O
Bom do Videogame é um jogo de
tabuleiro nacional dos autores
André Negrão e
Patrick Matheus pela editora
Calamity Games. Para 2 a 5 pessoas e tempo estimado de 90 minutos ele tem um peso médio e tem como mecânicas principais a
seleção de ações e
coleção de conjuntos. Aqui você será uma criança dos anos 90 passando a semana toda pensando quais os videogames você vai conseguir alugar e jogar no fim de semana! A partida termina ao fim da quinta semana ou rodada, vencendo aquele que provou ser o melhor jogador de videogame do bairro de todos os tempos!
O jogo exige um espaço razoável na mesa
Um tema bem encaixadinho
As regras d’
O Bom do Videogame são relativamente simples e como o manual está muito bem estruturado, não há muita margem para dúvidas. As rodadas tem suas fases bem delineadas, o que ajuda para o fluxo do partida. Durante a semana você fará três ações, durante a fase de rotina e no fim de semana, o fim da rodada, você jogará seus jogos.
Ajuste na grade de ações para dois jogadores
Na sua vez você pega uma ficha de botão da grade de ações e depois faz uma das ações relacionadas àquela ficha. As ações variam bastante com opções de ganhar dinheiro em troca de fichas de promessa, pegar mais fichas de botões, revistas, ser o primeiro na trilha de iniciativa entre outras.
Todas as ações tem um nome específico e no manual tem um textinho que deixa a ação ainda mais temática, já que fazem alusão à coisas que fazíamos naquela época. Você pode trocar um dinheiro por uma revista e para isso você vai ao jornaleiro. Você pode pegar um jogo novo e três fichas de promessa pedindo um presente. Todo o conceito de prometer se comportar para ganhar algum tipo de benefício e depois pagar a promessa estudando ou visitando os avós funciona muito bem!
Prove que você é um bom aluno estudando dia e noite!
O negócio é jogar videogame
No fim das contas o que você quer mesmo é jogar videogame e pra isso você acumula fichas de botão, que são numeradas de 0 a 9 de cinco cores diferentes, e usa essas fichas para completar os conjuntos mostrados nas fitas. Esses conjuntos podem ser, por exemplo: três fichas da mesma cor ou quatro fichas do mesmo número ou uma sequência qualquer ou uma sequência da mesma cor, entre outras combinações.
A arte das fitas é um espetáculo à parte!
Além disso as fitas tem dificuldades e gêneros diferentes como jogo de luta, rpg, esporte, etc. No início da partida também são abertas algumas cartas de reputação: objetivos que darão pontos ao primeiro jogador que conseguir realizar certa façanha primeiro como zerar quatro jogos fáceis ou jogar sete jogos na locadora.
A área do jogador
Ao fim da partida você ganha pontos pela quantidade de jogos você jogou, tem pontuação extra para quem jogou mais jogos e mais cristais de novidade, pelos pontos na sua ficha de
passwords e, claro, pelos jogos que você zerou. Vence o jogador que tiver mais pontos e provar que é
O Bom do Videogame!
Cartas de reputação
Nostalgia é a palavra chave
O Bom do Videogame bebe da nostalgia dos anos 90, retratando o auge da era dos 16 bits onde o
Mega Drive e o
Super Nintendo eram o sucesso do momento, quando todo o bairro tinha aquela locadora com meia dúzia de TVs de tubo e cadeiras de praia apinhadas de crianças com uniforme da escola e mochila. Para quem viveu na época,
O Bom do Videogame é um deleite, tá tudo ali.
Porém, mesmo se você não passou por isso, o jogo retrata com fidelidade aquele período. E se mesmo assim você ainda não estiver convencido, o jogo que já é mecanicamente excelente, apela com uma produção caprichadíssima. Cartas de alta qualidade, design visual sensacional e ilustrações maravilhosas nas fitas e revistas, são mais de 20 artistas diferentes em diferentes estilos.
O jornaleiro aguarda sua visita com novidades fresquinhas!
O Bom do Videogame é um jogo mais leve do que esperava. Há bastante planejamento envolvido e o fator sorte também dá as cartas por aqui mas de uma forma muito equilibrada. Como há formas de mitigá-la, não foi um problema pra mim. Além disso há pequenas adaptações do setup nas partidas com 2 e 5 pessoas porém nada drástico. Em dois jogadores ele não se torna tão acirrado como pode acontecer em partidas com mais jogadores, dessa forma nossas partidas foram super positivas!
Financiamento coletivo a todo vapor!
O Bom do Videogame está há anos em desenvolvimento e acompanhando a
página do jogo é muito legal ver a dedicação e extensa pesquisa que foi realizada pelo André e pelo
Patrick. O jogo sai em 2023 pela Calamity via financiamento coletivo no
Catarse mas em um modelo pouco diferente que está sendo chamado de Apoiou > Recebeu! Inclusive a galera já está recebendo.
Os jogos já estão prontos, com a produção caprichada, cartas grandes texturizadas,
meeplezões e tal. Tudo o que seria de meta extra em financiamentos normais. A diferença é que ainda assim terão metas estendidas como novas cartas de fitas que serão enviadas ao fim da campanha, com entrega prevista para outubro.
O capricho na produção é evidente
Tivemos a oportunidade de conversar com o Patrick a respeito do financiamento. Ele comentou que optaram por fazer desta forma para evitar as oscilações de câmbio e instabilidades comuns de ocorrerem entre o fim da campanha, início da produção até o envio. Apesar de um investimento arriscado para os criadores, eles estavam confiantes com a recepção do jogo e o financiamento dessa forma oferece muito mais segurança aos apoiadores. O que provou-se verdade!
Até o momento
O Bom do Videogame já passou dos 500% da meta inicial, atingindo a marca de mais de 100 mil reais arrecadados. A campanha vai até o dia 11 de julho de 2023. Se você quiser saber mais,
confira a página no Catarse!
Este post foi publicado originalmente no site Joga em Dois. Siga-nos no Instagram para saber as novidades assim que forem publicadas e inscreva-se na nossa newsletter!