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A Importância do Apoio aos Bons Board Games Nacionais

O Bom do Videogame
  • VitorMX
    2382 mensagens MD
    avatar
    VitorMX03/06/23 11:31
    VitorMX » 03/06/23 11:31

    Não li tudo mas vou dar minha visão antes. O tema me atraiu bastante mas quando chega na pagina do Catarse, é a primeira campanha que não mostra os componentes. A gente precisa vir no ludopedia e baixar o manual. E ai só falta cair da cadeira quando vê um jogo de financiamento (que normalmente é mais barato) de 350 reais ser um punhado de cartas, meeples, tiles e cubos. Analisando só por componentes, deveria custar algo em torno de 150 reais. E, para piorar, não vi metas atraentes. 
    Legal a gente buscar apoiar mercado nacional mas também não somos instituição de caridade para ficar doando dinheiro para desenvolvedores.
    É provável que a versão retail vá valer mais a pena quando estiver encostado nas estantes das lojas.

    7
  • excluido_74361
    1223 mensagens MD
    avatar
    excluido_7436103/06/23 12:26
    excluido_74361 » 03/06/23 12:26

    Grande Iuri. Como sempre um grande post, muito relevante.

    Mas quero adicionar um comentario sobre a tiragem dos jogos. Ser 1000 a 2000 nao significa que seja inviavel fazer jogos bem feitos com precos limpo. Acho que o grande exemplo disso e a GMT, que tem o programa P500 deles. No programa, eles colocam o jogo em pre-ordem ate terem 500 unidades vendidas. Nesse ponto eles fazem o commit the imprimir o jogo, e eventualmente (as vezes leva 3 anos, as vezes 1 ano, as vezes 5), mas o jogo acaba saindo (o Sekigahara foi um q levei uns 7 anos p pegar, pois entrei na 1a edicao, o pedido se perdeu, esqueci dele, ai vi q saiu, ja tava esgotado, e tive de esperar uma nova edicao, conseguindo o jogo so la em 2015 - sendo que o P500 dele comecou la em 2007). Na verdade a GMT ende a produzir 2X o volume do P500 para ter alguns para venda, mas eles sempre operam com edicoes pequenas.

    Alem disso, quero citar 2 dois meus jogos nacionais favoritos que parecem esquecidos na lista crescente de excelentes jogos nacionais: Sonhando com Alice, e Grasse.

    Por hora, infelizmente estou passando no Bom do Videogame, pois esse mes prefiri gastar meu orcamento de jogos pegando o Pax Pamir, que e um jogo que faz muito mais meu estilo. De repente mais p frente eu me empolgo.

    Como sempre, um prazer ler seus textos.

    0
  • Patrick Matheus
    138 mensagens MD
    avatar
    Patrick Matheus03/06/23 13:30
    Patrick Matheus » 03/06/23 13:30

    iuribuscacio::
    Negrao::Aproveitando a deixa pra dar um recado à comunidade, eu só queria reforçar que, em se tratando de Financiamento Coletivo, nós trabalhamos em todos os pontos que a comunidade já havia identificado como problemáticos:

    "Está demorando muito para entregar esse FC."
    Nós assumimos todo o risco de produção e estamos entregando imediatamente, sem segurar o dinheiro da galera por meses.

    "O jogo não foi entregue com a qualidade prometida."
    Com o jogo pronto sendo exibido em eventos e canais o jogador sabe exatamente o que está recebendo.

    "O projeto caiu de paraquedas e ninguém ouviu falar dele."
    O Bom do Videogame está saindo em quase todos os canais do nicho, e em alguns teve divulgação desde 2019.

    "Os jogos nacionais precisam de ganchos melhores."
    Trouxemos um tema inédito para mesa, não só nacionalmente, mas mundialmente. Não existe nenhum outro jogo sobre alugar cartuchos de videogame.

    "Os jogos nacionais não inovam em jogabilidade."
    Trouxemos um sistema de Grade de Ações inovador e uma mecânica de zerar jogos diferenciada, com combinação de recursos. Além disso, o tema casa perfeitamente com a mecânica. As avaliações do público e dos canais não me deixam mentir que tema e mecânicas estão bem amarrados.

    Enfim, eu só quero deixar claro que OUVIMOS VOCÊ, que faz parte da comunidade Boardgamer.

    O seu apoio na nossa campanha do Catarse é fundamental para que possamos ter a certeza de fizemos direitinho o que você sempre pediu.
    E isso nos incentivará a fazer ainda melhor no futuro.

    Obrigado pelo seu apoio.


    tpcordeiro:: Só lembrando q, salvo engano, alguns jogos q vc citou, como Cartógrafos e Marvel Comic Hunters, por exemplo, apesar de serem de designers nacionais, foram produzidos lá fora, então sofreram desses mesmos problemas (produção chinesa, necessidade de alta tiragem mundial, ...).
    Sendo bem realista, de fato apenas o Macri (MSJogos) e outra meia dúzia de 2 ou 3 editoras q realmente produzem no Brasil. Todas as editoras grandes produzem fora, mesmo os jogos nacionais.
     
