Raitz::Reinaldo::Será que Homem-Batata e Corta! continuarão com precinho amigável?
A lógica (de mercado) é que o preço fique até mais barato. E espero que seja assim, mesmo, porque Homem Batata ainda está na minha lista de desejos.
Caros Raitz
A lógica de mercado normalmente é essa, ou seja, empresas maiores, por terem maior infraestrutura e maior poderio econômico, além de melhores condições de financiamento da produção, podem vender seus produtos mais baratos que empresas menores.
É por isso que um atacadão pode vender mais barato que um supermercado, e um supermercado, por sua vez, pode vender mais barato que uma quitanda, muito embora eu reconheça que essa comparação não se aplique totalmente ao mercado de board games, por uma série de características próprias do setor de jogos.
O problema é que no mercado de board games vigora uma lógica invertida dos demais setores econômicos. As editoras mais sólidas economicamente do mercado nacional de board games, Galápagos e Devir, são as mais careiras do cenário nacional. E a última das preocupações dessas empresas é justamente o aumento da produção/tiragem dos jogos, e a consequente queda do preço dos mesmos.
Portanto, eu acredito que essa sua esperança, de que o preço dos jogos da GnO baixe por conta dessa "parceria" com a Galápagos será frustrada, principalmente considerando a política de preços dessa editora.
Eu tenho total consciência de que o mercado funciona assim, com os "grandes engolido os pequenos" e entendo perfeitamente isso. Porém eu me preocupo bastante que o padrão de qualidade da GnO caia drasticamente. Isso porque se ela passará de uma editora para um studio de jogos, é bem possível que a GnO cries um jogo sem erros, passe os arquivos para Galápagos produzir, e nessa hora os erros de praxe acabem ocorrendo. E até as portas e pedras sabem que Galápagos caga e anda, tanto para com seus compradores, quanto para os erros dos jogos que produz, lançando os jogos de qualquer jeito. Mas é com eu disse antes, mesmo me preocupando, e lamentando, entendo perfeitamente essa decisão empresarial da GnO.
Para terminar, eu também lamento que com essa nova parceria entre Galápagos e GnO, uma das poucas editoras que ainda pensava em lançar jogos baratos e que ao menos parecia se preocupar em baratear o preço dos jogos, certamente deixará de lado tais preocupações, próprias de uma editora de jogos, passando a se preocupar mais com a criação de jogos, mais apropriado a um Studio de jogos.
Agora, aparentemente, só nos resta a PaperGames com editora de maior destaque preocupada com preços e jogos mais acessíveis.
Um forte abraço e boas jogatinas.
Iuri Buscácio
P. S. Será que agora nós teremos o "Ômi-Batata", o "Kortha!" e o "Pyrataz"?