Faribero::
Será que o David Turczi ou o Automa Factory não teriam capacidade de fazer um bom modo solo para esse jogo? O modo solo certamente dá uma pegada diferente, mas não necessariamente ruim.
Turczi e Automa Facatory partem do princípio de que dá para fazer, e dá para propiciar uma experiência solo prazerosa.
Infelizmente o brasileiro parte do princípio de que não dá para fazer.
tem jogos que não dá mesmo pra fazer, ou os caras não querem.
acho engraçado é alguém que não é designer, que não faz, que não manja, vir falar como outras pessoas devem trabalhar e ainda de uma forma que dá a impressão de diminuir os caras.
"os brasileiros estão dois degraus abaixo".
"brasileiro parte do princípio que não dá pra fazer"..
de boa, brasileiro se esforça muito, num país de custo elevado, baixa cultura de boards, onde mesmo os donos das editoras praticamente levam jogos como uma renda extra por que ninguém consegue viver disso... e tu vem falar que estão degraus abaixo de mercados consolidados e que se esforçam pouco.. fala sério.. certeza que se esforçam muito.
quanto a "não dá pra fazer", eu prefiro verdade do que um negócio esfarrapado.
eu não imaginaria jogar coup, sheriff de nothingham, ou algum jogo mais tático, que dependa de leitura de mesa, pois nesses casos como foi dito, poderia ter um automa que fizesse uma pontuação aleatória média, mas isso ia ser longe de representar algo parecido com a dinâmica real que o jogo foi projetado.
e esse negócio de adaptar número de jogadores pra vender mais eu acho uma baita sacanagem, visto por exemplo this war of mine, um jogo obviamente solo que os caras colocam pra jogar em qualquer número de pessoas, ou eldrith horror que é injogável em mais de 4 pessoas mas tá lá que vai até 8 (só pra citar alguns exemplos).
Por fim, nada impede que você pegue jogos que gosta e crie um automa pra eles. pode virar um hobby novo teu. já vi algumas pessoas fazendo isso ao invés de reclamar dos designers.