    Tb achei q valia a pena citar, no contexto do tópico, o Brazil: Imperial, um jogo de designer brasileiro, sucesso de vendas na época q foi lançado, qualidade maravilhosa, tanto do jogo em si quanto componentes, e q não foi tão caro considerando tudo que ofereceu.


    Patrick Matheus:: Excelente texto!
    Considero de suma importância levantar esses pontos, e como o André mencionou antes, puxamos os riscos e responsabilidades e atacamos os pontos que desagradaram em financiamentos coletivos e jogos nacionais até então com muito trabalho da nossa parte.

    Não dá pra ter alta qualidade de arte e produção sem elevar o valor do jogo. Entendo perfeitamente que alguns ainda não embarcaram no financiamento coletivo por comparar valores com outros jogos de fabricação nacional, mas o fato é que uma grande parte da nossa fabricação é internacional e com o melhor acabamento disponível que existe no mercado; Talvez seja a questão da pessoa pegar em mãos essas cartas, meeples e cristais vindos da mesma fábrica que fez a versão internacional o Everdell e comparar com os as de outros jogos nacionais e internacionais da sua coleção, e nossas cartas cartucho tem gramatura e etc superior até a estes jogos internacionais pois pagamos por isso; Vou levar para o Doff um maço desses de carta e deixar na bancada pra quem quiser colocar lado a lado com as cartas do Dixit internacional que têm o mesmo tamanho, e ver como comparam em termos de acabamento, ilustração, impressão, textura, etc.


    Caros André Negrao, Patrick Matheus e tpcordeiro
     
    Meus camaradas, mesmo já tendo escrevendo bastante, eu gostaria de acrescentar alguns comentários.
     
    No caso do “Cartógrafos” e do “Marvel Comic Hunters”, o tpcordeiro tem toda a razão, e eu deveria ter feito uma ressalva em relação à produção. Esses dois jogos realmente não se enquadram na questão da produção nacional. Quanto ao “Brazil: Imperial”, sou o primeiro a reconhecer a importância e a qualidade do jogo, porém, pessoalmente os jogos 4X não me atraem, por isso acabei não citando o jogo, simplesmente por não lembrar dele, muito embora devesse ter citado.
     
    Quanto ao “O Bom do Vídeo Game”, qualquer um que já tenha lido os meus textos e comentários sabe que eu não meço palavras na hora de criticar e defender meus pontos de vista. Eu acho que quando tem de descer a lenha, nós temos mesmo é que descer a lenha (a Mosaico que o diga!!!!). Mas da mesma forma, por uma questão de honestidade, quando é para elogiar, nós temos mais é que elogiar. Tanto assim é que mesmo destacando as diversas qualidades do jogo, eu não deixei de fora a questão do preço, mas disso eu vou tratar mais adiante. É por isso que eu digo, e repito que a equipe do “O Bom do Vídeo Game” merece todo o nosso aplauso. O jogo tem um tema inusitado, o que era o anseio de muita gente. A qualidade, e a quantidade, dos componentes está muito boa, e adequada a um jogo nessa faixa de preço. Ele é um jogo com boa profundidade estratégica e complexidade, ficando entre médio e pesado. Mas, principalmente, a produção foi muito cuidadosa. Sem querer remexer em vespeiro, porém já remexendo, basta comparar com os problemas que aconteceram com o Ark Nova. Isso sem falar nos diversos pontos levantados pelo André Negrão no comentário anterior. No nosso hobby, já aconteceram tantos financiamentos disfarçados de pré-vendas, e tantos financiamentos coletivos em que as pessoas pagaram e ficaram meses, e até anos, sem ter notícias e sem saber se iam mesmo receber o jogo, que só esse aspecto já justifica um brinde à equipe do “O Bom do Vídeo Game”.
     
    Voltando na questão do preço, quando se trata disso, seja lá em que campo for, é sempre preciso considerar a relação custo/benefício. Se você compra o jogo “A” por R$ 400,00, e joga 20 vezes, ele tem um custo/benefício de R$ 20,00 por partida. Já o jogo “B” em que você paga R$ 40,00, e joga apenas uma vez, o custo/benefício é de R$ 40,00. Assim sendo, mesmo o jogo “A” custando 10 vezes o preço total do jogo “B”, na verdade, considerando o custo/benefício, o custo por patida do “B” é o dobro do jogo “A”. Além disso, há outro fator muito importante, que é aquilo que o jogo te proporciona. Eu paguei R$ 350,00, no “Corrida Maluca” da Galápagos, e para ser sincero, nem achei o jogo lá grande coisa. Mas só de poder vivenciar, em um board game, um desenho que marcou a minha infância, na minha opinião, isso não tem preço. E é justamente isso que o "O Bom do Vídeo Game" faz, em relação à rapaziada "noventista", com diria o Nogy do Canal 90, do Youtube.


