços possíveis, na verdade, ele acaba tendo mais ações do que em um jogo em que ele tenha 3 ações por turno, como comprar uma carta, descer uma carta ou coletar um recurso.
No tópico eu usei o exemplo de um jogo com 6 jogadores, cada um demorando 6 minutos, o que dá um delay de 30 minutos, para que alguém jogue novamente. Mas se esse tempo subir para 10 minutos, o delay passa a ser de uma hora. Por melhor que seja o jogo, e por mais importante que seja a "leitura de mesa", para o sujeito jogar 10 minutos e esperar uma hora para jogar de novo, é preciso ser um verdadeiro "tarado" pelo jogo.
Claro que 10 minutos parece pouco tempo, mas para fazer uma jogada em um board game isso é muita coisa. Ninguém demora 10 minutos por turno, em jogos como Stone Age, Ticket to Ride, Splendor, Carcassonne, ou Isle of Skye. Talvez isso ocorra em jogos muito pesados, como uma partida de Twilight Imperium 4, com todo mundo jogando pela primeira vez e consultando as regras. Mas esse definitivamente não é o padrão dos board games. Normalmente, no caso desses jogos mais pesados, o que ocorre é que o grupo de jogo seja composto de pessoas experientes e que saibam jogar, mesclado com pessoas que nunca jogaram. Com pessoas mais experientes, o normal é que os turnos sejam mais rápidos, apesar de, mesmo assim, o TI4 demorar horas.
Um forte abraço e boas jogatinas!
Iuri Buscácio