Caros Boardgamers
Uma coisa é se atrapalhar na comunicação, outra bem diferente é tentar ludibriar seus clientes dizendo que o jogo está em produção, como se ele estivesse sendo impresso na China, quando nem mesmo a tradução do material foi finalizada. Pior ainda é quando isso ocorre para tentar evitar que as pessoas comprem o jogo importado, nos casos de baixa dependência de idioma. Basta perguntar a quem está esperando o lançamento do Champions of Midgard até hoje.
Problemas de produção toda empresa tem, mas na minha opinião deixar deliberadamente de informar isso a seus consumidores, de forma clara e transparente, isso é indesculpável. No caso da Mosaico a situação é ainda mais grave, porque quando é para anunciar novos lançamentos, a empresa faz o maior alarde aqui no Ludopedia. Mas quando se passam meses (em alguns casos anos) depois da data de lançamento anunciada, fica tudo um silêncio só, e a editora apenas altera, mais para frente, a data de lançamento na ficha do jogo. A nova data de lançamento do Campeões de Midgard foi alterada para 2022 (sem citar o mês), mas informar a respeito do reprint mundial que foi cancelado duas vezes, e que acarretou o atraso no jogo, a Mosaico escreve na surdina, em uma nota de rodapé em rede social, quase que para ninguém saber. Nem no próprio site da editora aparece qualquer nota a respeito do atraso. Uma pessoa informou, em outro tópico sobre o jogo, que a Mosaico retornou um e-mail, dizendo que espera que o jogo comece a ser rodado no final desse ano, mas que eles não podem dar certeza disso, porque a fábrica chinesa tem diversas outras encomendas mais importantes na frente da fila, ou seja, a informação de que o jogo seria lançado em 2022 já foi para o saco.
Por fim, para os companheiros que ainda acreditam e apoiam a Mosaico, e que aguardam o High Frontier, desejo sinceramente que esse jogo não vá pelo mesmo caminho do Champions of Midgard.
Um forte abraço e boas jogatinas.
Iuri Buscácio
P.S. É por essas e outras, que resolvi não comprar absolutamente mais nada dessa editora. Prefiro ficar sem um jogo do que apoiar uma empresa que trata tão mal seus clientes.