    É preciso ser realista também, e muita gente no hobby não é. Todo mundo quer pagar muito barato, em um jogo fenomenal, com uma miríade de componentes de altíssima qualidade, e uma arte de cair o queixo. Quem não gostaria!?!? Só que não existe mágica no mundo dos negócios. Eu, por exemplo, gostaria muito de comprar a edição de aniversário do "Ticket to Ride Europa", por R$ 200,00, com aquele mapa enorme e trenzinhos customizados, ou o "Foundations of Rome", com aquelas miniaturas fantásticas por R$ 300,00, mas isso é totalmente irreal. Para que um jogo com uma infinidade de componentes custar mais barato, é preciso uma produção gigantesca, que permita a empresa pulverizar o lucro no maior volume de vendas.  Se a Grow tiver uma expectativa de vender 100.000 unidades do WAR em um ano (isso é apenas um exemplo), ela pode tranquilamente reduzir sua margem de lucro para 5%, e colocar o preço lá em baixo, porque sabe que o jogo vai vender horrores. É por isso, entre outros fatores (fabricação própria, consolidação do produto, grande apelo junto ao público consumidor, etc), que os jogos de tabuleiro clássicos (WAR, Detetive, Banco Imobiliário, Imagem & Ação, Perfil, e assemelhados) são sempre muito mais baratos que os board games em geral. Não tem como comparar o preço no varejo com o preço no atacado. Qualquer um que já tenha feito compras de mês em um supermercado comum, e em um atacadão sabe disso.
     
    Isso tudo quer dizer que o “O Bom do Vídeo Game” está barato? É claro que não! Afinal, R$ 350,00 em um jogo de tabuleiro é um preço salgado, principalmente considerando a nossa realidade socioeconômica tupiniquim. Porém, nessa avaliação é preciso considerar não só o preço do jogo, mas também se ele compensa ou não. Para alguns ele vai compensar e para outros não, e para outras pessoas, mesmo compensando elas infelizmente não terão condições de pagar esse preço. Esse é um dos problemas de se morar em um país tão excludente, social e economicamente, quanto o nosso.
     
    No final das contas, tudo é uma questão de escala. E nesse aspecto, jogos de pequenos empreendedores como o caso do “O Bom do Vídeo Game”, o fato da tiragem ser pequena, dificulta muito uma redução drástica no preço, considerando tudo aquilo que vem no jogo. Com o perdão do trocadilho, mas esse é o “preço” que nós pagamos por ser um mercado de board games tão pequeno de 1.000 a 2.000 unidades por jogo, conforme eu defendi no texto. E justamente por isso, eu acho tão importante prestigiar os jogos produzidos nacionalmente. Eu acredito piamente que essa é uma das opções mais viáveis para os preços dos jogos baixarem. Com isso será possível trazer mais gente para o hobby, e futuramente aumentar as tiragens, mesmo dos jogos estrangeiros. Isso, em tese pode fazer os preços dos board games baixarem no geral.
     
    Para terminar, gostaria de mais uma vez elogiar a equipe do “O Bom do Vídeo Game”, porque gostei muito do projeto, em especial do tema, muito embora eu tenha sido uma criança dos anos 70 e não dos anos 90. Por isso o vídeo game da minha infância foi o Telejogo da Philco (o pessoal de “cabeça branca” vai lembrar), e um pouco mais tarde o Atari 2.600, já na adolescência. Independente disso, na minha opinião, o jogo está ótimo, tanto nos aspectos materiais quanto nos imateriais. O preço, mesmo não sendo dos mais baratos, está bastante adequado àquilo que o jogo entrega, e por isso eu acho que compensa apoiar esse financiamento coletivo. Assim sendo, eu gostaria de dar à toda equipe de produção o meu:
     
    BRAVO, BRAVO, BRAVÍSSIMO!
     
    Um forte abraço e boas jogatinas!
     
    Iuri Buscácio
     
    P.S. Só para não deixar passar e não correr nenhum risco de qualquer acusação nesse sentido, quero esclarecer que não recebi nem o jogo nem qualquer vantagem de qualquer natureza para falar bem dele. Escrevi pura e simplesmente para dar a minha opinião sincera e totalmente desinteressada.



    Concordo muito com tudo que você colocou, menos na parte do exemplo fictício dos 5%, pois em um imprevisto esse projeto passaria a dar prejuízo, e as vezes o "vender muito" seria o próprio culpado disso: por exemplo passando a alíquota do imposto de venda de tudo da empresa de 4% para 10,5% por exemplo(incidindo não só sobre o projeto mas todo o ano desta empresa). Seria temerário também no caso de mais reposições de peças, desvalorização por atrasos, variação cambial, mudança de valores de transporte, etc; entende?

    Este é um dos fatores que fizeram alguns projetos que estudei, do kickstarter e daqui também simplesmente não entregarem o jogo. A coisa desandou e cada cópia vendida era mais prejuízo; então este é o tipo de responsabilidade que puxamos ao fazer o projeto do O Bom do Videogame desta maneira.

    E eu gostaria de oferecer um preço menor, é claro, mas justamente por fazer todas as contas com impostos taxas e etc e ter uma margem de responsabilidade pertinente aos exemplos dos 5% acima é que definimos o valor do apoio. Escolhemos fazer parte da produção aqui para baixar os valores de transporte internacional que aumentaram muito nos últimos anos, e também a parte dos impostos de importação que incidiriam no valor total deixando tudo bem caro.
     Ao fazer a produção do jogo base antes podemos fazer um valor mais baixo não dependendo de uma taxa de segurança mais alta para a variação cambial (outro ponto que matou projetos é esse, o valor cobrado foi X, a moeda desvalorizou e de repente o a produção do jogo passou de X).

    Agora, uma parte real que segura o avanço do nosso Hobby, como você citou, é a desvalorização da moeda que sofremos, e o quanto ganhamos não aumentou proporcionalmente no nosso país, daí é a realidade que o jogo ficou mais caro para o Brasileiro. Um exemplo, se eu pegar os valores do Masmorra de DADOS e corrigir com IPCA para agora:

    Masmorra Completa - 285 de apoio em 2014 - seriam hoje de acordo com o banco central:  Valor corrigido na data final R$   478,75   ( REAL ) 
    Masmorra Paladino  -  205 de apoio em 2014 - seriam hoje de acordo com o banco central:  Valor corrigido na data final 
    R$   344,37   ( REAL )
     - Faixa da campanha com mais apoios


    (editei pois a conversão do IPCA estava errada, agora está correta)
    E afirmo com segurança que o Masmorra já não era um projeto de lucro alto, nada disso; Imagina o cenário para um jogo que tem agora em sua produção uma qualidade muito acima do que o que pudemos fazer no Masmorra, uma qualidade igual à dos jogos internacionais... Esse é o exato caso do O Bom do Videogame com apoio a 349 hoje.

    2
  • brunosemi
    1418 mensagens MD
    avatar
    brunosemi03/06/23 19:03
    brunosemi » 03/06/23 19:03

    VitorMX::Não li tudo mas vou dar minha visão antes. O tema me atraiu bastante mas quando chega na pagina do Catarse, é a primeira campanha que não mostra os componentes. A gente precisa vir no ludopedia e baixar o manual. E ai só falta cair da cadeira quando vê um jogo de financiamento (que normalmente é mais barato) de 350 reais ser um punhado de cartas, meeples, tiles e cubos. Analisando só por componentes, deveria custar algo em torno de 150 reais. E, para piorar, não vi metas atraentes. 
    Legal a gente buscar apoiar mercado nacional mas também não somos instituição de caridade para ficar doando dinheiro para desenvolvedores.
    É provável que a versão retail vá valer mais a pena quando estiver encostado nas estantes das lojas.

    É bem por aí mesmo.
    Como escrevi em outro tópico, para mim se trata de uma pré-venda travestida de financiamento coletivo.
    Me lembra do que aconteceu com o Carnavalesco, que acabei adquirindo por quase a metade do valor do Catarse.
    Claro que o tema videogame conversa muito mais com o público alvo (inclusive comigo), mas como você falou, apoiar o mercado nacional é legal até a página 2. Tem que ter um atrativo além do selo brazuca e da simpatia dos designers.

    1
  • iuribuscacio
    3366 mensagens MD
    avatar
    iuribuscacio04/06/23 00:41
    iuribuscacio » 04/06/23 00:41

    VitorMX::Não li tudo mas vou dar minha visão antes. O tema me atraiu bastante mas quando chega na pagina do Catarse, é a primeira campanha que não mostra os componentes. A gente precisa vir no ludopedia e baixar o manual. E ai só falta cair da cadeira quando vê um jogo de financiamento (que normalmente é mais barato) de 350 reais ser um punhado de cartas, meeples, tiles e cubos. Analisando só por componentes, deveria custar algo em torno de 150 reais. E, para piorar, não vi metas atraentes. 
    Legal a gente buscar apoiar mercado nacional mas também não somos instituição de caridade para ficar doando dinheiro para desenvolvedores.
    É provável que a versão retail vá valer mais a pena quando estiver encostado nas estantes das lojas.

    brunosemi::
    É bem por aí mesmo.
    Como escrevi em outro tópico, para mim se trata de uma pré-venda travestida de financiamento coletivo.
    Me lembra do que aconteceu com o Carnavalesco, que acabei adquirindo por quase a metade do valor do Catarse.
    Claro que o tema videogame conversa muito mais com o público alvo (inclusive comigo), mas como você falou, apoiar o mercado nacional é legal até a página 2. Tem que ter um atrativo além do selo brazuca e da simpatia dos designers.


    Caros VitorMX e brunosemi

    Eu entendo perfeitamente o ponto de vista de vocês. No entanto, eu gostaria de lembrar, conforme eu pontuei no meu comentário, que além do preço é preciso considerar se aquele jogo compensa ou não. Para mim ele compensa, para vocês no entanto não compensa. Então isso vai de cada um. O Arkham Horror Card Game, é basicamente um jogo só com cartas, e que foi lançado custando R$ 450,00. Para mim o AHCG não compensa, mas para uma verdadeira legião de fãs, o jogo compensa. Eu não achei o AHCG essa "coca-cola toda não", mas existem diversos relatos aqui na Ludopedia atestando que foi o melhor e mais imersivo jogo que as pessoas jogaram na vida. 

    Então seguindo o raciocínio de vocês, o AHCG não poderia custar R$ 450,00 porque ele só tinha cartas, e todo mundo sabe que não é bem assim que a coisa funciona. Muitas pessoas pagaram esse dinheiro todo e estão felizes da vida com o jogo. Assim sendo, não é uma questão de dizer se o jogo XYZ é bom ou não, mas sim se o o jogo XYZ é bom para mim.

    Para terminar, mais uma vez, respeito totalmente a opinião de vocês, mas apenas penso de forma diferente, porque para mim o "O Bom do Vídeo Game", compensa o preço do apoio. E vida que segue...

    Um forte abraço e boas jogatinas!

    Iuri Buscácio

     

    6
  • iuribuscacio
    3366 mensagens MD
    avatar
    iuribuscacio04/06/23 01:05
    iuribuscacio » 04/06/23 01:05

    Patrick Matheus::Concordo muito com tudo que você colocou, menos na parte do exemplo fictício dos 5%, pois em um imprevisto esse projeto passaria a dar prejuízo, e as vezes o "vender muito" seria o próprio culpado disso: por exemplo passando a alíquota do imposto de venda de tudo da empresa de 4% para 10,5% por exemplo(incidindo não só sobre o projeto mas todo o ano desta empresa). Seria temerário também no caso de mais reposições de peças, desvalorização por atrasos, variação cambial, mudança de valores de transporte, etc; entende?

    Este é um dos fatores que fizeram alguns projetos que estudei, do kickstarter e daqui também simplesmente não entregarem o jogo. A coisa desandou e cada cópia vendida era mais prejuízo; então este é o tipo de responsabilidade que puxamos ao fazer o projeto do O Bom do Videogame desta maneira.

    E eu gostaria de oferecer um preço menor, é claro, mas justamente por fazer todas as contas com impostos taxas e etc e ter uma margem de responsabilidade pertinente aos exemplos dos 5% acima é que definimos o valor do apoio. Escolhemos fazer parte da produção aqui para baixar os valores de transporte internacional que aumentaram muito nos últimos anos, e também a parte dos impostos de importação que incidiriam no valor total deixando tudo bem caro.
     Ao fazer a produção do jogo base antes podemos fazer um valor mais baixo não dependendo de uma taxa de segurança mais alta para a variação cambial (outro ponto que matou projetos é esse, o valor cobrado foi X, a moeda desvalorizou e de repente o a produção do jogo passou de X).

    Agora, uma parte real que segura o avanço do nosso Hobby, como você citou, é a desvalorização da moeda que sofremos, e o quanto ganhamos não aumentou proporcionalmente no nosso país, daí é a realidade que o jogo ficou mais caro para o Brasileiro. Um exemplo, se eu pegar os valores do Masmorra de DADOS e corrigir com IPCA para agora:

    Masmorra Completa - 285 de apoio em 2014 - seriam hoje de acordo com o banco central:  Valor corrigido na data final R$   478,75   ( REAL ) 
    Masmorra Paladino  -  205 de apoio em 2014 - seriam hoje de acordo com o banco central:  Valor corrigido na data final 
    R$   344,37   ( REAL )
     - Faixa da campanha com mais apoios


    (editei pois a conversão do IPCA estava errada, agora está correta)
    E afirmo com segurança que o Masmorra já não era um projeto de lucro alto, nada disso; Imagina o cenário para um jogo que tem agora em sua produção uma qualidade muito acima do que o que pudemos fazer no Masmorra, uma qualidade igual à dos jogos internacionais... Esse é o exato caso do O Bom do Videogame com apoio a 349 hoje.

    Caro Patrick Matheus

    Meu camarada, quando eu citei a questão da Grow ter 5% de lucro com o WAR, eu não pretendi ser específico, mas apenas dar um exemplo. A questão é puramente matemática. Se uma empresa produz 1.000 unidades de um jogo, e vende todas elas por R$ 200,00, o total arrecadando é de R$ 200.000,00. Considerando uma margem de 30% em cada unidade, o lucro no total será de R$ 60.000,00. Mas se outra empresa com um porte muito maior, lançar um jogo muito similar, tiver condições de reduzir a margem de lucro para 5%, e baixar o preço do jogo para metade R$ 100,00, para produzir e vender 100.000 unidades, o lucro dessa empresa será de 5% sobre R$ 10.000.000,00, ou seja, R$ 500.000,00. Esse raciocínio é só para exemplificar a diferença entre uma empresa que opera no atacado e outra que opera no varejo. 

    Claro que, esse exemplo é um simplificação, e de forma alguma eu quero ensinar "a missa ao vigário", até porque você trabalha profissionalmente no mercado de board games e a minha área de atuação é outra. Além disso, o espaço de uma comentário e até mesmo de um texto do Ludopedia é totalmente insuficiente para que se discuta todas as nuances de um setor econômico, mesmo um pequeno como o mercado nacional de board games. 

    Por isso o que eu fiz foi exatamente isso, ou seja, uma simplificação, e não uma análise de mercado pormenorizada. Por isso, obviamente uma série de fatores não foram considerados, e eu sou o primeiro a reconhecer isso. Portanto quando eu digo que a editora tal lucrou X, nessa afirmação já está considerada todas as variáveis da atividade empresarial. Basta pensar na indústria do cigarro, que paga uma tributação altíssima, tem uma margem de lucro irrisória, mas mesmo assim o volume de vendas é tão absurdamente grande, que é um dos ramos que mais rende dinheiro, apesar de toda a campanha que se faz para que as pessoas parem de fumar.

    Para terminar, meu exemplo foi apenas para dar uma ideia.

    Um forte abraço e boas jogatinas!

    Iuri Buscácio      

    3
  • Patrick Matheus
    138 mensagens MD
    avatar
    Patrick Matheus04/06/23 01:11
    Patrick Matheus » 04/06/23 01:11

    iuribuscacio::
    Patrick Matheus::Concordo muito com tudo que você colocou, menos na parte do exemplo fictício dos 5%, pois em um imprevisto esse projeto passaria a dar prejuízo, e as vezes o "vender muito" seria o próprio culpado disso: por exemplo passando a alíquota do imposto de venda de tudo da empresa de 4% para 10,5% por exemplo(incidindo não só sobre o projeto mas todo o ano desta empresa). Seria temerário também no caso de mais reposições de peças, desvalorização por atrasos, variação cambial, mudança de valores de transporte, etc; entende?

    Este é um dos fatores que fizeram alguns projetos que estudei, do kickstarter e daqui também simplesmente não entregarem o jogo. A coisa desandou e cada cópia vendida era mais prejuízo; então este é o tipo de responsabilidade que puxamos ao fazer o projeto do O Bom do Videogame desta maneira.

    E eu gostaria de oferecer um preço menor, é claro, mas justamente por fazer todas as contas com impostos taxas e etc e ter uma margem de responsabilidade pertinente aos exemplos dos 5% acima é que definimos o valor do apoio. Escolhemos fazer parte da produção aqui para baixar os valores de transporte internacional que aumentaram muito nos últimos anos, e também a parte dos impostos de importação que incidiriam no valor total deixando tudo bem caro.
     Ao fazer a produção do jogo base antes podemos fazer um valor mais baixo não dependendo de uma taxa de segurança mais alta para a variação cambial (outro ponto que matou projetos é esse, o valor cobrado foi X, a moeda desvalorizou e de repente o a produção do jogo passou de X).

    Agora, uma parte real que segura o avanço do nosso Hobby, como você citou, é a desvalorização da moeda que sofremos, e o quanto ganhamos não aumentou proporcionalmente no nosso país, daí é a realidade que o jogo ficou mais caro para o Brasileiro. Um exemplo, se eu pegar os valores do Masmorra de DADOS e corrigir com IPCA para agora:

    Masmorra Completa - 285 de apoio em 2014 - seriam hoje de acordo com o banco central:  Valor corrigido na data final R$   478,75   ( REAL ) 
    Masmorra Paladino  -  205 de apoio em 2014 - seriam hoje de acordo com o banco central:  Valor corrigido na data final 
    R$   344,37   ( REAL )
     - Faixa da campanha com mais apoios


    (editei pois a conversão do IPCA estava errada, agora está correta)
    E afirmo com segurança que o Masmorra já não era um projeto de lucro alto, nada disso; Imagina o cenário para um jogo que tem agora em sua produção uma qualidade muito acima do que o que pudemos fazer no Masmorra, uma qualidade igual à dos jogos internacionais... Esse é o exato caso do O Bom do Videogame com apoio a 349 hoje.

    Caro Patrick Matheus

    Meu camarada, quando eu citei a questão da Grow ter 5% de lucro com o WAR, eu não pretendi ser específico, mas apenas dar um exemplo. A questão é puramente matemática. Se uma empresa produz 1.000 unidades de um jogo, e vende todas elas por R$ 200,00, o total arrecadando é de R$ 200.000,00. Considerando uma margem de 30% em cada unidade, o lucro no total será de R$ 60.000,00. Mas se outra empresa com um porte muito maior, lançar um jogo muito similar, tiver condições de reduzir a margem de lucro para 5%, e baixar o preço do jogo para metade R$ 100,00, para produzir e vender 100.000 unidades, o lucro dessa empresa será de 5% sobre R$ 10.000.000,00, ou seja, R$ 500.000,00. Esse raciocínio é só para exemplificar a diferença entre uma empresa que opera no atacado e outra que opera no varejo. 

    Claro que, esse exemplo é um simplificação, e de forma alguma eu quero ensinar "a missa ao vigário", até porque você trabalha profissionalmente no mercado de board games e a minha área de atuação é outra. Além disso, o espaço de uma comentário e até mesmo de um texto do Ludopedia é totalmente insuficiente para que se discuta todas as nuances de um setor econômico, mesmo um pequeno como o mercado nacional de board games. 

    Por isso o que eu fiz foi exatamente isso, ou seja, uma simplificação, e não uma análise de mercado pormenorizada. Por isso, obviamente uma série de fatores não foram considerados, e eu sou o primeiro a reconhecer isso. Portanto quando eu digo que a editora tal lucrou X, nessa afirmação já está considerada todas as variáveis da atividade empresarial. Basta pensar na indústria do cigarro, que paga uma tributação altíssima, tem uma margem de lucro irrisória, mas mesmo assim o volume de vendas é tão absurdamente grande, que é um dos ramos que mais rende dinheiro, apesar de toda a campanha que se faz para que as pessoas parem de fumar.

    Para terminar, meu exemplo foi apenas para dar uma ideia.

    Um forte abraço e boas jogatinas!

    Iuri Buscácio      



    Ahh sim, perfeito.

    Eu que fui básico no pensamento na primeira leitura do seu comentário e não compreendi como exemplo geral, tinha entendido apenas o exemplo específico dos 5%.
    rs

    Abraço

    2
  • iuribuscacio
    3366 mensagens MD
    avatar
    iuribuscacio04/06/23 01:14
    iuribuscacio » 04/06/23 01:14

    metelo::Grande Iuri. Como sempre um grande post, muito relevante.

    Mas quero adicionar um comentario sobre a tiragem dos jogos. Ser 1000 a 2000 nao significa que seja inviavel fazer jogos bem feitos com precos limpo. Acho que o grande exemplo disso e a GMT, que tem o programa P500 deles. No programa, eles colocam o jogo em pre-ordem ate terem 500 unidades vendidas. Nesse ponto eles fazem o commit the imprimir o jogo, e eventualmente (as vezes leva 3 anos, as vezes 1 ano, as vezes 5), mas o jogo acaba saindo (o Sekigahara foi um q levei uns 7 anos p pegar, pois entrei na 1a edicao, o pedido se perdeu, esqueci dele, ai vi q saiu, ja tava esgotado, e tive de esperar uma nova edicao, conseguindo o jogo so la em 2015 - sendo que o P500 dele comecou la em 2007). Na verdade a GMT ende a produzir 2X o volume do P500 para ter alguns para venda, mas eles sempre operam com edicoes pequenas.

    Alem disso, quero citar 2 dois meus jogos nacionais favoritos que parecem esquecidos na lista crescente de excelentes jogos nacionais: Sonhando com Alice, e Grasse.

    Por hora, infelizmente estou passando no Bom do Videogame, pois esse mes prefiri gastar meu orcamento de jogos pegando o Pax Pamir, que e um jogo que faz muito mais meu estilo. De repente mais p frente eu me empolgo.

    Como sempre, um prazer ler seus textos.

    Caro metelo

    Meu amigo, um elogio é sempre bem vindo, especialmente de um boardgamer do seu quilate e envergadura. Muito obrigado pelas palavras.

    O sistema  de produção que você mencionou é interessante, porém acho que essa possibilidade de uma demora muito longa deve afastar as pessoas, mesmo que o preço seja bem mais barato. Mas essa é apenas a minha opinião, e muitas pessoas podem pensar diferente.  

    Quanto aos jogos que eu não citei, essa foi uma boa lembrança, e eu só não fiz menção a eles, porque seria inviável citar todos os bons jogos lançados nacionalmente.

    No mais, acontece com o Pax Pamir, a mesma situação da minha respostas para o @VitorMX e o @brunosemi, ou seja, eu dei uma olhada no Pax Pamir, mas não me agradou muito, mesmo tendo agradado a muita gente. O que não quer dizer de forma alguma que o jogo é bom ou ruim, mas apenas que ele não se adequa ao meu gosto pessoal.  

    Um forte abraço e boas jogatinas!

    Iuri Buscácio

    2
  • excluido_74361
    1223 mensagens MD
    avatar
    excluido_7436104/06/23 11:02
    excluido_74361 » 04/06/23 11:02

    iuribuscacio::
    O sistema  de produção que você mencionou é interessante, porém acho que essa possibilidade de uma demora muito longa deve afastar as pessoas, mesmo que o preço seja bem mais barato. Mas essa é apenas a minha opinião, e muitas pessoas podem pensar diferente.  

    Quanto aos jogos que eu não citei, essa foi uma boa lembrança, e eu só não fiz menção a eles, porque seria inviável citar todos os bons jogos lançados nacionalmente.

    No mais, acontece com o Pax Pamir, a mesma situação da minha respostas para o @VitorMX e o @brunosemi, ou seja, eu dei uma olhada no Pax Pamir, mas não me agradou muito, mesmo tendo agradado a muita gente. O que não quer dizer de forma alguma que o jogo é bom ou ruim, mas apenas que ele não se adequa ao meu gosto pessoal.  

    Um forte abraço e boas jogatinas!

    Iuri Buscácio

    So falei dos dois jogos especificos, pq eles realmente sao os meus jogos favoritos dos nacionais. Mas realmente, que tem aparecido cada vez mais jogos excelentes nacionais. Tem varios outros q curto bastante.
    Ja o Pax, e realmente uma coisa de gosto. Eu curto muito wargames, ainda mais esses modernos que minimizam rolagem de dados. E o Pax e um desses q tem um design elegante, rapido, e sem dados impactando o combate.]
    Agora o principal: O P500 da GMT. Como a GMT e uma editora que tem uma base de fans em um nicho bem especifico (eles fazem muito Wargame, ate tentaram euro, mas acho q nao deu muito certo, pq pararam rapidinho), eles ja tem designers que estao preparando o jogo procurando eles com o jogo ainda em design. Nesse ponto, sem investir em arte, development, marketing, eles assinam o direito do jogo, e enfiam no P500 (em geral com a foto da caixa). Dai o designer continua o projeto/dev do jogo, e quando ele faz 500 ordens, ai sim vai para dev e arte dentro da GMT. Leva uns 3 anos entre o anuncio, e o jogo ser entregue, sim, mas eles sempre tem muitos jogos no programa, e com isso entregam em torno de uns 10 a 20 jogos por mes. Mas muitos dos q eu considero os melhores jogos da minha colecao vem deles: Space Empires 4X, Talon, SpaceCorps, Dominant Species, 1960, Twilight Struggle, Sekigahara,Successors (se bem que acho q a 4a edicao veio por outra editora), Acho q so a Rio grande que eu tenho tanto jogo com o mesmo nivel. Nem a FFG chega la.
    Acho isso legal, pq permite o publico escolher o que e publicado, pois com certeza vai muito jogo para P500 ue nunca sai do papel. E acaba sendo um modelo sustentavel, pois eles estao no mercado a mais de 30 anos

    1
  • pfifikus
    188 mensagens MD
    avatar
    pfifikus04/06/23 13:35
    pfifikus » 04/06/23 13:35

    metelo::
    iuribuscacio::
    O sistema  de produção que você mencionou é interessante, porém acho que essa possibilidade de uma demora muito longa deve afastar as pessoas, mesmo que o preço seja bem mais barato. Mas essa é apenas a minha opinião, e muitas pessoas podem pensar diferente.  

    Quanto aos jogos que eu não citei, essa foi uma boa lembrança, e eu só não fiz menção a eles, porque seria inviável citar todos os bons jogos lançados nacionalmente.

    No mais, acontece com o Pax Pamir, a mesma situação da minha respostas para o @VitorMX e o @brunosemi, ou seja, eu dei uma olhada no Pax Pamir, mas não me agradou muito, mesmo tendo agradado a muita gente. O que não quer dizer de forma alguma que o jogo é bom ou ruim, mas apenas que ele não se adequa ao meu gosto pessoal.  

    Um forte abraço e boas jogatinas!

    Iuri Buscácio

    So falei dos dois jogos especificos, pq eles realmente sao os meus jogos favoritos dos nacionais. Mas realmente, que tem aparecido cada vez mais jogos excelentes nacionais. Tem varios outros q curto bastante.
    Ja o Pax, e realmente uma coisa de gosto. Eu curto muito wargames, ainda mais esses modernos que minimizam rolagem de dados. E o Pax e um desses q tem um design elegante, rapido, e sem dados impactando o combate.]
    Agora o principal: O P500 da GMT. Como a GMT e uma editora que tem uma base de fans em um nicho bem especifico (eles fazem muito Wargame, ate tentaram euro, mas acho q nao deu muito certo, pq pararam rapidinho), eles ja tem designers que estao preparando o jogo procurando eles com o jogo ainda em design. Nesse ponto, sem investir em arte, development, marketing, eles assinam o direito do jogo, e enfiam no P500 (em geral com a foto da caixa). Dai o designer continua o projeto/dev do jogo, e quando ele faz 500 ordens, ai sim vai para dev e arte dentro da GMT. Leva uns 3 anos entre o anuncio, e o jogo ser entregue, sim, mas eles sempre tem muitos jogos no programa, e com isso entregam em torno de uns 10 a 20 jogos por mes. Mas muitos dos q eu considero os melhores jogos da minha colecao vem deles: Space Empires 4X, Talon, SpaceCorps, Dominant Species, 1960, Twilight Struggle, Sekigahara,Successors (se bem que acho q a 4a edicao veio por outra editora), Acho q so a Rio grande que eu tenho tanto jogo com o mesmo nivel. Nem a FFG chega la.
    Acho isso legal, pq permite o publico escolher o que e publicado, pois com certeza vai muito jogo para P500 ue nunca sai do papel. E acaba sendo um modelo sustentavel, pois eles estao no mercado a mais de 30 anos

    Não vejo acontecendo aqui no Brasil editoras como a Splotter ou a GMT. 
    Essas editoras são extremamente específicas e nichadas mesmo pro hobby, sendo que o valor dos seus jogos são altíssimos, até pra quem ganha em dólar. 
    Não temos editoras perfiladas assim, editoras que há um público cativo da editora, que gasta bastante dinheiro com ela especificamente. Quase como uma curadoria. 
    Porque o mercado é simplesmente pequeno demais. Eu tenho bastantes jogos da Meeple aqui e se sai lançamento dela estou sempre dando uma olhada, mas se você for ver o catálogo deles não é como se eles mantivessem uma linha editorial. Eles vão de Lorenzo e Oath até Wrong chemistry e card games de entrada. Compare com o catálogo da FFG pra ver a diferença, os caras tem um compromisso muito específico em atender jogadores fiéis a aqueles tabuleiros que muita gente acha muito chato tal qual Arkham Horror como o Iuri mencionou anteriormente.
    Curiosamente, as editoras que mais parecem ter um perfil em terra brasilis são as pequenas. Como a geeks n orcs e seus 50 jogos de vaza.

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